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8 de outubro de 2009

Quadrilha de caçadores presa no Tinguá

A Polícia Federal no Rio de Janeiro prendeu nesta quinta-feira (8) 11 pessoas acusadas de crime ambiental na Reserva Biológica do Tinguá, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense. Batizada de Nariz de Pedra, a operação cumpriu sete mandados de prisão e 33 de busca e apreensão nos municípios de Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Guapimirim e Miguel Pereira. Segundo a PF, a quadrilha de caçadores utilizada armas de fogo, arapucas, redes e trabucos em suas ações. Além da diminuição expressiva no número de pacas, porcos do mato, cotias, tatus e cervos, a quadrilha também causava grande dano à flora, já que passava dias acampada em ranchos construídos com árvores da reserva em clareiras por ela desmatadas. Na região existe até um restaurante especializado em carne de caça, o que estimula ainda mais a demanda. Os envolvidos responderão por crimes de formação de quadrilha armada, posse de arma de fogo e caça ilegal, cuja pena pode chegar a 11 anos de prisão.  

Por Redação ((o))eco
8 de outubro de 2009
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8 de outubro de 2009

Medida controversa no litoral paulista

Um ano após terem sido criadas, as Áreas de Proteção Ambiental Marinhas (APAs Marinhas) do litoral paulista ganharam sua primeira normatização. Semana passada, os Conselhos Gestores das três APAs – Litoral Norte, Centro e Litoral Sul – determinaram a proibição da pesca de parelha dentro dos limites das unidades. Esse tipo de pesca - na qual uma rede é unida por dois barcos que, ao se movimentarem na mesma direção, “arrastam” os peixes e o que mais estiver na frente – é muito nociva ao meio ambiente marinho. Nas APAs Litoral Norte e Sul, esse tipo de pesca ficou proibida em toda sua abrangência. Já na APA Centro, onde está sediada a frota de barcos da região e é a mais produtiva para o setor pesqueiro, a restrição se estende até a profundidade de 23,6 metros. Após esse limite, é possível praticar a atividade, desde que haja um observador à bordo para monitoramento do tamanho e espécies pescadas, que o barco seja rastreado por satélite e que as dimensões das redes usadas esteja sob controle. “Apesar de parelhas ainda poderem atuar em parte da APA [Centro] com acompanhamento de pesquisas, nesta unidade esta sendo encaminhado [projeto de] uma área de restrição total de pesca com mais de 55mil hectares”, diz Marcos Campolim, gestor da UC. Já para o oceanógrafo Fabrício Gandini, presidente do Instituto Maramar e membro de um dos conselhos gestores, a medida pode “sair pela culatra”. Segundo ele, com a proibição total nas APAs Norte e Sul e apenas parcial na Centro, poderá haver uma migração em massa dos pescadores para esta unidade. “Ao invés de ajudar a APA Centro, [a medida] pode piorar a situação. Mais barcos em um mesmo local, com estoques pesqueiros já comprometidos”, diz. Para tentar contornar a situação, o Instituto Maramar encaminhará aos conselhos gestores uma proposta que limita o número de embarcações de parelha na APA Centro, por meio de outra resolução baseada na média de embarcações que pescam na região por mês e são monitoradas via satélite pelo Ministério da Pesca. A fiscalização das medidas está sob responsabilidade do Ibama e Polícia Ambiental do Estado. Leia mais: Oceanos esquecidos

Por Redação ((o))eco
8 de outubro de 2009
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8 de outubro de 2009

Antecipando revisão do plano

Entidades civis e pesquisadores esperam que a revisão do Plano Nacional sobre Mudanças do Clima, em 2010, já englobe medidas como o REDD e reconheça o papel de unidades de conservação no combate às mudanças do clima

Por Redação ((o))eco
8 de outubro de 2009
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8 de outubro de 2009

Zona de amortecimento melada

Um parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) anda dando o que falar na comunidade de conservacionistas. Pelo texto, as chamadas "zonas de amortecimento" só podem ser definidas pelo mesmo instrumento usado na criação da unidade, ou seja, por decreto ou lei

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8 de outubro de 2009
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8 de outubro de 2009

