Os recursos provenientes da compensação ambiental da Usina Nuclear Angra 3 serão destinados para tornar as cidades de Rio Claro e Paraty mais sustentáveis. Isso é o que promete a Eletronuclear , estatal responsável pela operação das usinas nucleares no Brasil, que assina os termos de compromisso com os dois municípios amanhã e sexta-feira (18 e 19). Serão destinados R$ 46 milhões à cidade de Paraty e R$ 14 milhões para Rio Claro, a serem aplicados nos próximos seis anos. Segundo a estatal, os recursos da usina “vão modificar completamente a infraestrutura dos municípios”. Estão previstas obras relacionadas à destinação final de resíduos sólidos, preservação de áreas de proteção permanente (APP) e saneamento básico.
*
No início de fevereiro, a Justiça Federal de Angra dos Reis indeferiu o pedido de liminar do Ministério Público Federal que pedia a suspensão da licença parcial para a construção da usina, dada pela Comissão de Energia Nuclear (Cnen) no final de 2009. A obra está prevista para ser concluída em 2015.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
O capitão Kirk e o papagaio engaiolado
A morte do cão Orelha causou indignação nacional. Estamos maduros para falar da morte e cativeiro de milhares de papagaios e outros bichos? →
Povos indígenas propõem plano global para eliminação dos combustíveis fósseis durante ATL
Documento apresentado durante mobilização em Brasília propõe zonas livres de exploração e coloca territórios tradicionais no centro da estratégia climática global →
MPF recomenda suspensão imediata da certificação e venda de créditos de carbono no Pará
Órgão argumenta que certificação só pode ter continuidade com conclusão da ação civil pública; Para os procuradores, estado não finalizou consulta pública dos povos tradicionais →
