Notícias
18 de julho de 2007

Amoras apressadas

Reportagem publicada nesta quarta-feira no jornal The Independent pergunta a seus leitores: “Estão as nossas estações climáticas começando a mudar?”. Há sinais de que a resposta é positiva. Durante os torneios de tênis de Wimbledon nos últimos anos, por exemplo, a quantidade de opções nos cardápios dos restaurantes que contêm amoras na receita está na cola das que têm morangos. Só que a colheita de amora acontece tradicionalmente entre seis e oito semanas após a do morango, no final da primavera e o início do verão. Acontece que a primavera tem chegado mais cedo, o verão e o outono durado mais e o inverno se apresentado mais ameno.

Por Eric Macedo
18 de julho de 2007
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18 de julho de 2007

Calma lá

O governo federal vai proibir o plantio de cana-de-açúcar na Amazônia, no Pantanal e em outras regiões ainda em estudo – possivelmente no Cerrado e nos Pampas. Segundo o Valor Econômico, a medida de esfera federal, tomada ontem, tem o intuito de evitar acusações de agressão ambiental e reduzir a pressão sobre áreas de produção de alimento, além de obrigar a certificação socioambiental de lavouras de cana e usinas sucroalcooleiras como fator restritivo para a comercialização da produção. Reinhold Stephanes, ministro da Agricultura, prometeu para daqui a um ano o mapa do zoneamento ecológico-econômico (ZEE), que indicará as áreas permitidas ao plantio e aquelas onde haverá incentivos fiscais. Só no Mato Grosso do Sul, há cerca de 10 milhões de hectares de pastagens degradadas onde poderia ser incentivado o cultivo da cana. A medida já é adotada neste estado, que restringe o plantio à bacia do rio Paraguai.

Por Eric Macedo
18 de julho de 2007
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18 de julho de 2007

Invasões

O anoni, capim de origem africana introduzido no Rio Grande do Sul em 1950, é motivo de grande preocupação nos estados do Sul. Nos pampas gaúchos, o capim já ocupa quase dois milhões de hectares. Acabou com as pastagens nativas e agora avança a passos largos em direção a Santa Catarina e Paraná. Aplicações localizadas de herbicidas ajudam, mas não resolvem. No arquipélago de Fernando de Noronha a preocupação é com outra espécie. A leguminosa Leucena leocucephala, trazida na mesma época, começa a infestar a região, que já tem problemas com a jitirana. Leguminosa trepadeira que cobre a copa das árvores, as impede de respirar e as leva à morte. A leucena preocupa os ambientalistas por ser agressiva sobre outras espécies ao intoxicar o solo com uma enzima de sua raiz. Um projeto estadual que visa a recomposição da flora nativa e a erradicação da leucena e da jitirana está previsto para o início de 2008 . A notícia é do Estado de São Paulo.

Por Eric Macedo
18 de julho de 2007
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18 de julho de 2007

Inutilidade

A prefeitura de São Paulo acaba de descobrir o óbvio: os corredores de ônibus da cidade não funcionam. Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, técnicos da secretaria municipal de transporte constataram que a velocidade média no pior trecho do corredor Rebouças não chega a 7 km/h no horário de pico. Entre outros motivos, os técnicos apontam a invasão dos corredores por automóveis. Veja aqui o que acontece quando um corredor de ônibus é tomado por táxis. O secretário Frederico Bussinger disse que não descarta acabar com o privilégio concedido aos taxistas.

Por Eric Macedo
18 de julho de 2007
Análises
17 de julho de 2007

Chico Mendes foi um herói ambiental?

