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Médicos pelo clima

Associação Médica Brasileira publica declaração se comprometendo a minimizar e preparar profissionais da área para enfrentar desafios trazidos pelas mudanças no clima à saúde.

Redação ((o))eco ·
30 de novembro de 2009 · 16 anos atrás

A Associação Médica Brasileira lançou no último sábado, em evento em São Paulo, a versão em português da Declaração de Dheli sobre a saúde humana e mudança climática. O documento, adotado pela Associação Médica Mundial em outubro passado, é uma carta de apoio e compromisso dos profissionais da área frente aos desafios impostos pela mudança climática sobre a saúde. 

Pela declaração, os médicos se comprometem a: apoiar ações locais e globais que minimizem os efeitos do aquecimento global, inclusive por meio de um acordo intergovernamental em Copenhague; assumir posição de liderança em atividades que ajudem médicos e pacientes a se capacitarem para enfrentar as conseqüências das mudanças no clima; desenvolver ações de educação e capacitação de profissionais da área da saúde, como “incorporar instrumentos de avaliação dos pacientes impactados pelo meio ambiente e encorajar médicos a avaliarem seus pacientes e famílias para os riscos da mudança climática global”; fomentar e desenvolver pesquisas na área, como determinar e modelar a carga da doença que será causada; e se preparar, antecipadamente, para as emergências relacionadas ao clima.




A Associação Médica Mundial divide os impactos das mudanças climáticas para a saúde humana em três graus. Os impactos de primeiro grau incluem ondas de calor, ferimentos causados por inundações e incêndios e colapso da infra-estrutura. Os de segundo grau incluem doenças transmitidas por vetores, infecções transmitidas por água e alimentos contaminados e alergias. Os de terceiro incluem fome, conflitos regionais e locais, deslocamento humano, refugiados climáticos e falência do processo de desenvolvimento. Neste século são esperados impactos dos três níveis.

A Organização Mundial de Saúde estima que, em países pobres, cerca de 25% das doenças provocadas pela degradação do meio ambiente poderiam ser evitadas. Em países ricos, esse índice é de 17%.

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