Um dos maiores impactos das estradas abertas por madeireiras nas florestas tropicais africanas é permitir acesso a caçadores comerciais que eliminam tudo o que se move, de elefantes e gorilas a ratos-gigantes-da Gâmbia para abastecer os mercados de carne em países como o Cameroon, Congo, Gabon e República Centro Africana. O apetite da crescente população africana por carne de animais selvagens é uma das principais causas do colapso de espécies como gorilas, chimpanzés, drills e vários antílopes. Por aqui, a extensão da caça “de subsistência” e comercial é reconhecidamente enorme e já causou a extinção de espécies como os queixadas do Parque Nacional do Iguaçu, onde mais atenção foi dada a lojinhas de souvenirs do que a evitar a perda de espécies.
Saiba mais:
Somem catetos e queixadas, onças também
Tragédia anunciada no Parna do Iguaçu
Vida nova em Foz do Iguaçu
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Avanço de pastos e lavouras aumenta acidentes em rodovia de São Paulo
Estudo liga a perda de áreas naturais a mais de 1,4 mil acidentes com mamíferos em uma das rodovias mais importantes de São Paulo →
Para conservar a biodiversidade (de verdade) é preciso atuar com base em evidências
Reunidos na UCBio, pesquisadores demonstraram que as Unidades de Conservação são instrumentos estratégicos e insubstituíveis, cuja existência depende de um pacto entre ciência, políticas públicas e sociedade →
Ex-ministros apontam Congresso como maior obstáculo à agenda das UCs
"Nosso dilema hoje está situado no Congresso Nacional", afirma ex-ministro do Meio Ambiente, José Carlos de Carvalho, durante palestra na UCBIO ao lado da também ex-ministra Izabella Teixeira →
