Nós e eles: Darwin e a conservação
O mundo natural que ele tanto amava vem sendo destruído em escala inédita, em grande parte devido ao sucesso da nossa recusa a engolir a revolucionária visão que ele nos mostrou. →
Aprenda a identificar uma árvore
O curso Identificação de Árvores Nativas do Cerrado será realizado entre os dias 21 e 28 de março na Universidade de Brasília. Organizada pela Rede de Sementes do Cerrado, a oficina é destinada às pessoas interessadas em conhecer a biodiversidade da região. Durante o encontro, que inclui atividades práticas e teóricas, os participantes farão coleta de material botânico, descrição de folhas e discussões sobre ecologia, conservação e recuperação da floresta. →
Desrespeito das papeleiras
O civil Movimento Nacional de Direitos Humanos acaba de lançar o Estudo e relatório de impacto em Direitos Humanos em Grandes Projetos: o caso do eucalipto. Segundo a entidade, grandes porções de Mata Atlântica foram e são derrubadas para empreendimentos industriais, em especial para extração de celulose e produção de papel. A justificativa usual é atender à grande demanda de mercado, mas os resultados quase sempre se traduzem em destruição da biodiversidade e ameaça a populações. “As estruturas do Estado, em prol do ‘desenvolvimento’, são omissas ou cúmplices dessa lógica de uso dos recursos naturais”, declara Gilsa Barcelos, coordenadora da publicação. Mais informações aqui. →
Belo Monte no front
O Ibama recebeu na última sexta (27) os estudos ambientais da polêmica Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. O órgão federal tem até seis meses para analisar a papelada e decidir sobre a concessão de licença prévia para a obra. O leilão para quem vai construir a usina que deve gerar 11 mil megawatts a partir de abril de 2014, a um custo estimado de R$ 7 bilhões, está marcado para até setembro deste ano. A estatal Eletrobrás elaborou os estudos, mas poderá participar do pleito. A barragem promete, no mínimo, afetar terras indígenas e trazer prejuízos à biodiversidade amazônica.Saiba mais:Só na AmazôniaÍndios X usinasBelo Monte sob suspeita →
Pela boca dos professores
Nesta terça (3), 120 professores dos municípios de Jaraguá do Sul, Guaramirim, Corupá, Schroeder e Massaranduba, todos em Santa Catarina, participarão de oficina na Recreativa Duas Rodas Industrial (empresa do setor alimentício) onde apresentarão trabalhos sobre as questões ambientais para garantir o desenvolvimento sustentável da região do Vale do Rio Itapocu. A iniciativa faz parte do projeto Serra do Mar: Água e Vida, patrocinado pela Petrobras e desenvolvido pelo Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade. O evento será das 8h às 11h30min e é aberto à comunidade. Informações pelo fone (47) 3274-8613 ou www.ra-bugio.org.br. →
Conhecimento se repassa
Com o projeto, há mais de um ano professores participam de atividades práticas de educação ambiental cujo tema principal são os “serviços ambientais” das áreas preservadas, como a proteção dos recursos hídricos, tão essenciais para o desenvolvimento da região, e também da riquíssima biodiversidade de plantas e animais. Assim, os educadores podem atuar como multiplicadores de conhecimentos. A expectativa, também, é de que o ensino de Ciências se torne mais estimulante para seus alunos. →
Populações tradicionais e a biodiversidade
O papel de criadores e mantenedores de biodiversidade é atribuído às populações tradicionais, argumento que tem justificado sua permanência em áreas protegidas. →
A biodiversidade na mira das guerras
Áreas de riqueza biológica foram o palco principal de 80% das guerras ocorridas entre 1950 e 2000. Danos são dramáticos. Parque no Congo perdeu quase todos os seus hipopótamos. →
Sobre o consumo de carne
Em entrevista ao Instituto Humanitas da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, de São Leopoldo (RS), a bióloga e cientista ambiental holandesa Elke Stehfest lembra que o desmatamento para plantio de alimentos ou de pastagens para o gado é o fator de maior impacto na diminuição da Floresta Amazônica. A pesquisadora também afirma que o consumo mundial de carne deve ser reduzido e aponta outros motivos para isso, além do aumento do aquecimento global. Saúde, conservação da biodiversidade e bem-estar animal estão em sua lista. Confira a íntegra aqui. →
Guerras contra o meio ambiente
