Salada Verde
12 de dezembro de 2008

Cegonha-preta ganha sobrevida

Em Portugual, diz Samuel, há reservas de até 0,5 hectare. Para incentivar a criação de unidades como esta, a Quercus montou um fundo com o intuito de arrecadar os recursos a serem investidos. “Como o governo do país não dá nenhum incentivo para os proprietários privados conservarem suas matas, fizemos um levantamento das zonas prioritárias para a preservação”, afirma. É o caso, por exemplo, da micro-reserva montada nas margens do rio Tejo. Apesar de pequena, ela conseguiu salvar a cegonha-preta, espécie ameaçada de extinção e que usa o lugar para colocar seus ninhos.

Por Salada Verde
12 de dezembro de 2008
Salada Verde
12 de dezembro de 2008

Animação brasileira

Pelo menos em relação às Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), o Brasil está alguns passos à frente de sua ex-metrópole. Hoje, este tipo de unidade de conservação protege cerca de 625 mil hectares de florestas nativas espalhadas pelo país. “Temos 836 RPPN's, e o Paraná é o estado com o maior número: 209. Mas, se tudo der certo, queremos terminar o ano de 2008 com mais de mil reservas reconhecidas pelo governo federal ou estadual”, disse um animado Rodrigo Castro, membro da Confederação Nacional de RPPN.

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12 de dezembro de 2008
Salada Verde
12 de dezembro de 2008

Carta do Rio encerra congresso

O congresso terminou com a divulgação da “Carta do Rio”, escrita por representantes de 18 países das Américas e da Europa e que segue a tradição dos encontros anteriores. Segundo o texto, é preciso reconhecer “a relevância dos esforços privados para a conservação do patrimônio natural, o uso sustentável e a repartição equitativa dos recursos naturais”. Faz sentido. Quando a Aliança de Redes Latinoamericanas de Conservação privada foi criada, dois milhões de hectares eram protegidos pelas então 1.600 áreas cuidadas por pessoas físicas ou jurídicas nas 17 nações-membro. Hoje, três anos depois, o número quase duplicou.

Por Salada Verde
12 de dezembro de 2008
Salada Verde
12 de dezembro de 2008

Quanto mais incentivo, melhor

Mas a carta também fez dura crítica aos governos. Para os conferencistas, os esforços voluntários de proteção da natureza são frutos de uma responsabilidade ímpar dos proprietários de terras. No entanto, diz um trecho do texto, “isso não significa que não se deva reconhecer e apoiar os esforços privados, sobretudo por meio da compensação pelos serviços e bens ambientais oferecidos pelas reservas particulares”.

Por Salada Verde
12 de dezembro de 2008
Salada Verde
12 de dezembro de 2008

350: não esqueça este número

Poznan - Nas discussões sobre mudanças climáticas, os países há anos têm debatido a necessidade de que para estabilizar o clima em uma temperatura segura seria preciso limitar a concentração de gás carbônico na atmosfera em 450 partes por milhão (ppm). Mas há uma campanha em todo mundo para que os negociadores na ONU resolvam baixar esta meta a 350 ppm. Isso implicaria em um aumento de temperatura de aproximadamente 1,5C no planeta, o que já não é bom, mas melhor do que 2C, como deve ocorrer com os 450 ppm. Nesta sexta a Campanha 350 (Veja o site) ganhou um apoio de peso. Na Conferência do Clima, que ocorre na Polônia, o prêmio Nobel Al Gore afirmou em discurso a delegados que as "metas precisam ser endurecidas para chegarmos a 350 ppm". Ele foi longamente aplaudido. Falta ver que país se comprometeria com isso.Leia também a reportagem "O clima está mudando. E rápido"

Por Salada Verde
12 de dezembro de 2008
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12 de dezembro de 2008

Semana em fotos

A semana chega ao fim com uma bela sessão de fotografias da natureza publicada no site do The Guardian. Ao longo das 16 imagens, o leitor poderá conferir um grupo de cormorões (pássaros também conhecidos como corvos marinhos) pegando sol em fila no lago Merritt (EUA), mais antigo refúgio de vida silvestre da América do Norte, ou um mergulhador nadando próximo a inúmeras barracudas na Malásia. O destaque, no entanto, vai para a teia de aranha clicada em uma manhã fria na Índia. Confira!

