Colunas
10 de maio de 2007

O aquecimento esquentou

Quem disse que aquecimento é papo de ambientalista? Sinal de que a mudança climática tem ganhado público é que, ultimamente, ela freqüenta as páginas da London Review of Books.

Por Marcos Sá Corrêa
10 de maio de 2007
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10 de maio de 2007

Aos pés do Cristo

Em operação batizada de Iscariotes, Ibama e Polícia Federal desbarataram uma quadrilha que desviava dinheiro arrecadado no pedágio do Cristo Redentor, localizado dentro do Parque Nacional da Tijuca. Cada visitante pagava cinco reais, além de mais cinco reais por veículo. Acabaram atrás das grades funcionários da empresa Trade – licitada pelo Ibama para cobrança de ingressos no local - e vigilantes terceirizados, além de policiais militares do Batalhão de Turismo e funcionários da empresa de turismo Jeep Tour. A polícia calcula que eles desviavam pelo menos 300 mil reais por mês, cerca de 90% do valor total arrecadado mensalmente no pedágio. Vale lembrar que o orçamento anual do Parque da Tijuca não passa da casa dos 800 mil reais, segundo seu próprio chefe, Ricardo Calmon.

Por Redação ((o))eco
10 de maio de 2007
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10 de maio de 2007

E agora?

A operação levou a interdição do acesso de carros ao Cristo Redentor. Quem quiser visitar a atração nas próximas semanas terá que pegar o bondinho(opção mais charmosa) ou ir a pé por uma estrada bonita, mas perigosa. O Ibama estuda licitar uma empresa de vans para levar os turistas até o local.

Por Redação ((o))eco
10 de maio de 2007
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10 de maio de 2007

Arredores

A proibição do acesso de carros ao Cristo é uma boa notícia para os bichos da Floresta da Tijuca e os cariocas que gostam de passear nas Paineiras – estrada no meio da mata que é fechada nos fins de semana para atividades de recreação. Às vezes, a quantidade de carros a caminho do Cristo engarrafava o acesso à estrada e buzinas soavam por horas, sem cerimônia. O estacionamento das Paineiras continuará a funcionar normalmente. Como também o acesso de carro à portaria do Parque Nacional da Tijuca, no Alto da Boa Vista – um passeio gratuito.

Por Redação ((o))eco
10 de maio de 2007
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10 de maio de 2007

Unidos pelo garfo

Cerca de 200 chefes de cozinha de 33 estados norte-americanos vão liderar uma campanha de proteção ao salmão. A idéia é pressionar o Congresso pela derrubada de represas hidroelétricas que estão dizimando espécies do peixe na costa Oeste americana, ao impedir que migrem rio acima. O salmão também é ameaçado por minas de ouro e bronze no Alasca. Os chefes protegem a natureza, mas a batalha é, em grande parte, em causa própria: eles dizem que o salmão pescado é melhor para a saúde e para a cozinha do que o criado em cativeiro. “Ele representa talvez a última grande refeição selvagem do país”, disseram em uma carta aos parlamentares. Algum cozinheiro de bagre a postos? A notícia é do Los Angeles Times.

Por Redação ((o))eco
10 de maio de 2007
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10 de maio de 2007

Projetos em série

A China é líder disparado em projetos do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo – que funcionam a partir da venda de créditos de carbono para países desenvolvidos. Concentra simplesmente 61% dos recursos. Reportagem do The New York Times mostra que o fato é símbolo das desigualdades no programa. Enquanto os chineses (seguidos pela Índia, Brasil e Argentina) têm um esquema que facilita cada vez mais a emissão de novos projetos ambientalmente corretos (com a capacitação de pessoas para desenvolverem os projetos nos moldes necessários), os países africanos só ficaram com 150 milhões de dólares do total de 4,8 bilhões movimentados em 2006. Banqueiros, ambientalistas e representantes da Onu (que opera o mecanismo) dizem que o MDL tem tido sucesso em seu objetivo principal, de diminuir, onde quer que seja, as emissões de gases do efeito estufa. Mas há quem tenha se manifestado contra distorções tão berrantes. Principalmente, uma vez que a China não é mais tão pobre quanto era até poucos anos.