De Marc Dourojeanni Prezado José Augusto: Gosto e valorizo muito as discordâncias expressadas com seriedade e bons argumentos o que, ademais, você sempre aplica nos seus textos. Após ler a sua coluna sobre Chico Mendes, com interesse e respeito, não consegui discrepar de muitas das suas reflexões gerais sobre o assunto, nem sobre o próprio personagem. Por exemplo, eu não teria sequer pensado no comentário que foi feito à minha coluna, no sentido de que a elevação do Chico Mendes ao status de herói responde a uma “carência de ídolos e mártires”. Também comparto as suas disquisições sobre o “que é um ambientalista?”. Não tive a intimidade que você e outros tiveram com Chico Mendes, mas, em razão do meu trabalho, conheci pessoalmente ao personagem e tive a oportunidade de escutá-lo falar em várias ocasiões. Admito que os discursos dele, como os de outros líderes dos povos da floresta, sempre me pareceram genuínos e que, em muitas ocasiões, não consegui reter lágrimas de emoção escutando-os. Por isso, concordo de bom grado que a indiscutível influência dos amigos e guias intelectuais do personagem pode ter sido, apenas, um suplemento à sua convicção ambiental e um refinamento estratégico para ter maior repercussão. Mas, a minha tese é que, para que alguém seja convertido em herói representativo de um objetivo social, neste caso a conservação da natureza e seus recursos, deve ter feito de modo consistente algo realmente significativo para seu beneficio. As lutas do Chico Mendes e dos seus companheiros da época, resultou apenas no estabelecimento das discutíveis reservas e assentamentos extrativistas. Para muitos, como bem se sabe, estas categorias são apenas processos de reforma agrária disfarçados de ambientalismo, que ademais já estão em plena decomposição. Os “empates”, ao contrário, aportaram muitos benefícios consideráveis para os seringueiros: posse segura da terra, possibilidade de fazer chácaras familiares, subsídios generosos, diversos serviços sociais, novas infra-estruturas, capacitação, opção de explorar madeira e muito apoio político de alguns partidos. Em contrapartida não aportaram praticamente nada para o objetivo de conservar a biodiversidade e usar adequadamente os recursos naturais. Pior ainda, a idéia de que as reservas extrativistas são “unidades de conservação” vendeu aos políticos e à cidadania a atrativa, embora mentirosa tese de que a natureza pode ser preservada explorando-a e transformando-a em ambientes antrópicos. Suponho que você e eu não chegaremos a um consenso neste tema, nem é necessário. Como você, acho que é um assunto importante, cuja discussão não diminui a transcendência do personagem na história da Amazônia. Cordialmente

Por Redação ((o))eco
17 de julho de 2007
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17 de julho de 2007

Planejamento

O primeiro ministro da Índia anunciou esta semana a estruturação de um plano oficial de policiamento climático, com a intenção de diminuir as emissões de carbono anuais do país – que representam 4% do montante mundial. Entre as idéias-chave do projeto estão um programa de reflorestamento “Green India”, que prevê para a partir de agosto o plantio de árvores em 15 milhões de acres devastados. O projeto também representa uma estratégia do governo indiano para a apresentação da nova conduta ambiental do país, no Encontro Mundial de Mudanças Climáticas da ONU, a ser realizado em dezembro desse ano. A notícia é da agência Reuters.

Por Redação ((o))eco
17 de julho de 2007
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17 de julho de 2007

Enquanto isso…

O efeito das mudanças climáticas é visível nas geleiras do Himalaia indiano. Apesar de pouca pesquisa ter sido realizada até hoje nas montanhas do país, um cientista que faz medições na geleira Chorabari constatou uma diminuição anual de 8,8 metros nos últimos três anos. O The New York Times publicou uma ótima reportagem sobre o problema. O derretimento do gelo promete afetar toda a vida da população local, desde a diminuição dos estoques de água potável e para a irrigação agrícola até inundações e doenças.

Por Redação ((o))eco
17 de julho de 2007
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17 de julho de 2007

Mesmo barco

A edição do jornal O Globo desta terça-feira retrata uma situação muito semelhante do lado de cá do mundo. As geleiras nos Andes também perdem tamanho e há apreensão em relação às conseqüências disso no futuro. A água que abastece capitais como Quito (no Equador) e La Paz (na Bolívia) vem de geleiras. Segundo a reportagem, a produção de eletricidade dos países também está ameaçada, uma vez que a maioria tem em usinas hidrelétricas a principal fonte de energia.

Por Redação ((o))eco
17 de julho de 2007
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17 de julho de 2007

Incerteza

Um terremoto atingiu o noroeste do Japão nesta segunda-feira. O tremor provocou pelo menos sete mortes e um vazamento de material radioativo usado na usina que mais produz energia nuclear no mundo, de Kashiwazaki-Kariwa. Segundo o jornal britânico The Guardian, mais de mil litros de água radioativa (315 galões) foram derramados no oceano, depois que um reservatório com combustível usado rompeu. Mas outros órgãos de imprensa internacionais, como a agência Reuters, dão conta na tarde desta terça-feira de apenas 1,5 litro de vazamento, o que provocaria um baixo impacto sobre o meio ambiente. Estima-se em 900 o número de feridos durante o terremoto.

Por Redação ((o))eco
17 de julho de 2007
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17 de julho de 2007

Dúvida

Notícia do Estado de S. Paulo diz que a indefinição na chefia do Ibama e do Instituto Chico Mendes reflete a falta de definição institucional sobre a medida provisória que dividiu o Ibama. Segundo o jornal, a Casa Civil gostaria de alguém mais ágil e flexível no Ibama que não dificultasse as obras do PAC. Marina Silva, por outro lado, não arreda pé do sonho de ter o diretor da Polícia Federal, Paulo Lacerda, como presidente do Ibama. Para o Chico Mendes, no entanto, fala-se em um ambientalista com perfil empresarial.

Por Redação ((o))eco
17 de julho de 2007

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