O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou, nesta quinta-feira (6), durante a Cúpula dos Líderes da COP30, em Belém, a mobilização de R$ 7 bilhões destinados à conservação, recuperação e manejo de florestas em todos os biomas brasileiros. Segundo o presidente do Banco, Aloizio Mercadante, trata-se do maior investimento da história do BNDES no setor florestal, combinando crédito, garantias, fundos reembolsáveis e não reembolsáveis. O volume de recursos equivale ao plantio de 283 milhões de árvores, à geração de 70 mil empregos e à captura de 54 milhões de toneladas de CO₂, o equivalente a três anos sem carros em circulação na cidade de São Paulo.
As ações estão reunidas na plataforma BNDES Florestas, que consolida programas como Floresta Viva, Arco da Restauração, Restaura Amazônia e ProFloresta+, além de linhas de crédito do Fundo Clima e projetos de inovação em parceria com universidades e empresas públicas. Somente o Fundo Clima já contratou R$ 1,9 bilhão em crédito para 14 projetos de restauração e manejo de espécies nativas, alavancando R$ 5,7 bilhões em investimentos privados. “Estamos transformando o Arco do Desmatamento no Arco da Restauração”, afirmou Mercadante, ao destacar o potencial do país em liderar a economia verde.
Na Amazônia, o programa Arco da Restauração, lançado na COP28 em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), já mobilizou R$ 2,4 bilhões em recomposição florestal. O Restaura Amazônia, financiado com recursos do Fundo Amazônia e da Petrobras, apoia projetos agroflorestais em terras indígenas, assentamentos e unidades de conservação. As iniciativas incluem a criação de viveiros, redes de sementes e contratos de carbono que dão sustentabilidade econômica às ações de restauração ecológica e produtiva.
Com a ampliação dos investimentos, o BNDES se posiciona como um dos principais agentes da transição ecológica brasileira, articulando conservação ambiental e desenvolvimento econômico. “O restauro florestal é uma solução baseada na natureza que captura carbono, recupera a biodiversidade e gera renda local. O Brasil tem tudo para ser o maior polo de restauração do planeta”, concluiu Mercadante.
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