Salada Verde

Avalanche de votos aprova MP que altera UCs na Amazônia

Deputados aprovam por 229 a 47 medida provisória que muda os limites de 8 áreas de conservação ambiental. Matéria segue agora para o Senado.

Daniele Bragança ·
16 de maio de 2012 · 14 anos atrás
Salada Verde
Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente

A MP 558 foi a primeira do ano a ser editada pelo Governo Dilma ─ publicada no Diário Oficial no dia 06 de janeiro. Ontem, ela foi confirmada na Câmara dos Deputados que a aprovaram por 229 votos a 47, com 3 abstenções. A Medida Provisória 558 altera os limites de 8 unidades federais de conservação, todas dentro da Amazônia Legal.

O objetivo das mudanças nos limites das áreas é atender aos interesses do Ministério de Minas e Energia para a construção do Complexo Hidrelétrico Tapajós e do Ministério dos Transportes, para a retomada das obras da polêmica BR-163, que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA).

Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



O texto na Câmara foi modificado pelo relator, deputado Zé Geraldo (PT-BA), que acrescentou alterações à Floresta Nacional do Tapajós, que teve duas áreas excluídas em um total de 17.851 hectares. Agora, a MP será encaminhada para votação no Senado.

Os partidos que votaram contra a Medida Provisória 558 foram o PSDB (dos 28 deputados presentes, só 3 votaram a favor), o PSOL e o bloco PV e PPS. A lista completa de como votaram os deputados pode ser vista no site da Câmara.

A maior parte das Unidades afetadas está localizada no Pará. A lista completa é:

  • Parque Nacional da Amazônia
  • Parque Nacional dos Campos Amazônicos
  • Parque Nacional Mapinguari
  • Floresta Nacional de Itaituba I
  • Floresta Nacional de Itaituba II
  • Floresta Nacional do Crepori
  • Área de Proteção Ambiental do Tapajós
  • Floresta Nacional do Tapajós


Veja abaixo as principais mudanças nas áreas das UC’s:
(Clique nos mapas para fazer o download de uma versão ampliada em PDF)

Parque Nacional da Amazônia
O Parque Nacional da Amazônia perde 46.276 hectares de área que será dividida entre o estabelecimento de Projetos de Assentamento Sustentáveis, a serem criados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA e área que será alagada para a construção da usina São Luiz do Tapajós.

  • Daniele Bragança

    Repórter e editora do site ((o))eco, especializada na cobertura de legislação e política ambiental. →

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Reportagens
23 de outubro de 2026

Integração de cadastros proposta por Flávio pode beneficiar produtores dos EUA e da Argentina

Especialistas alertam que a medida pode comprometer a rastreabilidade da produção rural, a confiança de compradores internacionais e o acesso do Brasil a mercados externos →

Análises
23 de outubro de 2026

O país que queremos construir passa pelos nossos parques

Reconhecer nossa vocação para o turismo de natureza é valorizar nosso patrimônio natural e transformá-lo em desenvolvimento sustentável →

Colunas
23 de outubro de 2026

Conservar a Amazônia exige cuidar de quem vive nela

A conservação ambiental somente se sustenta no longo prazo quando também melhora a vida das populações que habitam os territórios →

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Comentários 1

  1. jtruda diz:

    A tal "Frente Parlamentar Ambientalista" deveria auto-dissolver-se de vergonha depois dessa votação acachapante. Cadê o Molon pra aparecer no Jornal Nacional agora?