
Um estudo publicado pela revista Nature, nesta terça-feira (25), desvenda um mistério que durou 25 anos para os cientistas: como as nuvens de chuva na Amazônia se formam e se desenvolvem. “Para que as nuvens de chuva se formem, é preciso que existam partículas em suspensão – os aerossóis – que servem como núcleo para a formação das gotas”, afirma o físico Paulo Artaxo, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP) e um dos autores da pesquisa. Artaxo diz que as partículas que permitem a formação das chuvas se formam na alta atmosfera, a cerca de 15 quilômetros do solo, e não onde ele e outros estudiosos pensavam. A descoberta só foi possível devido à utilização do avião científico a jato, de longo alcance, que atinge até 18 quilômetros de altitude e ao Green Ocean Amazon (GoAmazon), projeto internacional que mapeia as emissões urbanas na atmosfera da floresta.
Fonte original: Estadão
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Depois do desmonte, reconstruir a governança ambiental paulista
Reconstruir a governança ambiental do estado passa por resgatar uma trajetória de referência em planejamento ambiental, gestão dos recursos hídricos e construção institucional →
ABRAMPA propõe instrumentos econômicos para garantir recursos às Unidades de Conservação
Nota técnica reúne mecanismos previstos em lei para ampliar o financiamento das UCs e garantir recursos para regularização fundiária, gestão e manutenção das áreas protegidas →
Proposta de UC para muriquis no Paraná avança, mas é flexibilizada
Após uma década de estudos, os ameaçados muriquis do Paraná podem ganhar área protegida ainda este ano, porém não de proteção integral, como pleiteavam os pesquisadores →


Amazonia que não é mais do Brasil, triste realidade.
Faltou um link para o estudo, mesmo que seja apenas para o resumo e paywall.
Obrigada pela resposta.:)
O que foi falado na enquete não foi satisfatório para mim. Não me responde a pergunta que está no título.