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Diários de motocicleta

De Sérgio GalliPaulo Bessa,Gostei muito de sua crônica "Diários de motocicleta". Finalmente alguém clama contra a tirania não só da motocicleta, mas principalmente do automóvel. Não sei dirigir, assim, todo santo dia tenho de encarar uma caminha cheia de riscos. Furar farol vermelho é praxe, mais do que isso, para que é uma vitória para os motoristas. Já que você fala em idade média, quem sabe se a volta do empalamento resolveria. Vamos acabar com o automóvel antes que ele acabe conosco, pois as cidades estão reféns do automóvel e as pessoas, escravas.Tomo a liberdade de mandar em anexo uma crônica minha sobre o assunto publicada no sítio www.anjosdeprata.com.br.Cordialmente,Clique aqui para ler esta carta na íntegra.Resposta do autor:Prezado Sérgio, Grato pela leitura do artigo. Temos que dar aos veículos motorizados o valor que eles têm. Isto é, meios de transporte. Não podemos deixar que eles ditem as regras de nosso modo de vida. Na cidade do Rio de Janeiro cometeu-se o equívoco de acabar com os bondes e, hoje, não temos transportes de massa e os carros não conseguem circular em função dos engarrafamentos. Tivéssemos mantido os bondes (como nas cidades européias) adaptando-os às novas realidades, como são os TRAMS, Strassebahns e outros, melhorado o infame serviço de trens suburbanos e talvez vivêssemos um pouquinho melhor. Mas o que dizer de uma cidade que determinou o fechamento de obras para a construção de novas estações do metrô? O que dizer de uma cidade cujo metrô não passa na rodoviária, no aeroporto, no terminal de barcas? Só mesmo chorando lágrimas de esguicho.Paulo.

Redação ((o))eco ·
30 de janeiro de 2006 · 20 anos atrás

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