O tempo para a biodiversidade
Amanhã (22) é dia mundial para conservação da biodiversidade e a IUCN (sigla em inglês da não-governamental União Internacional para Conservação da Natureza) começou esta semana uma contagem regressiva até o fim de 2010, prazo definido pelas Nações Unidas para que os países protejam ao menos 10% de seus principais ecossistemas. Desde uma reunião em curso no Peru, a entidade lembra que a América do Sul é uma região chave para que essa meta seja cumprida, com 40% da diversidade biológica conhecida, um quarto das florestas e um quarto das fontes renováveis de água doce do planeta. O Brasil, como O Eco já mostrou, excluindo-se a Amazônia, está devendo e muito quanto à preservação de todos os seus outros biomas. Mais informações na página da campanha Contagem Regressiva para 2010. →
Arte e meio ambiente em exposição
Para quem gosta de arte, uma boa pedida. A Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul promove, entre os dias 27 de maio a 2 de agosto, a exposição Cacos da Mata, que apresenta uma série de pinturas baseadas na fauna e flora das florestas brasileiras, feitas em lona de caminhão e vidro reciclado. O objetivo da exposição, segundo os organizadores, é difundir a importância da biodiversidade na qualidade de vida dos brasileiros. Além da exposição, serão realizadas outras atividades para o público infanto-juvenil sobre o mesmo tema. A autoria das obras é de Ana Beatris Pereira Raposo e Paulo Tajes Lindner. A exposição ocorre no Jardim Botânico de Porto Alegre (RS), sempre de terça a domingo, das 9h às 17h. →
Caledônia, local mais rico da Terra
Estudo divulgado na última edição da revista Proceedings of the National Academy of Sciences USA indica a Caledônia, arquipélago formado por várias ilhas sob domínio da França no Pacífico Sul, como o local com maior biodiversidade do mundo. Lá, o número de endemismo vegetal, isto é, espécies de plantas que só podem ser encontradas por ali, é 9,5 vezes maior do que nos continentes. Para se ter uma idéia da riqueza, estas porções de terra, que cobrem apenas 3,5 % da superfície do planeta, abrigam cerca de 70 mil espécies únicas de plantas. Para vertebrados, o endemismo da Caledônia é 8 vezes maior que o dos continentes. Além de trazer comparações sobre a biodiversidade do local, os pesquisadores americanos lançam um alerta: as ilhas precisam de atenção urgente, já que possuem poucas áreas protegidas e a perda de habitat por atividades humanas é cada vez mais frequente. A notícia é da revista online Scientific American. →
O mais novo nunca foi novidade
Nenhuma unidade de proteção integral foi criada no Cerrado nos últimos três anos. Área prioritária para conservação no planeta, o bioma é um paciente em estado grave. →
Onde o vento sopra forte
Documentário exibe belezas e impasses ambientais do litoral gaúcho, uma das mais belas e isoladas regiões do Brasil. Confira o balé das aves e das marés e a biodiversidade única do local. →
Alemanha protege seus anfíbios
Enquanto o presidente brasileiro desdenha da biodiversidade nacional, país bem menos rico em animais e plantas fez a lição de casa da conservação. →
Invasão no Parna de Brasília
Na última semana, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) botou abaixo, pela terceira vez, uma mesma construção ilegal dentro do Parque Nacional de Brasília, próxima ao bairro Colorado, no Distrito Federal. Algum responsável pelo crime, obviamente, não foi encontrado. Está sendo feito um levantamento sobre todas as casas construídas dentro e no entorno do parque. Conforme admite o ICMBio, "pela proximidade da área urbana, o parque sofre pressões de todo tipo, principalmente ocupações ilegais, o que exige vigilância constante dos fiscais". Problemas como esse serão resolvidos com mais fiscalização e infra-estrutura. Dinheiro para tais medidas pode vir da cobrança pelos serviços ambientais prestados pelo parque, como mostrou O Eco, mas uma decisão nesse sentido amarga nove anos de atraso. →
Renascimento coralino
Reportagem publicada esta semana pelo britânico The Guardian a conta sobre a espetacular recuperação de corais na Austrália após sofrerem um grande "branqueamento", há cerca de três anos, provocado pela elevação da temperatura da água. Conforme pesquisadores da Universidade de Queensland, a própria biodiversidade colarina local ajudou na recomposição das formações afetadas. Mas problemas como branqueamento podem ganhar força com o aquecimento do planeta. Um estudo lançado no ano passado mostrou que um quinto dos corais do mundo morreram ou foram destruídos, e os remanescentes estão na mira das mudanças do clima. →
