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Na segunda-feira, Mônica Bérgamo deu nota na sua coluna na Folha de S. Paulo dizendo que o presidente da FIESP, Paulo Skaf, quer pressionar o governo para mudar a lei que obriga a manutenção de 20% de reserva legal nas propriedades rurais que se localizam em área de Mata Atlântica. Skaf tem em mãos estudo mostrando que em regiões do interior de São Paulo, as propriedades têm em média um déficit de 6% na sua reserva legal. E ele acha que é um absurdo obrigar os fazendeiros a cumprirem a lei, porque isso, além do custo, diminuirá a área de plantio agrícola no estado. Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, acha que não há absurdo nenhum na atual legislação. E também não compra a idéia de que cumprir a lei vai dar prejuízo. “A Mata Atlântica já mostrou que consegue se recuperar sozinha”, diz. “Basta deixá-la quieta que em poucos anos ela ocupará o espaço que a lei lhe reserva”. A assessoria de imprensa da Fiesp se recusa a comentar o assunto e afirma não existir solicitação de pesquisa alguma. Afirma também que o estudo da região de Ribeirão Preto, que segundo a Folha já foi realizado, não é da Fiesp. Segundo a assessoria, tudo não passa de intenções, já que as leis vigentes são antigas e a situação do país mudou.

Redação ((o))eco ·
19 de abril de 2006 · 20 anos atrás

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