Último sábado (3) driblei o “vício” pelas montanhas fui conhecer a Gruta dos Ecos, em Cocalzinho, Goiás. Como a caverna está interditada desde 2001 devido ao turismo detonador que vinha sofrendo, fomos acompanhados pelo chefe do Cecav, Jocy Brandão, outros servidores do ICMBio e pelo espeleólogo Alexandre Lobo, pilotando câmeras e outros equipamentos para jogar luz na escuridão. Obra do destino, chegamos ao local que dá acesso à boca da caverna e topamos com um microônibus. Ali já encontramos do outro lado da cerca da fazenda quase duas dezenas de pessoas (foto abaixo), incluindo alunos, um professor e um guia de uma agência de turismo, todos de Anápolis, também em Goiás. Sem autorização para visitar o local e sem equipamentos adequados, alguns trajavam bermudas, tênis baixos e portavam pequeninas lanternas, o grupo pode apenas percorrer parte da trilha, observar a entrada da gruta e retornar. Professor e guia insistiram na visita, mas foram dissudiadidos pelo chefe do Cecav. Ficou claro no “debate” que o guia sabia da proibição, mas tem levado visitantes ao local. O motorista também deixou claro que aquela não era a primeira vez que fazia o trajeto. O problema é recorrente no Brasil, onde agências de turismo vendem pacotes para locais proibidos com a desculpa de que, assim, ajudam a preservar e conscientizar a população. Bobagem. Muitas vezes colocam em risco visitantes desavisados e causam sérios impactos aos atrativos. Realidade que precisa ser transformada, também com maior presença dos órgãos públicos.

Leia também
Rio adia votação de projeto que concede áreas verdes para a iniciativa privada
Projeto de autoria do vereador Pedro Duarte (PSD) pretende mudar a Lei Orgânica do Município; medida permite concessões por até 35 anos →
BBB do mundo animal – onça pintada desfila para câmeras no Parna Iguaçu
Cacira, uma fêmea provavelmente com filhote ainda em fase de amamentação, foi registrada passando em frente à sede do parque. Vem dar uma espiadinha! →
Quem escreveu as regras do Alto-Mar?
Novo tratado da ONU mostra que a América Latina não foi apenas espectadora, mas atuou de forma decisiva na construção de uma governança mais inclusiva para o oceano →



