Em ofício endereçado ao presidente do Ibama Roberto Messias, o governo de Rondônia levanta novas questões sobre o conturbado licenciamento da usina hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, maior afluente do Amazonas. Confira o documento aqui. Entre as falhas cometidas pelo consórcio Enersus (Suez, Eletrosul, Chesf e Camargo Corrêa), está a falta de pedido para inundação da Floresta Estadual de Rendimento Sustentável do Rio Vermelho, ausência de estudos sobre o real tamanho da área a ser alagada (o governo estadual aponta mais de dez quilômetros quadrados), além da falta de outros documentos e desrespeito à legislação. Todos motivos suficientes para a não concessão das licenças para início das obras, o que o Ibama já fez. Ministérios públicos Federal e Estadual já recomendaram a suspensão das licenças, inclusive pela mudança em cerca de nove quilômetros no local da barragem, sem novos estudos de impacto ambiental.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Economista sugere criação de ‘pix climático’ para famílias afetadas por enchentes e deslizamentos
Proposta surgiu durante encontro promovido pela ong RioAgora.org, que reuniu especialistas para debater propostas para os candidatos ao governo do RJ →
O que está em jogo com a crise da moratória da soja
STF convoca audiência de conciliação em abril, em meio ao enfraquecimento do acordo que ajudou a conter o desmatamento na Amazônia nas últimas duas décadas →
Plano de bioeconomia aposta em metas ambiciosas até 2035
MMA publica resolução da Comissão Nacional de Bioeconomia que define objetivos para crédito, restauração e uso sustentável da biodiversidade →

