Imagens gravadas por um morador mostra o tamanho do estrago feito pelas águas. O motorista Juliano Rossler estava em casa quando ouviu o barulho de árvores quebrando e registrou, da varanda, a água arrastando árvores, tubulações e levando lama, muita lama.
Uma represa da empresa Mineração CRS em Analândia, interior de São Paulo, se rompeu no começo da tarde do dia 18 em consequência do acúmulo da água das chuvas. A força da água provocou o rompimento de três tanques e o vazamento de um volume ainda não estimado de lama e um caminho de destruição por onde passou, segundo informações divulgadas pela Companhia ambiental do Estado de São Paulo (CETESB).
Um trecho de 20 metros da rodovia que liga Analândia a cidade de Corumbataí foi destruído. A correnteza arrastou uma tubulação que havia no local a quatro quilômetros de Analândia, levando parte do aterro de 10 metros de altura.
Toda a água da represa e um grande volume de terra foram carregados para o rio Corumbataí, que abastece cidades da região. A Estação de tratamento de água do município de Rio Claro teve que ser interrompida. 60% dos moradores ficaram sem água. A situação do abastecimento de água voltou a se normalizar hoje, segundo o jornal cidade, de Rio Claro.
O rompimento da represa levou a um aumento muito grande do volume das águas do Córrego dos Veados, um dos afluentes do Corumbataí. O impacto ambiental do acidente foi grande e afetou principalmente a mata ciliar, que foi arrancada pela enxurrada.
Segundo a Defesa Civil ninguém ficou ferido com o acidente, mas pelo menos um cavalo e outros animais morreram afogados.
Hoje, homens e máquinas trabalhavam na construção de uma ponte improvisada para restabelecer o tráfego, que estava sendo desviado para a rodovia Washington Luís, por Corumbataí.
A CETESB, informou através de nota que está esperando a conclusão do atendimento para avaliar as causas do acidente e a extensão dos impactos ambientais, inclusive o volume de material vazado, para definir possíveis autuações e as medidas a serem tomadas pela empresa para evitar novas ocorrências. (Daniele Bragança)
Leia também
Autogestão comunitária como princípio de Justiça Ambiental
Livres consultas recíprocas estabeleceram benefícios econômicos para todos, que assumem práticas ambientalmente corretas sem sacrificar individualidade alguma →
Por que forçar as pessoas a adotar práticas ecológicas pode sair pela culatra
Um novo estudo revela um dilema para a política climática: as pessoas não gostam quando dizem a elas o que fazer →
Saúde na Amazônia precisa ser redesenhada diante da crise climática, defendem pesquisadores
SUS na Amazônia precisa se adaptar às mudanças climáticas, incorporando saberes tradicionais, indicadores locais e estratégias de cuidado ajustadas ao território, apoiam →




