Saiu nesta semana na Nature Geoscience um estudo do pesquisador holandês Guido van der Werf sugerindo que as emissões provenientes de desmatamento podem ser menores do que se pensava. Isso deve ter um impacto especial sobre a expectativa de obtenção de fundos pelos mecanismos de Redd (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação).
Com base em pesquisas realizadas nos anos 80 e 90, pesquisadores que formaram o grupo de trabalho I do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) estimaram que 20% das emissões de gases de efeito estufa venham do desmatamento. Agora, o novo estudo baixa essa porcentagem para 12%, embora a equipe liderada por van der Werf admita variações anuais desta nova estimativa. Além da revisão dos números antigos, o uso aprimorado de satélites tem revelado diferenças de densidade das florestas, o que traz conseqüências na quantidade de gases emitidos em caso de desmatamento ou degradação.
O cuidado dos pesquisadores foi não tirar a importância do desmatamento florestal, ainda mais às vésperas de um acordo climático pós-Quioto. “Mesmo com nossas estimativas revisadas representam emissões substanciais e em cerca de 30 países, incluindo Brasil, Bolivia, Mianmar e Zambia, desmatamento e degradação florestal são as maiores fontes de gás carbônico”, assegura o estudo.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Inscrições para segunda turma do curso de Jornalismo Ambiental abrem na segunda-feira (13)
Formação de ((o))eco oferece aulas online, encontros ao vivo e foco em cobertura socioambiental, com destaque para a Amazônia →
Nova presidente da Funai é empossada no último dia do ATL 2026
Posse de Lúcia Alberta ocorre na plenária principal do ATL, em Brasília, com presença de lideranças indígenas, autoridades federais e anúncio de medidas →
Está na hora de transformar a merda em adubo, literalmente
Integrar saneamento e restauração não é apenas uma inovação técnica, é uma mudança de paradigma. Significa criar cadeias produtivas baseadas na circularidade →
