Notícias
24 de agosto de 2005

Fora da lei

Em reportagem publicada nesta quarta-feira, 24 de agosto, na capa do jornal Valor, sobre liminar concedida há um mês pelo presidente do STF, Nelson Jobim, impedindo o Conama de abrir exceções à exploração das Áreas de Preservação Permanente (APPs) – assunto aliás adiantado em reportagens e colunas publicadas desde maio em O Eco – o consultor jurídico do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Gustavo Trindade, diz que a decisão “pode paralisar a economia do país”. Trata-se de uma bobagem, visto que a decisão de Jobim apenas mantém as coisas como estão. Pelo visto, o advogado do MMA acha normal atropelar o que diz a lei ambiental. Se não quisesse dizer besteira, bastaria a Trindade olhar para o governo à sua volta, já paralisado pela sua própria incompetência e freqüentes denúncias de corrupção. É impossível parar aquilo que já está parado.***A resposta do consultor jurídico Gustavo Trindade para esta nota está publicada na seção Caixa Postal.

Por Lorenzo Aldé
24 de agosto de 2005
Fotografia
24 de agosto de 2005

A Arara azul

Ainda é possível ver araras azuis (Anodorynchus hyacinthinus) cortando os céus do Pantanal. Embora ameaçadas de extinção, estão muito mais...

24 de agosto de 2005
Análises
24 de agosto de 2005

Corra jumento, corra!

De Carolina Mourão Não concordo com a Silvia na matéria bem escrita sobre a polêmica do jumento corredor. O jumento não é um animal veloz, não tem esta estrutura de corredor e nem com Maria parindo Jesus ao relento, José apressou o dele. O jumento não é como um cavalo, mas como um camelo: agüenta longos trajetos sem água, carrega muito mais peso que um cavalo suportaria, mas submetê-lo à corrida é sem dúvida um abuso. Quando ele corre é de dor, corre da dor do cigarro queimando as orelhas, quando o cigarro não cai lá dentro do ouvido, aceso. Espero sinceramente que a União Internacional Protetora dos Animais faça alguma coisa a favor destes pobres animais.

Por Redação ((o))eco
24 de agosto de 2005
Notícias
24 de agosto de 2005

Pantanal em chamas

Como se não bastassem os focos espontâneos de calor no Pantanal, suspeita-se que um incêndio criminoso tenha destruído 60% de uma ilha do rio Paraguai, na altura de Cáceres (MT) no último fim de semana. O local é freqüentado por banhistas e é a sede da secretaria de meio ambiente do município. Bombeiros conseguiram salvar uma sucuri, filhotes de ema, lagartos e outros animais de pequeno porte. Em Mato Grosso do Sul, o número de queimadas registradas neste ano mais que dobrou em relação a 2004. Foram 4650 focos no estado, sendo pelo menos 3200 no Pantanal.

Por Redação ((o))eco
24 de agosto de 2005
Reportagens
23 de agosto de 2005

Mãos à obra

Walter Behr, novo chefe do Parque Nacional do Itatiaia, arregaça as mangas para convencer a sociedade de que a preservação ambiental é boa para todos.

Por Lorenzo Aldé
23 de agosto de 2005
Notícias
23 de agosto de 2005

Baleias à vista

Os pesquisadores do Projeto Baleia Franca estão rindo à toa. Só na segunda-feira, dia 22, avistaram 61 baleias em um sobrevôo de Florianópolis (SC) a Cidreira (RS). Entre elas 23 fêmeas com filhotes. É um recorde para o mês de agosto. A continuar nesse ritmo, a temporada das baleias, que vai até novembro, pode ser a mais movimentada desde que elas foram redescobertas no Brasil, há 23 anos. A maioria das baleias estava a menos de 100 metros da costa, o que é uma boa notícia para o turismo de observação: até da praia é possível avistá-las.

Por Lorenzo Aldé
23 de agosto de 2005
Notícias
23 de agosto de 2005

Caso de polícia

Foi aprovado o projeto que determina a instalação de um Batalhão de Policiamento Florestal e Meio Ambiente (BPFMA) no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro. Segundo o projeto, de autoria do deputado estadual André do PV, a unidade será composta de 300 policiais treinados para impedir o desmatamento, a ocupação irregular das encostas e a caça predatória na floresta. Só falta a assinatura da governadora Rosinha.

Por Redação ((o))eco
23 de agosto de 2005
Notícias
23 de agosto de 2005

Asfalto a caminho

Ciro Gomes anunciou que até novembro devem sair os editais para o asfaltamento da BR-163 (Cuiabá-Santarém), no trecho paraense de mais de 900 quilômetros que ainda são de terra batida. "A BR-163 alcança 40% da Amazônia e, com sua pavimentação, a soja brasileira será a mais barata do planeta", previu. O asfaltamento e manutenção da velha Transamazônica, BR-230, também entrou no pacote licitatório.

