Rã, bugio, lagarta e passarinho
Embalada por trilha no estilo andino moderno, o vídeo acima traz uma belíssima amostra da rica e ameaçada biodiversidade de Santa Catarina. As imagens foram gravadas nas reservas particulares do patrimônio natural do Instituto Rã-Bugio e a edição ficou por conta de Sibele Kamchen. O material é usado em palestras de educação ambiental em escolas de todo o estado. →
Pérolas da conservação
Em entrevista para lá de polêmica ao site amazonia.org.br, o pesquisador e ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, Eustáquio Reis, soltou verdadeiras jóias sobre a conservação da Amazônia, do quilate das pronunciadas pelo ex-ministro Mangabeira Unger. Abaixo trechinhos elaborados por Reis. A entrevista completa pode ser conferida aqui. Meus cálculos sobre isso, em geral, são criticados. Mas, de todas as maneiras, se você pensar em pecuária e soja na Amazônia, elas têm um beneficio muito maior do que o valor que se costuma pagar em créditos de carbono pela biodiversidade. Vão existir fatores automáticos de redução da devastação. Pois, à medida que a floresta for se tornando mais escassa, as pessoas vão passar a valorizá-la mais, preservando o bioma voluntariamente. Também, à medida que você tiver pessoas ricas na Amazônia, elas começarão a dar mais valor ao meio ambiente. Não dá para você achar que uma pessoa pobre, com condições de vida precárias irá pensar que a floresta tem valor. Essa é uma questão absurda para ela, que tem que pensar em sobreviver. É preciso que haja uma classe média rural ao redor da Amazônia, para que as pessoas tenham também menos filhos e não usem a reprodução como mecanismo de acumulação. Geralmente, nas zonas rurais, a população tem muitos filhos, como maneira de garantir seu futuro e expandir sua capacidade de se apropriar da terra. Eu acredito que pode ter efeitos sim (desmatamento no clima), mas eu não acredito que os efeitos sejam de uma magnitude tão grande, quando penso que a Mata Atlântica foi extinta e o clima não se alterou tão significativamente assim. Não sou climatólogo, mas pergunto: por que a Amazônia tem tanta influência no clima e a Mata Atlântica não? →
Diários de bordo amazônicos
A partir de 6 de julho (segunda), alunos da sétima oficina sobre desenvolvimento socioeconômico e conservação da biodiversidade contarão suas experiências através do Blog Amazonarium. A empreitada é organizada pela Escola da Amazônia. Os textos diários trarão histórias, experiências, impressões e emoções de um grupo de estudantes paulistanos em sua primeira visita a maior floresta tropical do planeta. Saiba mais: Imagens cristalinas da Amazônia →
Marina será candidata
Na coletiva de despedida do ministério de Marina Silva (veja aqui), a reportagem de O Eco questionou a senadora se a mesma toparia uma candidatura à presidência. Na época ela desconversou. A jornalista Rosângela Bittar retoma o assunto hoje em sua coluna no jornal Valor Econômico (veja aqui), acenando que o Partido Verde pode te-la como cabeça de chapa no pleito do próximo ano. Conforme fontes ouvidas por O Eco, conversas entre a sigla e a senadora esquentaram desde o fim de 2008, com articulações do deputado Sarney Filho e até do ex-secretário de Biodiversidade e Florestas João Paulo Capobianco, ambos do PV. De antemão, ela não teria os votos da maioria do funcionalismo público da área ambiental, ainda fulo com a divisão do Ibama. Saiba mais: Marina presidente →
Campos do Sul em debate
Estão abertas as inscrições para o simpósio “O Futuro dos Campos: Conservação e uso sustentável”, que ocorrerá em Porto Alegre (RS) entre os dias 3 e 5 de agosto. Com o objetivo de salvar os campos do sul do Brasil - um dos ambientes mais ameaçados do país - da conversão contínua para atividades econômicas, o evento vai reunir pesquisadores, produtores, governo e sociedade civil. A ideia é mostrar que existem métodos para praticar a pecuária sobre o campo nativo, obter produtos nutritivos e a saudáveis e, ao mesmo tempo, conservar a sua biodiversidade. Veja mais informações aqui. →
