Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Abras – Associação Brasileira de Supermercados e Grupo Pão de Açúcar assinam nesta segunda (3) um acordo para padronizar os testes que detectam resíduos de agrotóxicos em alimentos. A idéia é disparar um movimento para que o maior número possível de supermercados adote o modelo oficial de análises, ampliando a base de dados da agência e futuramente rastreando os alimentos mais contaminados até sua origem, nas lavouras.
O programa governista que mede resíduos de agrotóxicos nos alimentos analisa 160 substâncias em produtos coletados nas redes varejistas. Atualmente, apenas Alagoas está de fora da iniciativa.
O Pão de Açúcar tem um programa piloto para testes desde junho de 2007, verificando resíduos em frutas, legumes e verduras que comercializa. As análises envolvem todos os fornecedores de todas as lojas do grupo. A empresa chegou a contratar agrônomos para verificar e orientar produtores em campo. “O objetivo é ampliar esse tipo de iniciativa”, disse Daniela Jorge, da área de agrotóxicos da Anvisa.
Reunindo os principais grupos do setor, a Abras tem todo o interesse em levar as avaliações de resíduos tóxicos às grandes redes, inclusive porque alimentos contaminados vendem menos. “Queremos criar um modelo comum de análises para o empresariado mercadista, com baixo custo, e sempre em conformidade com a defesa dos consumidores”, disse Sussumo Honda, presidente da entidade.
Saiba mais:
Na pressão por mais agrotóxicos
Venenos ilegais no Sul
Articulação sobre uso de agrotóxicos
Monopólio de agrotóxicos
Leia também
Peixes do rio Doce continuavam contaminados quatro anos após desastre de Mariana
Análise abrangente realizada em 2019 detectou o acúmulo de 13 metais pesados e outras substâncias tóxicas, desaconselhando o consumo por riscos à saúde humana →
Maior cajueiro do mundo vira unidade de conservação no Rio Grande do Norte
O Monumento Natural Estadual Cajueiro de Pirangi garante a proteção da árvore gigante, ponto turístico da praia de Pirangi do Norte, em Parnamirim →
Ibama desmantela esquema de madeira ilegal no Pará e aplica mais de R$ 15 milhões em multas
Fiscalização em Altamira e Uruará identificou serrarias irregulares, descumprimento de embargos e indícios de extração em terras indígenas e áreas protegidas →