Retratos da biodiversidade
Confira aqui as imagens que já foram capa de O Eco. Verdadeiros retratos da biodiversidade e das belezas naturais brasileiras captados pelas lentes de repórteres e colaboradores do site. →
As aves da Chapada dos Guimarães
Balanço aponta 393 aves na região daquele parque nacional, criado em 1989. Pelo menos 24 outras espécies podem ter sido extintas, inclusive com captura e degradação ambiental. →
O futuro da Mata Atlântica
Um projeto anunciado nesta terça-feira pela manhã pode ajudar, e como, na salvação de um dos biomas mais ameaçados do mundo. Ao todo, cerca de 50 organizações ambientalistas, empresas, membros do governo e pessoas físicas aderiram ao Pacto pela Restauração da Mata Atlântica durante o lançamento da campanha, em São Paulo. A ideia, basicamente, é recuperar cerca de 15 milhões de hectares identificados por especialistas como prioritários para a conservação até 2050. Durante a entrevista coletiva realizada hoje, o coordenador geral do Conselho de Coordenação do Pacto, Miguel Calmon, disse que “A perda de cobertura florestal e a fragmentação dos remanescentes compromete a biodiversidade e os serviços ambientais da Mata Atlântica. É necessário reverter o processo de degradação e começar um amplo programa de recuperação dessa floresta (...) Somente assim será possível manter vivo este bioma, que garante o abastecimento de água para quase 130 milhões de pessoas, além de ser um dos maiores repositórios de biodiversidade do planeta”. Mais informações aqui. →
Cores escondidas na savana
Antes que a agropecuária, que a mineração, que as hidrelétricas e outras façanhas promovidas contra a biodiversidade consigam acabar com o Cerrado, vale correr para registrar suas belezas mais delicadas. Semelhantes a pequenos pingentes multicoloridos, essas diminutas flores começavam a desabrochar quando foram captadas pelo repórter Aldem Bourscheit, em matas a cerca de 200 quilômetros da capital federal. Ele usou sua Canon Powershot S3IS, em velocidade 1/125 segundos e diafragma em 3,5. →
Dos animais aos humanos
Conhecido por suas experiências em macacos nos Estados Unidos, o pesquisador brasileiro Miguel Nicolelis voltou ao Brasil para seguir com seus estudos. Capa da revista Science do último mês, ele se instala em Natal (RN) a fim de analisar, nos próximos meses, as respostas de macacos e saguis aos sintomas do Mal de Parkinson e lesões na medula. A ideia é utilizar o tratamento em seres humanos. Pedro Ynterian, presidente do Projeto de Proteção aos Grandes Primatas (GAP), é totalmente contrário este tipo de medicina. Em artigo, diz que “se algum resultado sair dessas pesquisas que destruirão dezenas de vidas de nossa biodiversidade, talvez seja para melhorar os procedimentos dos que podem pagar pelo tratamento milionário, já que o benefício ao povo não chegará”. →
Ele foi escolhido
As críticas à gestão de Rômulo Mello à frente do Instituto Chico Mendes se acumulam (veja aqui). Logo, não custa lembrar que ele foi escolhido a dedo por Carlos Minc entre outros quatro nomes: Ricardo Soavinski (então diretor-substituto de Unidades de Conservação de Proteção Integral/ICMBio); Bráulio Dias (diretor do Departamento de Conservação da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente); Denise Marçal Rambaldi (secretária-geral da Associação Mico-Leão-Dourado); e Miriam Prochnow (ex-coordenadora da Rede de ONGs da Mata Atlântica). →
Biodiversidade no teclado
Começa hoje, e vai até amanhã, um encontro do Ministério do Meio Ambiente sobre o Globio, ferramenta que projeta cenários do passado, presente e futuro para a biodiversidade. Criado pela Agência Holandesa de Avaliação Ambiental (PBL) em parceria com a United Nations Environment Programme (Unep), o sistema é usado internacionalmente. Durante o workshop, que acontece no Jardim Botânico do Rio de Janeiro sob a coordenação da secretária de Biodiversidade e Floresta do MMA, Maria Cecília Way de Brito, será avaliada a efetividade da aplicação do Globio para a realidade brasileira a partir dos dados disponíveis no país.Saiba mais:A Amazônia na lente do computador →