Prêmio para jornalistas ambientais
Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, a organização Internews está lançando o Prêmio Jornalistas da Terra. Trata-se de uma das maiores iniciativas recentes para estimular a mídia a reportar sobre temas como conservação da biodiversidade e o aquecimento global. Serão 14 categorias que incluem premiações para as melhores reportagens em todos os continentes do globo, além de artigos temáticos sobre florestas, adaptação a mudança climática, entre outros. Os ganhadores serão levados à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que se realizará em Copenhague, em dezembro. Mais informações poder ser encontradas no site do Earth Journalism Award . As inscrições vão até 7 de setembro. →
Por mudanças na lei mineira
Entidades civis e pesquisadores estão em plena campanha por mudanças na lei de florestas de Minas Gerais. Uma legislação de 2002 permite o uso de até 100% de carvão vegetal de florestas nativas para abastecer siderúrgicas, principalmente de ferro gusa. Agora, um projeto de lei do governador Aécio Neves, com substitutivo do deputado Fábio Avelar, fixa o percentual em 15% quando a nova lei for promulgada e, em 5%, a partir de 2018. Também prevê a proibição do desmatamento em áreas prioritárias para preservação da biodiversidade e monitoramento eletrônico das cargas de carvão vegetal. Quem quiser reforçar o movimento, pode assinar um manifesto acessível a partir da página www.amda.org.br. A legislação federal aponta que empresas que dependem de carvão vegetal devem ter lavouras de árvores para seu abastecimento. →
Desmatamento evitado no Cerrado
As não-governamentais Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) e o Instituto de Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável do Oeste da Bahia (Bioeste) assinam esta semana um convênio para monitorar a primeira área do Programa Desmatamento Evitado (PDE) no Cerrado, no oeste da Bahia. A Fazenda Ingazeira (foto) fica entre os muncípios de Formosa do Rio Preto e Santa Rita de Cássia. Com a iniciativa, 120 hectares de Cerrado terão preservação assegurada com o Seguro Verde do banco HSBC, que reverte dinheiro para conservação a cada contratação ou renovação de seguros. Há dez anos a fazenda já desenvolve atividades como trilhas ecológicas, agropecuária de baixo impacto e manejo de áreas sem queimadas, além de incentivar pesquisas científicas. Sua área total é de 6.250 hectares, com fragmentos de Mata Atlântica. O PDE já adotou 1.600 hectares em 15 propriedades. →
Um outro caminho para a Índia
Expedições de fotógrafo indiano em reservas e parques nacionais no sudoeste de sua terra natal revelam uma região fascinante, com paisagens únicas e rica biodiversidade. →
Voto pelo oceano
Em 8 de junho será celebrado o Dia Mundial do Oceano. Para que a data seja lembrada pelo maior número de pessoas possível, a organização internacional sem fins lucrativos Oceana decidiu homenagear oito nomes de ativistas em favor da biodiversidade marinha. Agora, qualquer um pode entrar no site e escolher o vencedor do prêmio “O Herói do Oceano”. Entre os competidores estão a jovem Casey Sokolovic, de apenas onze anos e mentora da campanha “Help Them L.A.S.T. (Love a Sea Turtle)” – algo como “ajude a salvar e ame as tartarugas marinhas” – e o veterano Jeff Sandler, conhecido como “senhor peixe” e professor de educação sobre as águas salgadas há mais de trinta anos. A notícia é do site Tree Hugger. →
Conselhos Consultivos formados
O Parque Estadual dos Três Picos e a Área de Proteção Ambiental de Macaé de Cima, ambos no Rio de Janeiro, finalmente podem dizer que possuem seus respectivos Conselhos Consultivos. O anúncio foi feito esta manhã durante cerimônia na sede do parque com a presença do diretor de Biodiversidade do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), André Ilha. Foi também entregue o plano de manejo da unidade que, entre outras medidas, pretende ampliar a área protegida de 46 mil para 58 mil hectares. →
