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15 de dezembro de 2006

Contestado

O licenciamento ambiental e a licitação do projeto Portal da Amazônia, que prevê amplas intervenções na orla de Belém (PA), estão sendo contestados pelo Ministério Público Federal no Pará. Segundo o MPF, a licitação da obra foi realizada antes do licenciamento ambiental, procedimento considerado ilegal. Além disso, a Prefeitura de Belém licenciou apenas 2.200 metros do empreendimento, que prevê alterações ao longo de 6.600 metros da avenida Bernardo Sayão. Uma ação civil pública foi ajuizada contra o município, o estado e a construtora Andrade Gutierrez S.A, vencedora da licitação.

Por Redação ((o))eco
15 de dezembro de 2006
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15 de dezembro de 2006

Golpe de sorte

Proprietária de uma fazenda no Pantanal conseguiu liminar para impedir que o Incra desaproprie suas terras, sob o argumento de que essas se encontram numa área de proteção ambiental. Segundo relatório do Ibama, o imóvel rural não pode ser destinado à reforma agrária porque "o adensamento populacional na região é condenável sob o ponto de vista ambiental".

Por Redação ((o))eco
15 de dezembro de 2006
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14 de dezembro de 2006

Destravou

Saiu a licença ambiental do Ibama para a instalação da hidrelétrica de Estreito, no rio Tocantins, na divisa do Maranhão com o estado do Tocantins. As obras, segundo o consórcio de empresas responsável pela usina, começa logo depois de terminado o verão. Ela deve estar pronta para funcionar em 2010 e vai alagar uma área de 555 quilômetros quadrados.

Por Carolina Elia
14 de dezembro de 2006
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14 de dezembro de 2006

Entraves

Estreito recebeu a licença prévia do Ibama em fevereiro de 2005. Mas permaneceram duas pendências – nenhuma delas, ao contrário do que imagina o presidente Lula, de cunho ambiental. A primeira dizia respeito a quem pagaria a conta de construção de uma eclusa para a transposição de barcos que navegam no Tocantins. A conta ficou para o contribuinte através do Ministério dos Transportes. A segunda envolvia um estudo pedido pela Funai ao consórcio de Estreito sobre as populações indígenas. Ele só ficou pronto no início de novembro.

Por Carolina Elia
14 de dezembro de 2006
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14 de dezembro de 2006

Fim de ano

Este ano foi o sexto mais quente de que se tem notícia, disse a Organização Meteorológica Mundial (OMM) num relatório divulgado nesta quinta-feira. A primeira medição da instituição data de 1861. Segundo a OMM, a temperatura do planeta subiu 0,7°C desde 1900, mas boa parte desse aumento veio a partir de 1976. Os termômetros bateram recordes em diversos locais do globo – a Europa viu o mês de julho mais quente da história e os Estados Unidos tiveram a maior alta entre janeiro e setembro. O documento diz também que 2006 foi o ano mais quente que já se viu no Reino Unido – e os registros do país datam de 1659.

Por Redação ((o))eco
14 de dezembro de 2006
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14 de dezembro de 2006

Do lado de cá

O relatório da OMM diz ainda que neste ano foi registrada uma das mais altas temperaturas sobre o solo brasileiro: 44,6°C no município de Bom Jesus, no dia 31 de janeiro. Porém, não especifica qual dos cinco municípios brasileiros com o mesmo nome eles se referem.

Por Redação ((o))eco
14 de dezembro de 2006
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14 de dezembro de 2006

Transgênicos barrados

As organizações não-governamentais (ONGs) que fazem parte da campanha Brasil Livre de Transgênicos estão exultantes. Após três dias de protestos pacíficos na sede da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), em Brasília, os ativistas conseguiram impedir a aprovação do plantio comercial de milho transgênico. Na pauta da comissão estava a possível liberação do Guardian Bt, da Monsanto, e o Liberty Link, da Bayer. As ONGs pediam desde outubro a realização de audiências públicas para debater os processos, mas a CTNBio só aceitou fazê-las depois que a justiça do Paraná emitiu liminar obrigando a consulta da sociedade.

Por Redação ((o))eco
14 de dezembro de 2006
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14 de dezembro de 2006

Flanco descoberto

Por outro lado, as ONGs estão cabreiras com a discussão sobre a Medida Provisória 327 que regula o plantio de transgênicos no entorno de unidades de conservação. É provável que o texto vá a votação no plenário na semana que vem. Os deputados ruralistas estão aproveitando o texto para incluir emendas que mudariam o quórum necessário na CTNBio para aprovar plantações comerciais.

Por Redação ((o))eco
14 de dezembro de 2006
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14 de dezembro de 2006

“Partido dos Transgênicos”

O relator da MP 327, o petista Paulo Pimenta, está dando sinais contraditórios sobre a questão. Afirmou por exemplo que apresentaria um parecer favorável à emenda de mudanças na CTNBio. O Greenpeace soltou uma nota em que afirma que se assim for, o PT pode mudar o nome para Partido dos Transgênicos.

Por Redação ((o))eco
14 de dezembro de 2006
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14 de dezembro de 2006

Luto

O baiji, um boto chinês, foi declarado extinto depois de uma expedição científica internacional pelo rio Yang-Tsé, em que o bicho não foi encontrado. Segundo a notícia da Associated Press, reproduzida no The New York Times e na Folha de São Paulo, essa é a primeira vez desde a década de 1950 que um grande mamífero aquático é extinto. O último foi a foca-monge caribenha.

Por Redação ((o))eco
14 de dezembro de 2006
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14 de dezembro de 2006

Simulação

Uma pesquisa de cientistas norte-americanos diz que qualquer conflito nuclear, ainda que em proporções pequenas, teria conseqüências catastróficas tanto para a sociedade como para o meio ambiente. Algumas bombas trocadas entre Índia e Paquistão, por exemplo, seriam suficientes para causar uma diminuição da temperatura em todo o mundo e afetar a produção de comida para milhões de pessoas. O estudo, realizado através de simulações de computador, foi noticiado pelo jornal Los Angeles Times e pela BBC News.

Por Redação ((o))eco
14 de dezembro de 2006
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14 de dezembro de 2006

Auto-suficiente

A partir desta sexta-feira, parte da energia do zoológico de Munique, na Alemanha, será gerada pelos próprios animais. E os bichos não vão precisar fazer nenhum esforço extra para contribuir com sua cota de eletricidade. Basta que seus intestinos funcionem a contento. É que a instituição vai reciclar o cocô, mais do que abundante, de elefantes, búfalos, rinocerontes e antílopes. São cerca de duas mil toneladas anuais de fezes. Agora vai tudo para uma usina de biogás, que gerará eletricidade para o aquecimento da instituição. A notícia é do Planet Ark.

Por Redação ((o))eco
14 de dezembro de 2006
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