Reportagens

As pedras da devastação

Imagens da ocupação no final dos anos 70 mostram o que hoje parece peça de ficção: floresta onde agora só existe pastagem. O corte começou com pioneiros do Sul atrás de diamantes.

Redação ((o))eco ·
4 de agosto de 2008 · 18 anos atrás

Numa cidade em que as faculdades particulares propagandeiam a existência de professores em sala de aula como chamariz para novas matrículas, a biblioteca municipal recebe poucos visitantes. Os que se interessam pelo seu acervo não encontram muitos registros em escrito sobre os recém completados 26 anos de emancipação de Juína, no noroeste de Mato Grosso. Felizmente, as fotos revelam de maneira quase chocante os caminhos que fizeram este município hoje constar entre os 36 que mais desmatam a Amazônia Legal, segundo avaliação do governo federal.

A exemplo de muitas outras cidades mato-grossenses que também fazem parte da lista, a história de Juína revela que economia madeireira e da pecuária só tiveram condições de se desenvolver graças à intensa movimentação dos garimpos de diamantes. Dos rios desta região saíram algumas das maiores pedras já exportadas pelo Brasil, num comércio voraz que ceifou vidas e florestas.

Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



 

 

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Análises
10 de junho de 2026

Mutirão 2: o inimigo não é outro

Por um errante minuto, a qualidade da imaginação do cinema carioca me faz desejar que o setor climático aprenda a mobilizar a opinião pública com o marketing do setor de segurança

Análises
9 de junho de 2026

A corrida maluca do financiamento climático

Para cada dólar investido na natureza, outros 30 financiam sua destruição. No total, US$ 7,3 trilhões em fluxos financeiros dos setores público e privado têm impacto negativo direto na natureza

Salada Verde
9 de junho de 2026

Casal de ambientalistas de SC recebe prêmio por trabalho pela conservação da Mata Atlântica

1ª edição do Prêmio Miguel Milano de Conservação da Natureza reconhece o legado de Germano Woehl Jr. e Elza Nishimura Woehl, fundadores do Instituto Rã-Bugio, em Santa Catarina

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.