Para salvar a Mata Fluminense
Na manhã desta quarta-feira, o Espaço Tom Jobim, no Parque Jardim Botânico (RJ), recebeu o lançamento do livro “Estratégias e ações para a conservação da biodiversidade no estado do Rio de Janeiro”. Organizada por Helena Bergallo, do Instituto Biomas (UFRJ) e outros nove cientistas, a obra é fruto de quatro anos de trabalho e foi escrita por mais de cem pesquisadores a partir de dados próprios, outros contidos na literatura e estudos de campo. Para avaliar a situação atual da Mata Atlântica e as áreas prioritárias para proteção, a equipe dividiu o estado em diferentes regiões através de critérios como semelhanças urbanas, ecológicas, econômicas, culturais e sociais. Os resultados desta análise são nove áreas: Petróleo e gás natural, urbano-industrial, turística dos lagos fluminenses, serrana de economia diversificada, turística da Costa Verde, industrial do Médio Paraíba, turístico-cultural do Médio Paraíba, serrana de economia agropecuária e agropecuária dos rios Pomba, Muriaé e Itabapoana. “Queremos que este trabalho seja um incentivo para a formação de políticas públicas e ações de conservação da Mata Atlântica, que originalmente cobria 12% do território nacional. E indicamos os locais que mais precisam”, disse Bergallo. Durante o evento, o presidente do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, Clayton Lino, anunciou novos signatários do Pacto para a Restauração do bioma. Além disso, também avisou que uma reunião da Unesco realizada nesta quarta-feira na Coréia do Sul colocou 76 milhões de hectares do ecossistema como reserva da biosfera. →
Árvores salvam mananciais
Na próxima quarta-feira é celebrado o Dia da Mata Atlântica e muitos eventos festivos poderão ser contados durante a semana ao redor do país. Hoje à tarde, até o Palácio Pedro Ernesto, pomposa sede do legislativo carioca, sediou um encontro sobre o tema. Na verdade, foi a realização de uma audiência pública organizada pelo vereador Paulo Messina (PV-RJ), na qual ele anunciou o projeto de lei 175/09, responsável por implementar o sistema municipal de unidades de conservação do município do Rio de Janeiro. Durante o encontro, o diretor da Fundação SOS Mata Atlântica, Mario Mantovani, afirmou que desmatar o bioma significa ‘condenar o abastecimento de água da cidade do Rio de Janeiro, uma vez que ele possui função importante na proteção dos mananciais que desembocam no rio Paraíba do Sul. Além disso, garantiu que a união entre estado, município e federação é importante para conservar o ecossistema. Também participaram do debate o diretor de Biodiversidade do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), André Ilha, o chefe do Parque Nacional da Tijuca, Ricardo Calmon, e o subsecretário municipal de Meio Ambiente, Altamirando Moraes. →
De olho nas metas de biodiversidade para 2010
Para celebrar o dia mundial da biodiversidade, o Centro de Monitoramento sobre Conservação das Nações Unidas lançou hoje o Twentyten.net, um portal com informações atualizadas sobre indicadores e tendências sobre o estado da biodiversidade mundial, tendo em vista as metas de 2010. A promessa que 191 países fizeram em 2002 é de até o ano que vem conseguirem atingir uma significativa redução na taxa de perda de biodiversidade em níveis globais, regionais e locais. A exatamente um ano da verificação desses objetivos, as perspectivas não são nada animadoras. O dia de hoje marca oficialmente o início da contagem regressiva para a publicação do GBO-3 (Global Biodiversity Outlook) no ano que vem, que foi designado pelas Nações Unidas como o ano internacional da biodiversidade. →
Como consolidar mais áreas protegidas?
Secretária de Biodiversidade e Florestas do MMA afirma que país não deve cumprir metas internacionais de conservação, mas esforços apontam para mais 14 milhões de hectares em áreas protegidas. →
