Notícias

Ibama estoura garimpo ilegal no Parque Nacional do Jamanxim

O garimpo ilegal ocupava uma área de 17,5 hectares dentro da área protegida. Foram apreendidas retroescavadeiras, geradores e maquinário.

Fábio Pellegrini ·
17 de junho de 2015 · 7 anos atrás

Foto: Badaró Ferrari / Ascom / Ibama
Foto: Badaró Ferrari / Ascom / Ibama

Agentes ambientais do Ibama desmantelaram na semana passada um garimpo ilegal no Parque Nacional do Jamanxim, em uma área de 17,5 hectares, no município de Itaituba, no Pará. O proprietário do garimpo foi preso e multado em R$50 mil. A pena por causar danos diretos a Unidades de Conservação é de 1 a 5 anos de reclusão.

No local havia 2 retroescavadeiras avaliadas em 450 mil reais cada uma, 4 motobombas, 2 geradores, além de 18 pessoas que trabalhavam no local. O equipamento foi todo destruído diante da impossibilidade do Ibama retirá-lo ou mantê-lo sob guarda.

A ação integra as operações de combate ao desmatamento ilegal na Amazônia, em especial na região de Novo Progresso (PA). Por meio de levantamento prévio de informações realizado pela Gerência do Ibama de Santarém, duas equipes se dirigiram ao Parque Nacional do Jamanxim, onde confirmaram a atividade ilegal de extração de ouro.

Durante a ação, os agentes ambientais se depararam com uma grande estrutura onde havia mantimentos para muitas semanas de trabalho, além de oficina mecânica, 2 geradores de grande potência e equipamentos domésticos. A área de extração, próxima ao acampamento, tinha duas grandes cavas abertas, sendo que em uma delas os equipamentos estavam em pleno funcionamento.

Além do crime ambiental cometido dentro de uma área de proteção integral, na qual não é permitido sequer haver moradores, o dono do garimpo aliciava pessoas e não cumpria suas obrigações trabalhistas e previdenciárias, além de condições insalubres para a mão-de-obra, que não utilizava Equipamentos de Proteção Individual (EPI), mesmo lidando com mercúrio, um metal altamente tóxico . A divisão dos lucros se dava da seguinte forma: 85% para o proprietário e o restante para os trabalhadores.

Segundo a coordenadora de operações de fiscalização do Ibama, Maria Luiza Souza, as prefeituras são grandes parceiras do órgão na luta para manter a floresta amazônica em pé. Contudo, algumas delas não compreendem a importância dessa parceria e dificultam o trabalho do órgão. Em alguns casos, devolvem o maquinário apreendido aos proprietários antes mesmo da conclusão dos processos administrativos.

Um exemplo é a prefeitura de Novo Progresso, considerado o município mais desmatador do Pará, que encaminhou ofício ao comando do Ibama local informando que não receberá nenhum bem apreendido pelo órgão em suas operações. “As dificuldades não atrapalharão nosso trabalho, ao contrário, nos motivarão a fazê-lo com mais energia”, afirmou Maria Luiza.

Em nota, o Ibama informou que suas ações continuarão em toda a região amazônica.

 

*Com informações da Ascom/Ibama.

 

 

Leia Também
Jamanxin: inteira apesar dos problemas fundiários
Um outro desfecho para Jamanxim
À flor da pele

 

 

 

Leia também

Reportagens
12 de agosto de 2022

Conhecer para preservar: atrizes de Pantanal contam como se apaixonaram pelo bioma

Letícia e Malu explicam a paixão despertada pelo bioma durante as gravações e destacam importância da conservação para a região

Notícias
12 de agosto de 2022

Amazônia perdeu área equivalente à cidade de São Paulo em julho, mostra INPE

Números foram atualizados nesta sexta-feira. Desmatamento em 2022, segundo o Deter, chegou a 8.600 km², área quase do tamanho de Rio Branco (AC)

Notícias
12 de agosto de 2022

Monitoramento de baleias no Rio registra trânsito de 58 baleias próxima das ilhas Cagarras

Desde o ano passado, o Projeto Ilhas do Rio acompanha o corredor migratório das jubartes pelo litoral do Rio. Pesquisadores alertam para grande volume de lixo na rota das baleias

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta