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Fragilidade ambiental em SC

As chuvas incomuns em Santa Catarina não trouxeram à tona somente o descaso ambiental que ajudou a agravar a “catástrofe natural”. Elas também colocaram em xeque a viabilidade ambiental do Projeto Anitápolis, que prevê a abertura de uma mina de fosfato nas cabeceiras dos rios Braço do Norte e Pinheiros. A Prefeitura de Anitápolis, no sudoeste do estado, disponibilizou em seu site fotos do que restou do município depois das  enxurradas, o que, segundo o biólogo catarinense Jorge Albuquerque, sugere a fragilidade do solo nas encostas da cidade. “A remoção da cobertura florestal nas encostas da Serra do Rio Pinheiros, que em si já é um crime ambiental, por estar destruindo uma área de Floresta Atlântica situada em uma Área de Preservação Permanente, somados à lavra e seus terraços, exporá o solo às intempéries e, em uma situação como a que estamos vivenciando, ofereceria um imenso risco”, diz o pesquisador em seu site. Além de não suportarem chuvas como as que estão ocorrendo no estado, Albuquerque ainda argumenta que enchentes e desmoronamentos poderiam lançar grandes quantidades de cádmio do rejeito da mineração na bacia do Braço do Norte. A obra é investigada pelo Ministério Público Federal. O projeto está sendo tocado pela Indústria de Fosfatados Catarinense Ltda, empresa formada pela união da Bunge com Yara Brasil.

Salada Verde ·
1 de dezembro de 2008 · 17 anos atrás
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