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No último domingo, o Diário Oficial do Rio de Janeiro anunciou o que André Ilha, diretor de Biodiversidade do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), já esperava há mais de um ano: novos 12.440 hectares foram incorporados ao Parque Estadual dos Três Picos. Além de auxiliar na preservação de espécies de grandes carnívoros e aves de rapina pertencentes ao topo da cadeia alimentar, a ampliação da unidade também fortalece o Corredor Central da Mata Atlântica. Agora, os Três Picos protegem 58 mil hectares de floresta nativa em cinco municípios fluminenses.
As boas notícias continuam. “Na última semana um oficial de justiça repassou a posse definitiva do primeiro imóvel desapropriado dentro do parque (em Friburgo) para a Secretaria de Planejamento, que logo transferiu para o Inea. Isso é resultado do Núcleo de Regularização Fundiária criado dentro de antigo Instituto Estadual de Florestas e que continua no novo órgão. Trata-se da fazenda Vale dos Deuses, de 128 hectares. Lá já existe um camping a ser licitado e também uma casa modesta, que será usada como base do Instituto, por enquanto”, diz Ilha.
Para os próximos 60 dias, André também espera a desapropriação de outro grande terreno particular dentro do parque, desta vez no município de Teresópolis. Com mais de 200 hectares, ele servirá como centro de visitação familiar, com trilhas fáceis e outras estruturas para receber turistas– diferente da região de Friburgo, voltada para os praticantes de esportes radicais. O processo já está bem avançado. Além disso, a Câmara de Compensação Ambiental do estado aprovou a aquisição de uma casa entre as cidades de Lumiar e São Pedro para a criação de um novo posto avançado na unidade. “Isso amplia a nossa rede de vigilância e recepção”, finaliza Ilha.
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