Empresas brasileiras divulgam suas emissões

Algumas das maiores empresas brasileiras, como a Votorantim e a Petrobras, divulgaram nesta quinta-feira seus inventários de emissão de gases de efeito estufa. A iniciativa, parte do Programa Brasileiro GHG (Greenhouse Gases) Protocol, reuniu ainda 27 empresas de grande porte e revelou que durante o ano de 2008 elas emitiram 85,2 milhões de toneladas de gás carbônico equivalente (CO2e). Esse volume representa 3,8% das emissões brasileiras. A empresa que mais emitiu no ano passado foi a Petrobrás, com cerca de 51 milhões de toneladas de CO2e. A Votorantim, com 18 milhões de CO2e emitidos ficou em segundo, seguida da Alcoa, com 2 milhões de CO2e. Os números constam do relatório divulgado hoje em São Paulo durante o lançamento oficial do programa Empresas pelo Clima – EPC. Os detalhes dos inventários estão disponíveis em www.fgv.br/ces/ghg “Para o consumidor, a publicação destas informações ajuda a compreender a extensão do impacto climático destas empresas e isso possibilita a prática do consumo consciente”, disse Juarez Campos, coordenador do núcleo de Sustentabilidade Global do GVCes. Em comunicado distribuído à imprensa, ele explica que o cidadão poderá obter informações do total de emissões de uma empresa , assim como a fonte dessas emissões dentro da empresa e a evolução das emissões através dos anos. A uniformização na metodologia de contabilização e a forma como os dados são relatados facilitam a comparação entre empresas, pontua.

Por Redação ((o))eco
8 de outubro de 2009
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8 de outubro de 2009

Noruega vai cortar emissões em 40%

Nesta quarta-feira, em Bancoc, durante as negociações preparatórias para o encontro do clima de Copenhague, a Noruega arrancou aplausos de outras delegações ao anunciar que assumirá uma meta de redução de 40% de suas emissões de gases estufa. O corte terá que ser alcançado até 2020 em comparação aos níveis de 1990. A única ressalva é que os negociadores noruegueses condicionaram a adoção efetiva da meta a um acordo ambicioso em Copenhague. Ou seja. só vai agir se outros países entrarem no barco. Esta é a segunda vez que o governo da Noruega mostra liderança nas questões climáticas. O país é também o primeiro a apoiar medidas de compensação de emissões por desmatamento. É atualmente o principal financiador do Fundo Amazônia, criado pelo governo brasileiro na reunião de Bali em 2007. Veja vídeo da negociadora-chefe da Noruega, Hanne Inger Bjurstrom, falando sobre as novas metas de redução de efeito estufa Saiba mais A recompensa tupiniquim

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8 de outubro de 2009
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8 de outubro de 2009

Finalistas do Earth Journalism Awards

O projeto multimídia “A trajetória da fumaça”, das jornalistas Andreia Fanzeres e Cristiane Prizibisczki, foi selecionado para a etapa final do prêmio Earth Journalism Awards. De acordo com a organização do concurso, 907 jornalistas de 148 países se inscreveram para as 14 categorias da premiação. O Eco concorre no quesito Florestas com outros seis competidores, que serão avaliados por um comitê internacional. Os vencedores serão custeados para cobrir a conferência do clima da ONU em Copenhague, na Dinamarca, entre 7 e 18 de dezembro. Veja o projeto na versão bilíngue em www.trajetoriadafumaca.com.br

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8 de outubro de 2009
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8 de outubro de 2009

Leitura sobre os investimentos

Há poucos dias, o ICMBio anunciou que estruturas do órgão na Amazônia receberão R$ 7 milhões em investimentos, para a compra de 50 pickups 4x4, duzentos kits para escritório, 200 computadores e estabilizadores, 175 notebooks, cem impressoras com scanner, 200 aparelhos de GPS, 140 máquinas fotográficas, sessenta filmadoras, três módulos de acampamento e 140 aparelhos de ar condicionado, bebedouros e geladeiras. Só para esclarecer, o dinheiro é da Santo Antônio Energia, consórcio da usina de Santo Antônio (Rio MAdeira), antecipando parte da compensação ambiental. Veja aqui. Nada contra aplicar recursos para proteção ambiental na Amazônia, mas esse modelo está atrelando repasse de verbas a órgãos ambientais à execução de obras com poderosos impactos.

Por Redação ((o))eco
8 de outubro de 2009
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7 de outubro de 2009

Premiado apoio a projetos

Pela sétima vez, a Fundação O Boticário venceu o Prêmio Expressão de Ecologia, promovido pela Editora Expressão. Este ano, na categoria Conservação de Recursos Naturais - Setor Privado, com a iniciativa Apoio a Projetos - uma rede em benefício da vida. Desde a sua criação, em 1990, a fundação financiou 1.194 iniciativas, em todas as regiões e biomas brasileiros. Mais informações sobre a premiação aqui.

Por Redação ((o))eco
7 de outubro de 2009
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