Notícias

Racha na bancada ruralista permite aprovação da MP do Código

Por 16 votos a 4, é aprovado o texto principal do relatório de Luiz Henrique. Em agosto, serão apreciados os 343 destaques apresentados.

Daniele Bragança ·
13 de julho de 2012 · 14 anos atrás
A comissão mista que analisa a Medida Provisória (MP) 571/2012, que alterou o novo Código Florestal (Lei 12.651/2012) aprovou o relatório do senador Luiz Henrique sobre a matéria. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)
A comissão mista que analisa a Medida Provisória (MP) 571/2012, que alterou o novo Código Florestal (Lei 12.651/2012) aprovou o relatório do senador Luiz Henrique sobre a matéria. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)

Mesmo sofrendo obstrução, o texto-base do relatório da medida provisória do Código Florestal foi aprovado com larga maioria: 16 dos 20 parlamentares que compõem a comissão mista votaram em favor da matéria. Mas os 343 destaques apresentados pelos deputados e senadores serão apreciado apenas em agosto. Um racha na bancada ruralista permitiu a pequena vitória do Planalto, que corre contra o tempo para que a MP consiga passar pelos plenários da Câmara e Senado até o dia 8 de outubro, data em que ela para de valer.

Como já havia anunciado no dia anterior, o deputado Aberlado Lupion (DEM-PR) apresentou um texto alternativo ao do relator Luiz Henrique, mas foi derrotado. Várias tentativas de obstruir a votação foram feitas, sem sucesso.

Uma das alterações proposta pelo relatório muda o artigo 35 do novo Código Florestal, possibilitando que os proprietários rurais possam usar espécies exóticas e nativas no reflorestamento de suas reservas legais ou áreas de preservação permanente. A recomposição com exóticas estava autorizada no texto final do Código Florestal aprovado na Câmara dos Deputados, mas a nova redação dada pela MP 571/2012 eliminou essa possibilidade.

Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



O acordo para votar o texto-base não significa que o debate será menos acirrado, muito pelo contrário. “Não abrimos mão de nossos princípios. Infelizmente não conseguimos chegar lá. Mas vamos chegar”, disse a senadora Kátia Abreu (PSD-TO).

O texto-base aprovado ontem e os mais de trezentos destaques que serão apreciados no dia 8 de agosto são o esboço do projeto de lei de conversão que, se passar pelos plenários do Congresso e chegar à sanção presidencial, será a lei que complementará o Código Florestal sancionado pela presidente Dilma no dia 25 de janeiro de 2012. A medida provisória foi editada exatamente para tapar os buracos deixados pelos 12 vetos ao Código Florestal.

*Com informações da Agência Senado e Agência Brasil.


  • Daniele Bragança

    Repórter e editora do site ((o))eco, especializada na cobertura de legislação e política ambiental.

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Salada Verde
26 de março de 2026

Após pressão, prefeitura do Rio veta licença para derrubada de 900 árvores na Barra da Tijuca

Área próxima à Lagoa de Jacarepaguá era alvo de projeto imobiliário para construção de mega-condomínio residencial

Salada Verde
26 de março de 2026

Marina Silva associa impasses da BR-319 a descumprimento de regras ambientais

Ministra do Meio Ambiente cita descumprimento de condicionantes, pressão sobre a floresta e judicialização como entraves ao avanço da rodovia

Notícias
26 de março de 2026

Marina Silva anuncia PSA pirarucu e portaria para manejo sustentável, em Manaus

Programa do MMA deve atender 5,5 mil pessoas em 41 áreas e mobilizar R$ 15 milhões, com pagamento por manejo e certificação do pescado sustentável

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.