Engatinhando

A China pode ser considerada hoje o maior canteiro de obras do mundo. Mas o título, longe de ser só motivo de comemoração para o país, veio ao custo de conseqüências sérias para o seu meio ambiente, com poluição de água, ar e solo. Partículas sólidas vindas da construção civil são uma das causas da doença que mais provoca mortes no país, o câncer. Guias locais recomendam distância de água da torneira e mesmo de gelo, por causa da poluição nos lençóis freáticos. As constantes tempestades de areia que vêm da Mongólia, ao norte do país, são agravadas pela poeira dos desmatamentos. Análises feitas na água do mar em cidades litorâneas apontaram a presença de arsênico, mercúrio, cádmio e cobre, entre outros metais e poluentes. O consumo de carvão, na contramão das necessidades atuais, aumentou de 2005 para 2006. A questão dos impactos ambientais, segundo reportagem do Estadão de domingo, está sendo debatida, mas ainda há uma descoordenação entre os níveis de governo. Nesta segunda-feira, foi apresentado o primeiro plano chinês de combate às mudanças climáticas – que, no entanto, não fixa objetivos de redução de CO2.

Por Redação ((o))eco
4 de junho de 2007

Milho aos porcos

Notícia da Bloomberg veiculada no Valor afirma que a produção de biocombustível gerado a partir do milho precisa diminuir na China. A idéia é conter a inflação no setor alimentício gerada após uma ineficiência na oferta do grão para a manufatura de ração animal, de acordo com relatório divulgado pelo Centro de Informação Estatal do país. Com a demanda de “combustíveis limpos”, o país asiático incrementou sua fabricação e os suínos e galinhas locais ficaram sem sua principal iguaria.

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4 de junho de 2007

Mal explicado

Depois de ter suspendido a licença de instalação da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Nhandu, localizada nos limites do Parque Estadual do Cristalino (MT), a Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso voltou atrás. Recebeu um parecer da Procuradoria Geral do Estado indicando que a decisão foi equivocada. Uma coisa é unânime: a questão está muito mal explicada.

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4 de junho de 2007

Dedinho

Suspeita-se que por trás dessa reviravolta no licenciamento de uma usina que encosta no parque estadual tenha mais uma vez atuado o vice-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa. Sua família possui terras localizadas no interior da unidade de conservação e ele tem sido o principal articulador da redução de 30 mil hectares do parque.

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4 de junho de 2007

Somatório

Semana passada não foi apenas uma, mas três novas áreas transformadas em Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) no entorno do Parque do Cristalino. Ao todo, uma zona de 6.595 hectares ficaram legais e integralmente protegidos, sob responsabilidade da Fundação Ecológica Cristalino.

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4 de junho de 2007

Há um ano no papel

Nesta terça-feira, dia do meio ambiente, uma manifestação em Brasília vai lembrar que há um ano organizações da sociedade civil esperam as primeiras ações de implantação do plano BR-163 Sustentável. Será na Praça dos Três Poderes, as 10h.

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4 de junho de 2007

Coleção concluída

Após 18 anos, foi finalmente concluída a Enciclopédia Agrícola Brasileira. A publicação multidisciplinar, que compilou informações sobre ciências agrárias em mais de 100 mil verbetes, é da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), editada pela Edusp.

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4 de junho de 2007

Conservação premiada

Foram abertas as inscrições para o Prêmio Ford Motor Company de Conservação Ambiental, que oferecerá 23 mil reais aos vencedores das categorias Conquista Individual, Negócios em Conservação e Ciência e Formação de Recursos Humanos. O prêmio Ford já reconheceu trabalhos de grandes figuras como Ibsen Gusmão Câmara, Niede Guidon, Suzana Pádua, Alceo Magnanini e Paulo Nogueira-Neto. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do site da Conservação Internacional até o dia 1º de setembro.

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4 de junho de 2007

Visitinha

Prestes a deixar o cargo, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, parece querer ser lembrado como líder no combate às mudanças climáticas. Neste domingo, ele participou de um fórum em Berlim do G8 (grupo dos países mais ricos) com as cinco maiores economias emergentes, incluindo Brasil e China. Blair disse que, em seu país, a dicotomia entre crescimento econômico e proteção do meio ambiente deixou de existir. "Crescemos 25% nos últimos dez anos e nossas emissões caíram 7%", frisou.

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4 de junho de 2007

Futuro promissor

Blair elogiou o sinal dado por George Bush de que os Estados Unidos aceitarão metas para a redução de emissões. Para o primeiro-ministro já será possível em 2009 ter uma estrutura de como vai ser o acordo internacional pós-Kyoto. Deixou, no entanto, um recado. "A realidade política é que sem a China e outras nações emergentes, os Estados Unidos não vão embarcar."

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4 de junho de 2007

Mania nacional

O diálogo G8+5 em Berlim reúne parlamentares para discutirem medidas de mitigação do aquecimento global. A delegação brasileira, representada majoritariamente por deputados e senadores da base governista, está com fixação com os biocombustíveis. A senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), exaltada, disse diretamente a Tony Blair que o etanol não ia entrar na Amazônia. Os brasileiros na platéia por pouco não se levantaram e perguntaram. "E o Cerrado, senadora, e o Cerrado?"

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4 de junho de 2007

Mantra

Outro que parece empenhado em apenas garantir que "yes, nós temos etanol", é deputado Antônio Palocci (PT-SP). Como membro da comissão de Meio Ambiente da Câmara, Palocci pediu a palavra para tranqüilizar uma deputada japonesa que afirmou que os biocombustíveis iriam aumentar o desmatamento no Brasil. "Gostaria de esclarecer que o etanol está no Leste do Brasil e a Amazônia no Oeste, milhares de quilômetros de distância", afirmou o deputado. Desta vez, faltou quem perguntasse "E o biodiesel de soja, caro Palocci, vem de onde?".

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4 de junho de 2007