Balanço do Ministério Público Federal (MPF) mostra que foram ajuizadas 608 denúncias sobre trabalho escravo no Pará entre 1990 e o ano passado. A maioria delas (418) no sudeste do estado, seguido pelas regiões de Belém e Castanhal (114), Altamira (51) e Santarém (25). Esse tipo de “trabalho” está normalmente associado a desmatamento e outras formas de destruição do meio ambiente e é exercido em péssimas condições de higiene, alimentação e moradia, com jornadas exaustivas. Em alguns casos, há a chamada “servidão por dívida”, quando os empregados são obrigados a adquirir alimentos e equipamentos de trabalho com o próprio empregador, acumulando dívidas que nunca conseguem pagar. As condenações mais recentes foram publicadas na última semana, quando o juiz federal Carlos Henrique Borlido Haddad (Marabá) condenou nove pessoas por crimes cometidos em fazendas nos municípios de Cumaru do Norte, Itupiranga, Rondon do Pará, São Domingos do Araguaia, São Félix do Xingu e Jacundá. O Pará é um dos líderes em fazendas na “lista suja” do trabalho escravo, que pode ser conferida aqui.
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