O mesmo magistrado que em 8 de abril deste ano declarou que o Parque Nacional de Ilha Grande (PR) estava caduco porque não havia conseguido fazer regularização fundiária voltou atrás no dia 17 de agosto após as apelações da área ambiental do governo. O juiz Nicolau Konkel Junior reconheceu que se a decisão de suspender o parque fosse adiante, poderia causar “dano irreparável ao Ibama”. Acontece que, na prática, os quatro meses de vigência da decisão foram suficientes para causar impactos negativos à unidade de conservação. Ilhéus e ex-ilhéus que reivindicam posse de parte do parque ainda acreditam que o Ilha Grande não existe mais como área protegida. “Isso deu força ao movimento de resistência à saída das ilhas, que estava mais fraco”, disse o chefe do parque Romano Pulzzato.
Relembre o caso:
Como embrulhar um parque de papel – Marcos Sá Corrêa
Displicência gera nulidade – Maria Tereza Jorge Pádua
Quando um parque fica caduco – Andreia Fanzeres
Leia também
Borboletas e formigas: um ensaio sobre jardins e ciclos
A vida em comunidade envolve relações de cuidado, mas também conflitos, riscos e ambiguidades. A cooperação é fundamental, mas não significa harmonia perfeita. E, essa lógica não é exclusiva para o mundo dos insetos →
A esperada queda da SELIC e o maior ativo do século XXI
Nos territórios, onde as veias seguem abertas e pulsam o sangue e a alma das cidades e de seus habitantes, milhares de pessoas sofrem os efeitos das decisões sobre investimentos →
Funbio lança chamada para expansão de unidades de conservação municipais
Entidade convida instituições a apresentarem projetos para Unidades de Conservação (UCs) nos biomas Caatinga, Pampa e Pantanal; inscrições vão até 30 de março →



