Como O Eco mostrou, Estados Unidos, Austrália e Portugal descobriram que transformar linhas férreas abandonadas em trilhas é uma ótima alternativa, com grande aceitação entre seus habitantes. Na Espanha, não é diferente. O programa Vías Verdes (vídeo acima) já converteu 1.700 quilômetros de antigos roteiros de trem em ótimos espaços para pedalar, caminhar, correr e patinar. E a malha não pára de crescer, apoiada por uma população ávida em conhecer e apreciar sua terra.
Naquele país da Península Ibérica, havia em 1993 um total de 7.600 quilômetros de vias que já não serviam à passagem de trens. A iniciativa de transformá-las em espaços públicos de lazer e turismo começou com o Ministério de Obras públicas e agora está a cargo do Ministério do Meio Ambiente, com parceria de governos locais e de empresas públicas e privadas do setor ferroviário. Mais informações sobre as Vías Verdes espanholas aqui.
Aqui no Brasil, dos atuais quase 29 mil quilômetros de malha ferroviária, menos de onze mil são explorados, conforme a Agência Nacional de Transportes Terrestres. Nos anos 1950, a rede de trilhos chegou a ter 37 mil quilômetros de extensão. Hoje atende basicamente ao transporte de cargas.
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