Estudo divulgado pela revista Conservation Biology (Biologia da Conservação) conclui que mais de oito em cada dez conflitos armados, entre 1950 e 2000, aconteceram em regiões mais ameaçadas e ricas em formas de vida do planeta. O estudo Guerra nos Hotspots de Biodiversidade foi conduzido por cientistas internacionais e compara os principais conflitos com os 34 focos de biodiversidade identificados pela ong Conservação Internacional. Esses locais (chamados de hotspots) abrigam mais da metade das espécies de plantas do globo e mais de 40% dos vertebrados. Mesmo assim, são ameaçados no mais alto grau. Vinte e três das 34 áreas foram alvos diretos de conflitos no período da pesquisa. Os exemplos incluem a Guerra do Vietnã, quando o Agente Laranja destruiu a cobertura florestal e os mangues costeiros do país; a extração de madeira que ajudou a financiar guerras na Libéria, Camboja e República Democrática do Congo. A pressão sobre recursos naturais cresce com os refugiados de guerra. Eles acabam caçando, cortando ou coletando lenha para cozinhar ou construir acampamentos. Mais armamento circulando se traduz em mais caça ilegal de animais selvagens. No Parque Nacional de Virunga, na República Democrática do Congo, 95% dos hipopótamos foram aniquilados. “Milhões das pessoas mais pobres no mundo vivem nos hotspots e dependem de ecossistemas saudáveis para sobreviver. Portanto, existe uma obrigação moral, assim como uma responsabilidade social e política, de proteger esses lugares e todos os recursos e serviços que eles provêem”, afirmou o presidente da Conservação Internacional e um dos autores do estudo, Russell A. Mittermeier, em nota da entidade. →
Tecnologias sustentáveis em exposição
Até o dia 8 de março, estão abertas as incrições para a Mostra de Tecnologias Sustentáveis do Instituto Ethos. Podem participar projetos de tecnologia desenvolvidos para a preservação do meio ambiente ou para melhoria de vida da sociedade, reunindo iniciativas que atuem pela sustentabilidade social, econômica e ambiental do planeta. A mostra ocorrerá entre 15 e 18 de junho, em São Paulo, junto à Conferência Internacional – Empresas e Responsabilidade Social 2009. Os projetos devem estar voltados a temas como energia, gases de efeito estufa, consumo de materiais, resíduos, água, biodiversidade, equidade, diversidade, integridade e combate à corrupção, trabalho decente e inclusão social. Mais informações aqui. →
De histórico, não tem nada
Ambientalistas de Salvador estão em pé de guerra com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). De acordo com carta do Instituto Búzios, em parceria com outros grupos organizados pela sociedade civil da capital baiana, o órgão permite diversos crimes ambientais no Shopping Aeroclube. Entre eles, estão uma pista clandestina para descarga de caminhões das Lojas Americanas e a destruição da biodiversidade do Parque Público, espaço da marinha usado ilegalmente para a ampliação do empreendimento. →
Pesca esportiva sob fiscalização
Começa, na próxima semana, um programa de ordenamento da pesca amadora no complexo estuarino-lagunar de Iguape, Cananéia e Ilha Comprida, no litoral de São Paulo. A região, que abriga manguezais, dunas, praias, lagunas, restingas e outros ambientes com alta biodiversidade, é um dos espaços da costa que sofrem com o desordenamento da atividade. Levantamentos realizados na região apontam a pesca amadora como importante fator para diminuição dos estoques pesqueiros. Entre as ações do projeto, encabeçado pela não-governamental SOS Mata Atlântica, estão o monitoramento das capturas, mapeamento das cadeias produtivas, levantamento do perfil do pescador amador e organização de cursos para guias de pesca. O lançamento ocorre no dia 19, em Cananéia. →
Cerrado na pauta da Ciência
A revista eletrônica ComCiência, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), traz em seu último número um especial sobre o Cerrado, segunda maior bioma brasileiro, abrigo de incontáveis belezas e formas de vida e, mesmo assim, ainda desprezado por iniciativas mais consistentes de conservação. A produção da SBPC traz artigos e reportagens sobre a acelerada destruição do Cerrado, biodiversidade, cultura e outros assuntos. Confira aqui. Mais informações podem ser obtidas, por exemplo, junto à Universidade de Brasília (UnB), ou clicando nos atalhos abaixo de O Eco.Saiba mais:Os linhões pelo Cerrado Não cumpriu a promessa Cana avança no país Um pouco de mercado para o Cerrado Grãos do nosso Brasil →
Mais Ciência na Amazônia
O Amazonas acaba de ganhar dois centros de pesquisas, com aval do Ministério da Ciência e Tecnologia. São eles o Instituto Energia, Ambiente e Biodiversidade, da Universidade do Estado do Amazonas, e o Instituto Brasil Plural- Novas Realidades Brasileiras - A Amazônia e o Sul do País, uma parceria entre Universidade Federal de Santa Catarina e Universidade Federal do Amazonas. Com esses, o estado já participa de seis iniciativas do gênero e atinge cerca de R$ 29,3 milhões em investimentos no setor - R$ 17,8 milhões do CNPq, R$ 11,6 milhões da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas e R$ 600 mil da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Santa Catarina. →
