Documentarista alemão percorre a região que será afetada pela construção de Belo Monte e ouve os anseios da população local
Curioso para conhecer a Amazônia e, com sua câmera, registrar a mobilização dos povos indígenas, o documentarista alemão Martin Kessler, de 57 anos, aproveitou a ocasião do Fórum Social Mundial em 2009 que ocorreu na cidade de Belém, no Pará, para documentar como vive a população que será afetada pela construção da terceira maior hidrelétrica do mundo, a usina Belo Monte, no rio Xingu.
E a partir daí produziu o documentário de 93 minutos “Um outro mundo é possível – Luta pela Amazônia” que, até o dia 21 de janeiro, será exibido em cinco cidades brasileiras. Além de Brasília, o documentário sobre o mega empreendimento de Belo Monte também será exibido no Rio de Janeiro (12 de janeiro), São Paulo (15), Barcarena a 15 quilômetros de Belém (17) e, em Altamira (21).
Kessler se entranhou na região para investigar o sistema lucrativo relacionado à energia e ao alumínio. Conversou com pescadores artesanais, com metalúrgicos alemães e brasileiros, estabelecendo conexões entre as entrevistas e a crise financeira internacional. Para Kessler, lutar pela preservação do meio-ambiente é também defender a ideia de que um outro mundo é, de fato, possível. Um mundo que não se trate em maximizar lucros, mas sim em naturalizar economia e vida, conservando dessa forma o planeta. No documentário, Kessler vê como modelo o que a população indígena vem praticando há séculos.
Leia também
Pesquisadores registram orquídea inédita no litoral do Paraná
Espécie é endêmica da Mata Atlântica, mas antes só fora vista na região sudeste do país; Exemplar foi encontrado no Parque Nacional Saint-Hilaire/Lange →
Seis lições da COP30 para 2026
Entre todas as conferências que acompanhei, nenhuma se aproximou do que vimos em Belém no que diz respeito à participação da sociedade. A cidade respirou e transpirou COP30 →
PSOL e Apib acionam STF contra leis que desmontam o licenciamento ambiental
As entidades afirmam que as normas ampliam isenções, permitem autolicenciamento e enfraquecem o controle técnico do Estado sobre obras com potencial de dano socioambiental →





