As audiências públicas realizadas para o licenciamento da hidrelétrica de Belo Monte são insuficientes. A decisão da Justiça Federal em Altamira anunciada hoje foi baseada em pedido do Ministério Público Federal e Estadual do Pará. Assim, o licenciamento da polêmica usina é interrompido até que sejam promovidas novas reuniões, como têm pedido a população, entidades civis e pesquisadores.
Em sua decisão, o juiz Edson Grillo descartou alegações do Ibama e da Eletronorte, de que as quatro audiências feitas até agora são suficientes. A obra atingirá algumas localidades distantes centenas de quilômetros das sedes municipais.
“A audiência pública não pode ser considerada, como sustentam os requeridos, mero ato ritualístico encartado no procedimento de licenciamento ambiental. Deve ostentar a seriedade necessária, a fim de que possa fielmente servir à finalidade para a qual foi criada que, no caso presente, é informar custos, benefícios e riscos do empreendimento, propiciando o debate franco e profundo com as populações envolvidas”, escreveu.
O governo havia marcado o leilão do empreendimento para 21 de dezembro.
Saiba mais:
Da inviabilidade de Belo Monte
Belo Monte, goela abaixo não
Carnaval na floresta
Leia também

Ações humanas já prejudicam as variedades de vida no mundo todo
Estudos também mostram perdas de diversidade em florestas e alimentos, bem como dependência versus impactos industriais →

O papel das mulheres no combate à crise climática
Clima também é questão de gênero – Podcast Planeta A aborda como os impactos das mudanças climáticas atingem homens e mulheres de forma diferente →

O que é Adaptação Climática
Conheça o significado da expressão “adaptação climática” e como ela acontece na prática →