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Expedição mapeia mais de 90 espécies no Parque Estadual Caminho dos Gerais, em Minas

Mais de 70 espécies de anfíbios e répteis, além de 22 espécies de serpentes foram identificadas em parque que conecta Caatinga e Cerrado

Júlia Mendes ·
11 de julho de 2025

Mais de 70 espécies de anfíbios e répteis, incluindo animais de difícil observação, e 22 de serpentes foram registradas em um levantamento realizado por oito especialistas no Parque Estadual Caminho dos Gerais, em Minas Gerais, apoiado pelo Programa COPAÍBAS. Foram 22 serpentes localizadas e, das 71 espécies da herpetofauna – grupo que inclui anfíbios e répteis – catalogadas, 29 são anfíbios e 42, répteis. Os oito pesquisadores permaneceram 24 horas no Parque em busca dos animais. O Caminho dos Gerais é uma Unidade de Conservação localizada em quatro municípios do extremo norte mineiro (Espinosa, Gameleiras, Mamonas e Monte Azul), na zona de transição entre Caatinga e Cerrado.

O objetivo, segundo o pesquisador Adrian Garda, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), foi preencher uma lacuna de conhecimento nas áreas de transição entre os biomas, além de fornecer dados fundamentais para a gestão do Parque Estadual Caminho dos Gerais e para a preservação da Caatinga em Minas Gerais.

Veja fotos de algumas espécies encontradas:

Ameivula nigrigula, também conhecido como Calango-da-garganta-preta, é uma espécie diurna de lagarto de médio porte. Ele prefere ambientes arenosos e geralmente está ativo nas horas mais quentes do dia, correndo pelo solo. Foto: Leandro Silva
Physalaemus albifrons, a rã-choradeira, é um anfíbio noturno que costuma aparecer ativo depois de grandes chuvas. Como a maioria dos anfíbios, os machos cantam para atrair as fêmeas, e essa espécie soa como um choro alongado e agudo. Foto: Leandro Silva.
Mussurana (Boiruna sertaneja) é uma espécie típica da Caatinga. É um animal terrestre, que está ativo à noite e se alimenta de diversos tipos de vertebrados, mas é peculiar por consumir com frequência outras serpentes, inclusive venenosas. Pode atingir mais de 2 metros de comprimento. Foto: Leandro Silva
Micrablepharus maximiliani é um lagarto de pequeno porte, conhecido também como lagarto de cauda azul. Esse pequeno animal rasteja sob o folhiço da mata e sua cauda serve para atrair eventuais predadores para longe de suas partes vitais, como cabeça e tronco. Foto: Leandro Silva
Eurolophosaurus nanuzae, o lagartinho de crista do espinhaço, é típico de ambientes de cerrado rupestre, fica ativo o dia todo é bastante comum na serra do espinhaço em Minas Gerais, mas com ocorrências também na Bahia. É um animal que se alimenta espreitando as presas que passam por perto, e por isso geralmente é mais furtivo que outros lagartos, como o Ameivula nigrigula. Foto: Leandro Silva
  • Júlia Mendes

    Estudante de jornalismo da UFRJ, apaixonada pela área ambiental e tudo o que a envolve

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