Por Redação ((o))eco
23 de agosto de 2005
Reportagens
23 de agosto de 2005

Insustentável Prodetur

Programa de incentivo ao turismo no Nordeste completa 10 anos muito aquém do prometido. Altos investimentos em infra-estrutura, quase nada para meio ambiente.

Por Michelle Gloria
23 de agosto de 2005
Notícias
23 de agosto de 2005

Fogo na Canastra

Como se não bastassem os problemas que o Parque da Serra da Canastra está enfrentando, um incêndio que começou na sexta-feira já queimou uma área de aproximadamente 2 mil hectares na região do município de São João Batista.

Por Redação ((o))eco
23 de agosto de 2005
Notícias
23 de agosto de 2005

Agora vai?

Chega ao fim o impasse em torno da Cidade Digital, que será construída próximo à Granja do Torto e fará limite com o Parque Nacional de Brasília. O governo do Distrito Federal e a União decidiram incluir na pauta da Câmara dos Deputados a ampliação do Parque, que passará dos atuais 30 mil hectares para 44 mil hectares. Em regime de urgência urgentíssima.

Por Redação ((o))eco
23 de agosto de 2005
Análises
23 de agosto de 2005

Parabéns e outras

De RodrigoPrezados amigos,Freqüentador d’O Eco desde o seu surgimento, tenho em sua leitura muito mais do que um dever profissional, uma dose diária de bom senso e informação qualificada. É óbvio que a rotina de uma atividade que se assemelha a um jornal diário e o amplo conjunto de colaboradores eventualmente façam com que surjam opiniões com as quais é difícil concordar, o que certamente também faz parte do desafio de produzir material em bases diárias e de oferecer a maior diversidade de opiniões possível em temas muitas vezes tão polêmicos como pode ser tudo que envolva meio ambiente neste país onde tantas urgências fazem dessa área algo virtualmente periférico, malgrado as infinitas urgências que ela também carrega.Sou consultor de meio ambiente há quase vinte anos, tendo trabalhando no licenciamento do asfaltamento da BR-163 entre Guarantã do Norte e Rurópolis, e lhes escrevo para apresentar os meus parabéns à brilhante série de reportagens produzida por Andréia Fanzeres acompanhando a equipe do Greenpeace na expedição que percorreu essa rodovia.Além do texto claro e objetivo, sem perder o encanto de uma visão sensível e refinada, a série revela com muita propriedade a tremenda encrenca que envolve a gestão dos recursos naturais na área de influência da BR-163 e que na verdade serve como uma síntese muito apropriada da situação de grandes áreas da Amazônia. Pareceu-me especialmente brilhante o texto denominado “Um país feio”, tanto pela abordagem integradora, capaz de revelar grandes traços da situação ambiental de amplas regiões do país, como pela propriedade de uma avaliação dessa condição a partir de uma análise apoiada na interpretação da paisagem.Recentemente tive a oportunidade de viver uma experiência semelhante, ao conhecer o Parque Indígena do Xingu em um vôo que partiu da cidade mato-grossense de Canarana, onde a soja também é o grande motor da economia. Deixo aqui a sugestão de que se faça uma reportagem sobre a delicada situação que o Parque vive atualmente. Representando uma das mais notáveis iniciativas já adotadas para a proteção das populações indígenas em todo o planeta, a preservação dessa ilha de verde cercada de soja e a manutenção das condições ambientais necessárias à perpetuação do modo de vida das populações que lá residem hoje depende da gestão das áreas de entorno de uma forma nunca vista ao longo dos 44 anos de história do Parque. Com grande parte de sua vida material e espiritual associada aos rios que cortam o Parque, os povos do Xingu observam a degradação das condições de seus principais rios, cujas nascentes, na sua grande maioria, se encontram fora dos limites do Parque, em áreas onde o desmatamento e a expansão das lavouras afetam diretamente a situação dos rios. O uso de agrotóxicos e o desrespeito às áreas de preservação permanente e de reserva legal, entre outros tantos fatores, estão influenciando de tal forma as condições dos recursos hídricos no interior do Parque que se não forem tomadas atitudes capazes de reverter esse quadro é possível que isso venha a afetar a perpetuação do modo de vida xinguano a médio e longo prazo. Desculpem o tamanho da mensagem.Grande abraço,

Por Redação ((o))eco
23 de agosto de 2005
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