Por Redação ((o))eco
12 de dezembro de 2008
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12 de dezembro de 2008

Califórnia dá um passo atrás

Em 2006, a Califórnia lançou uma meta ambiciosa para combater o aquecimento global: chegar no final da próxima década com os mesmos níveis de emissão de gases de efeito estufa verificados em 1990. Os planos para atingir tal objetivo começaram a ser votados na última quinta-feira pelo Conselho de Recursos do Ar no estado comandado por  Arnold Schwarzenegger. No entanto, as novidades não são lá muito animadoras. De acordo com notícia da agência Reuters, as conversas agora são pautadas nos custos-benefícios do projeto em meio à crise financeira e é bem possível que sequer 30% da proposta inicial sejam alcançados.

Por Redação ((o))eco
12 de dezembro de 2008
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12 de dezembro de 2008

Última mensagem antes do fim

Uma empresa do Novo México resolveu ajudar o ativismo em prol do meio ambiente até na hora do suspiro final. Atendendo a pedidos da organização protetora dos animais Peta, a empresa criou caixões feitos em madeira e projetados para serem eco-simpatizantes, sem parafusos, pregos, dobradiças ou cola com componentes de origem animal. A novidade do produto está nas mensagens gravadas nos caixões, como “Salvei 500 animais. Quantos você salvará?”, “Dê à vida o seu melhor – torne-se vegan” ou até mesmo aquelas com uma pitada de humor, como “Eu disse a você que em pele de animal, nem morto!”. Os caixões começaram a ser vendidos na última semana. Os modelos podem ser conferidos no site responsável pelos designs, The Old Pine Box.

Por Redação ((o))eco
12 de dezembro de 2008
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12 de dezembro de 2008

Proposta boa, preço salgado

Começou ontem (11), no Rio de Janeiro, o sistema de aluguel de bicicletas nos moldes do que já existe em Paris e outras cidades européias. A partir de agora, os cariocas podem adquirir um passe – que será diário, semanal ou anual –, pegar a magrela em uma das estações credenciadas pela empresa pernambucana Serttel e devolvê-la em outros postos da cidade. O número de trajetos é ilimitado, mas o tempo máximo na viagem de cada bicicleta é de 30 minutos. Depois disso, o usuário paga um valor extra. O problema é o preço do pacote, um tanto salgado. Para ter direito a usar as bikes públicas durante 12 meses, o ciclista deve desembolsar 350 reais. A capital francesa cobra 93 reais pelo mesmo período. A notícia é do jornal O Globo.

Por Redação ((o))eco
12 de dezembro de 2008
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12 de dezembro de 2008

“Yes, we can!”

Poznan - Al Gore não perde a chance de emplacar a mensagem de que o mundo precisa combater o aquecimento global. Nesta sexta (12), ele aterrissou na Polônia, bem nos últimos momentos das negociações da Conferência da ONU sobre mudanças climáticas. "Sim, nós podemos (Yes, we can)", disse ele repetindo o lema da campanha de seu companheiro democrata Barack Obama. O ex-vice-presidente dos Estados Unidos e também prêmio Nobel da Paz mostrou otimismo e afirmou que será possível construir um acordo ambicioso na reunião de Copenhague, em 2009, quando expira o prazo para as negociações.

Por Redação ((o))eco
12 de dezembro de 2008
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12 de dezembro de 2008

Aplausos para o Brasil

Poznan – O Plano Nacional de Mudanças Climáticas e as metas para a redução do desmatamento estabelecidas pelo governo brasileiro no último dia 1º de dezembro foram mencionados por Al Gore em seu discurso aos delegados da Convenção da ONU sobre Mudanças Climáticas. "O Brasil acaba de estabelecer um importante compromisso para interromper a perda de suas florestas", disse o prêmio Nobel. A fala foi aplaudida com entusiasmo pelo público do principal plenário do pavilhão de Poznan.

Por Redação ((o))eco
12 de dezembro de 2008
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12 de dezembro de 2008

Nem tudo são glórias

Poznan – Enquanto o governo brasileiro recebe elogios por suas metas contra o desmatamento, ONGs ambientalistas questionam a seriedade do presidente Lula em implementar o plano. Principalmente porque ontem ele assinou o decreto 6686, que altera o 6.514, assinado em junho de  2008, e que aumenta o prazo para produtores rurais com infrações ambientais regularizarem sua situação. Em Poznan, o ministro Carlos Minc conversou com O Eco e afirmou que a posição do governo não enfraquece as metas para o desmatamento. Segundo ele, a negociação com os representantes do setor agrícola aumentou o prazo original de 4 meses para 1 ano, enquanto, na verdade, a turma dos fazendeiros estava pedindo 4 anos. "Botamos um monte de bodes na sala e agora conseguimos um acordo que acho razoável", disse o ministro.

Por Redação ((o))eco
12 de dezembro de 2008

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