O desmatamento é nosso

Aproveitando a falta de compromisso aprofundado dos países do G8, o presidente Lula destilou o seu blá blá blá habitual. Conforme matéria do Estado de São Paulo, durante entrevista coletiva nesta quinta em Berlim, o nosso alto mandatário resolveu bater nos países ricos e reafirmou que serão eles, e não os emergentes, quem deverão resolver o problema do aquecimento global. Para completar o discurso, Lula colocou a cereja no bolo. “Nós sabemos cuidar da nossa Amazônia”. Com esse discurso, o Brasil dá sinais que não aceita compromissos formais para combater a principal fonte de emissões de gases estufa no país, o desmatamento. Além disso, alinha-se com a China, que também se mostrou contrária a ter metas especifícas para o corte de poluentes.

Por Redação ((o))eco
8 de junho de 2007

I love etanol

Outra matéria da Folha revela que Lula estaria disposto a só falar de etanol e biodiesel na participação que fará nesta sexta feira no encontro do G8. Ele e seus assessores estão convencidos que o Brasil pode salvar o mundo se passar exportar etanol a todo vapor. Vai dizer que temos terra de sobra para plantar cana de açúcar e de quebra, garante, não existe ameaça sobre a Amazônia.

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8 de junho de 2007

Corte

Há pouco mais de um mês, Eduardo Braga, governador do Amazonas, disse num encontro com lideranças indígenas e de seringueiros, que o bolsa-floresta que seu governo inventou para incentivar essas populações a preservarem a mata estadual seria de 500 dólares, ou pouco menos de mil reais, por ano. Foi aplaudido. Na terça-feira, ao sancionar o texto da lei estadual que trata desses e outros assuntos relativos às mudanças climáticas, o governador, deu outro valor para o mimo: 600 reais anuais.

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6 de junho de 2007

Preço

Como Braga quer logo de cara estender seu bolsa-floresta às 8 mil e 500 famílias que vivem em Unidades de Conservação estaduais como reservas de desenvolvimento sustentável, o programa parte de um custo anual de 5 milhões e 100 mil reais por ano. Mas a intenção é elevar o número de cadastrados a 60 mil até 2010, o que vai empurrar essa conta, sem considerar a possibilidade de reajustes, para 36 milhões de reais anuais.

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6 de junho de 2007

Pavor

Tem gente que, quando lembra do passado de descontrole que marcam programas de transferência de renda no Brasil, fica toda arrepiada com o tal bolsa-floresta de Braga. Temem que sua principal consequência seja atrair ainda mais gente para dentro das matas do Amazonas.

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6 de junho de 2007

Ajuste

A comissão européia estuda obrigar as empresas a comprarem 100% de seus créditos de carbono. Até o momento, parte deles é doada pelos próprios governos do continente. Os comissários suspeitam que a benesse é a principal razão pela qual as emissões da inciativa privada teimam em não cair. As doações, dizem os especialistas, forçam os preços do mercado de carbono europeu para baixo. Portanto, fica mais barato para uma empresa meter a mão nas doações e comprar o que falta do que investir em tecnologia para reduzir suas emissões. Se todos os créditos forem a leilão, esse custo subirá, tornando a redução o único caminho economicamente vieavel.

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6 de junho de 2007

Reciclagem poluidora

A indústria de papel Sovel da Amazônia foi autuada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Manaus, por despejar borra da reciclagem de papel no igarapé Oscar, na Zona Leste da cidade, um afluente do rio Solimões. A denúncia foi feita por moradores. Segundo eles, o descarte está ocorrendo há 30 dias. A empresa tem 20 dias para se defender. A fábrica, que recicla papel e tem um sistema de tratamento para a água que vai ser descartada, teve o licenciamento ambiental renovado em 23 de fevereiro de 2007 pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). O valor da multa ainda vai ser definido pela secretaria, que vai solicitar também a análise da água do igarapé para verificar o tipo de contaminação provocado pelo material descartado.

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6 de junho de 2007

Viagem

Segundo o Diário Oficial, João Paulo Capobianco, dublê de chefe de gabinete de Marina Silva e manda–chuva interino do recém-criado Instituto Chico Mendes de Biodiversidade, está em Washington participando de um seminário sobre compensação por desmatamento evitado. Tomara que volte de lá com idéias mais avançadas do que batizar um órgão federal de conservação com o nome de um sindicalista.

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6 de junho de 2007

Lá, como cá

População cuida mal de área pública e ameaça sua capacidade de geração de renda. Parece Brasil, mas não é. Está acontecendo na Jordânia, no Parque Marinho de Aqaba, zona que contém alguns dos mais espetaculares exemplares de corais do mundo. Aqaba, na década de 90, virou uma espécie de meca do turismo de mergulho. Mas o descaso dos habitantes da região, que deixam lixo e dejetos escorrerem livremente para o mar, está afastando os mergulhadores, e o seu dinheiro, de lá.

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6 de junho de 2007

Banzai

O Japão, velho inimigo das baleias, tropeçou na sua tentativa de fazer a CITES, órgão da ONU que regula o comércio de espécies ameaçadas, a rever sua política de impedir a circulação mundial de subprodutos de cetáceos. Tomou uma lavada de 54 x 26 na votação em plenário. A derrota foi ainda mais acachapante na votação sobre outra proposta japonesa de comprometer a CITES com futuras revisões dessa decisão. O placar foi de 59 x 21.

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6 de junho de 2007

Debate

Na pauta de discussões da próxima reunião do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que acontecerá em Brasília nos dias 3 e 4 de julho, um dos itens que anda chamando atenção é a análise de proposta para colocar uma ferrovia ao invés do asfalto sobre o leito da BR-163.

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6 de junho de 2007

Denúncia

Um Sagüi-de-duas-cores, o único animal da espécie que vivia em um zoológico no Brasil, foi roubado em Bauru de segunda para terça-feira. O bicho, criticamente ameaçado de extinção segundo o Ibama, só pode ser encontrado em pequena quantidade na Amazônia ou em centros de pesquisa na Paraíba e no Rio de Janeiro. Os vigias disseram não ter visto nada. Infelizmente, esse não é o primeiro caso de furto no local, já que em 2005 um periquito foi levado. A reportagem da Folha de São Paulo lembra que, apesar do nome, o macaco é branco, marrom e laranja e seu corpo mede aproximados 30cm.

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6 de junho de 2007