Reportagens

Desmate e degradação

Imazon divulga dados de desmatamento e degradação florestal para Amazônia Legal. Em setembro, desmate caiu 33% em relação ao mesmo período do ano passado.

Redação ((o))eco ·
5 de novembro de 2009 · 16 anos atrás
Em vermelho, desmatamento em setembro de 2009. Em azul, degradação em agosto e setembro. (fonte: Imazon) Clique para ampliar.
Em vermelho, desmatamento em setembro de 2009. Em azul, degradação em agosto e setembro. (fonte: Imazon) Clique para ampliar.

Um dia depois do INPE ter divulgado os números do desmatamento na Amazônia registrados pelo sistema Deter, o Imazon anuncia seus dados de desflorestamento a partir do sistema SAD (Sistema de Alerta de Desmatamento) relativos ao mesmo período, setembro de 2009. Enquanto o INPE identificou 400 km2 de desmate na Amazônia Legal, o Imazon aferiu um número inferior, 216 km2, o que representa uma queda de 33% em relação ao mesmo período do ano passado. A diferença sensível nos números se dá, entre outras razões, porque este total equivale ao que foi registrado como desmatamento (corte raso), sem contar as áreas que sofreram degradação (destruição não completa da floresta).

A respeito somente às áreas em processo de degradação, em agosto e setembro houve 202 km2 de zonas afetadas, o que representa uma média mensal de 101 km2. Pelo SAD, enquanto Mato Grosso aparece apenas em 4º lugar em relação ao índice de desmatamento, atrás do Pará (29%), Rondônia (23%) e Amazonas (22%), o estado de Blairo Maggi figura na 1ª colocação no quesito degradação (42%).

Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



O desmatamento em agosto e setembro de 2009 foi 16% mais elevado do que nos mesmos meses de 2008 na Amazônia Legal. Em termos relativos, esse aumento foi mais expressivo no Acre (+149%), Rondônia (+84%), Amazonas (+47%), Roraima (+37%), e Pará (+10%). Em Mato Grosso, houve redução de 33%. Setenta e dois por cento do desmate ocorreu em áreas privadas ou de posse. O resto foi identificado em assentamentos (18%), unidades de conservação (7%) e terras indígenas (3%). Neste mês, a Floresta Nacional do Jamanxim não foi destaque de desmatamento, efeito da presença de forças de fiscalização na região. As maiores agressões às áreas protegidas ocorreram na Floresta Extrativista estadual Rio Preto/Jacundá (RO), na Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, na Terra do Meio (PA), Terra Indígena Pacaás-Novos (RO), Maraiwatsede (MT) e Jacareúba/Katawixi (AM).

Segundo a avaliação do Imazon, do total de desmate detectado em setembro de 2009, apenas 7% podem ter ocorrido em meses anteriores por estarem situados em áreas cobertas por nuvens. Por causa de um sistema de validação com imagens de resolução fina, em setembro o Imazon conseguiu confirmar 80% do desmatamento registrado pelo SAD com imagens Landsat. Os outros 20% não puderam ser validados por causa das nuvens.

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Salada Verde
10 de abril de 2026

Inscrições para segunda turma do curso de Jornalismo Ambiental abrem na segunda-feira (14)

Formação de ((o))eco oferece aulas online, encontros ao vivo e foco em cobertura socioambiental, com destaque para a Amazônia

Salada Verde
10 de abril de 2026

Nova presidente da Funai é empossada no último dia do ATL 2026

Posse de Lúcia Alberta ocorre na plenária principal do ATL, em Brasília, com presença de lideranças indígenas, autoridades federais e anúncio de medidas

Análises
10 de abril de 2026

Está na hora de transformar a merda em adubo, literalmente

Integrar saneamento e restauração não é apenas uma inovação técnica, é uma mudança de paradigma. Significa criar cadeias produtivas baseadas na circularidade

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.