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Maior cajueiro do mundo vira unidade de conservação no Rio Grande do Norte

O Monumento Natural Estadual Cajueiro de Pirangi garante a proteção da árvore gigante, ponto turístico da praia de Pirangi do Norte, em Parnamirim

Duda Menegassi ·
9 de janeiro de 2026
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Com o título de maior cajueiro do mundo, a árvore frutífera gigante que virou ponto turístico na praia de Pirangi do Norte, em Parnamirim, Rio Grande do Norte, agora possui proteção integral. O decreto de criação do Monumento Natural Cajueiro de Pirangi foi assinado no final de dezembro, pela governadora potiguar, Fátima Bezerra (PT), com uma área de 8.497,54 m² que engloba toda a árvore recordista, que possui um perímetro estimado em cerca de 500 metros.

Além de garantir a proteção do cajueiro secular, o monumento natural tem como objetivo estimular a pesquisa científica, promover atividades de educação ambiental e proteger a fauna local, com destaque para duas espécies ameaçadas de extinção: o lagartinho-do-foliço (Coleodactylus natalensis) e a cobra-de-duas-cabeças (Amphisbaena heathi). A unidade de conservação também visa fomentar o turismo sustentável e impulsionar a economia local. 

O recém-criado Monumento Natural Estadual Cajueiro de Pirangi. Foto: João Vital

A assinatura de criação da 12ª unidade de conservação estadual potiguar (decreto nº 35.203/2025) foi feita durante o evento de aniversário de 137 anos do cajueiro gigante, realizado no dia 20 de dezembro. “O Cajueiro de Pirangi não é apenas um patrimônio natural, mas um símbolo da nossa cultura e da nossa história. Ao transformá-lo em Unidade de Conservação, garantimos proteção legal, gestão adequada e a preservação desse bem para as futuras gerações”, afirmou a governadora Fátima Bezerra durante a solenidade.

O Cajueiro de Pirangi foi oficialmente reconhecido pelo Guinness Book (vulgo o livro dos recordes) em 1994, como o maior cajueiro do mundo, com uma área de aproximadamente 9 mil metros quadrados. O tamanho da árvore ocorre devido a uma anomalia genética que faz com que os seus galhos cresçam lateralmente e, ao tocarem no solo, criem novas raízes e continuem crescendo.

  • Duda Menegassi

    Jornalista ambiental especializada em unidades de conservação, montanhismo e divulgação científica.

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