A redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), medida adotada pelo governo em dezembro passado para conter os efeitos da crise econômica, trouxe resultados ótimos para o mercado, mas péssimos para o meio ambiente.
A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) confirmou hoje que as vendas no primeiro semestre do ano alcançaram 1,45 milhão de veículos, o que perfaz um aumento de 4% em relação ao mesmo período de 2008. Ao somar as vendas de todos os veículos de passeio e comerciais leves desde que o governo cortou o IPI, a conta chega a 1,6 milhão de automóveis a mais nas ruas – 90% do tipo bicombustível.
Com esses números, já dá para se ter uma idéia do estrago ambiental.
Renato Linck, gerente de Engenharia Automotiva da Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental (Cetesb), e o engenheiro Olímpio Álvares Júnior, criaram uma metodologia para calcular a poluição veicular. Eles estimaram que em média 186 gramas de Dióxido de Carbono (CO2) são emitidas por quilômetro por veículos de passeio.
Aplicando o porcentual apenas às vendas realizadas no primeiro semestre, chega-se a um crescimento de aproximadamente 6 milhões de toneladas nas emissões anuais nacionais de gases estufa.
A base dos cálculos feitos por O Eco foram os 22 mil quilômetros rodados anualmente pela frota na região metropolitana de São Paulo, aplicados aos modelos de carros mais vendidos no país.
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