Por Redação ((o))eco
10 de maio de 2007
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10 de maio de 2007

Cegueira voluntária

Coluna da jornalista Miriam Leitão desta quinta-feira no jornal O Globo mostra o quão empobrecido é o discurso do governo quanto às soluções para suprir as necessidades energéticas do país. A ministra Dilma Roussef afirmou esta semana que se as licenças das hidrelétricas do Madeira não saírem o governo apelará para usinas térmicas a combustíveis fósseis. Mas um estudo da WWF, lembra Miriam, indica outras possíveis alternativas, com números impressionantes. Segundo o documento, é possível diminuir a demanda esperada de energia elétrica no Brasil em até 40%. Isso investindo em pequenas centrais elétricas, fontes alternativas de geração de energia e em políticas de indução à eficiência energética. Com as medidas sugeridas, seria possível “evitar o uso” de uma energia equivalente a 60 usinas nucleares de Angra 3 ou seis Itaipus. A economia seria de até 33 bilhões de reais até 2020.

Por Redação ((o))eco
10 de maio de 2007
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10 de maio de 2007

Que nem Fidel

A Onu divulgou nesta quarta-feira um relatório em que alerta para os riscos do crescimento mal planejado dos biocombustíveis. A tecnologia, diz o documento, pode causar fome e destruição de habitats. Reportagem da Folha de São Paulo diz que o Brasil não corre muito o risco de passar sem comida – pelo menos na opinião do físico Luiz Pinguelli Rosa, da Coppe. Menos improvável é o aumento do desmatamento na medida em seja preciso aumentar a área cultivada. O relatório, no entanto, se concentra em criticar os países asiáticos, como a Indonésia. E elogia as reservas legais brasileiras (mais especificamente os 20% de floresta em pé nas propriedades onde se planta cana em São Paulo).

Por Redação ((o))eco
10 de maio de 2007
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10 de maio de 2007

Os olhos da cara

Pode chegar a duzentas libras por dia a multa para o ônibus que quiser circular por uma parte do centro de Londres. O prefeito da cidade, Ken Livingstone, planeja criar uma “zona de baixa emissão”, aumentando inclusive o pedágio já pago por carros – de oito libras, passaria a 25. A idéia original com a cobrança era diminuir o trânsito. Mas com o advento das mudanças climáticas, ela virou também uma forma de diminuir as emissões dos gases causadores do efeito estufa. A notícia está no site Tree Hugger.

Por Redação ((o))eco
10 de maio de 2007
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10 de maio de 2007

Recursos bem-vindos

Os parques estaduais de Ilha Grande e Três Picos, além da Reserva Ecológica de Guaxindiba, no Rio, receberão 5,5 milhões de reais para melhorias de infra-estrutura. A secretaria de meio ambiente do estado anunciou que os recursos são de compensação ambiental pela instalação de uma termelétrica no Rio, mas não informou quando eles serão encaminhados às administrações das unidades de conservação.

Por Redação ((o))eco
10 de maio de 2007
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9 de maio de 2007

Licenciamento de hidrelétricas

O Ministério de Minas e Energia (MME) revelou nesta quarta-feira dados preliminares de um estudo que encomendou ao Banco Mundial sobre o processo de licenciamento ambiental de hidrelétricas no Brasil. Os dados não são nada favoráveis aos órgãos licenciadores. De acordo com o levantamento, o pedido de licença prévia, que deveria ser analisado em um ano, segundo a resolução Conama 237/1997, demora em média 1188 dias. Audiências públicas, por sua vez, ocorrem em cerca de 239 dias depois de iniciado o processo de licenciamento, quando podiam ser feitas em 45 dias.

Por Redação ((o))eco
9 de maio de 2007
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