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Os policiais prenderam três suspeitos de tráfico de aves silvestres e encontraram, em um único quarto próximo ao Mercado Público do Cordeiro mais de mil passarinhos. Havia canários-da-terra (Sicalis flaveola), papa-capim, galo-de-campina (Paroaria dominicana), concri (Icterus jamacaii), sanhaço (Thraupis palmarum), patativa (Sporophila albogulares), pintor-verdadeiro (Tangara fastuosa), azulão (Cyanocompsa brissonii) e outros em menor número. As aves foram levadas para a sede do Ibama, onde vão passar por um período de quarentena. Receberão alimento e cuidados veterinários antes de serem devolvidos à natureza. O pintor-verdadeiro, por exemplo, está na lista de espécies ameaçadas de extinção do Ibama.
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A feira do Cordeiro é tradicional no Recife e o comércio de aves silvestres ocorre apenas aos domingos, entre as 5h e 9h. As barracas ficam localizadas em um pátio, entre um mercado público e um supermercado. São várias as rotas de fugas e as técnicas usadas pelos traficantes para despistar. A rotina é de suspeitas e sobressaltos. Todos sabem que estão praticando um crime ambiental.
Com os três suspeitos presos foram apreendidos também R$ 1.450. O dinheiro é indício de que outros animais foram comercializados antes da chegada da polícia. Um dos suspeitos presos é reincidente na atividade. Eles foram levados para a Polícia Federal por suspeita de tráfico internacional de animais e estão presos.
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Antes da ação policial, pesquisa feita por Rodrigo Regueira selecionou dez feiras no Grande Recife para identificar a venda de passarinhos da fauna nacional. Em duas, de Casa Amarela e da Madalena, mais frequentadas pela classe média, não constatou a venda de animais. Sua análise classificou a Feira do Cordeiro como a maior de todas. Outras sete feiras, facilmente identificadas pelas imagens gravadas pelo biólogo através de uma câmera escondida, esperam pela visita da polícia.
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