Análises

Conservação X Competição II

Redação ((o))eco ·
1 de novembro de 2007 · 18 anos atrás

De Milton Dines

A abordagem do artigo de João Madeira toca no ponto central dessa questão, discutindo os limites entre o público e o privado, um tanto desgastados na atualidade. O uso de áreas públicas, como as unidades de conservação, deve ser necessariamente ponderado para atender a uma variedade de demandas e de experiências positivas que promovam a aproximação da sociedade com a natureza e a disseminação da importância da conservação do ambientes naturais. Este princípio fundamental, expresso nas Diretrizes para Visitação em Unidades de Conservação, vai além da sua força expressa pela portaria ministerial que transforma estas Diretrizes em diploma legal, norteando as decisões de manejo e gestão do uso público em áreas como os Parques Nacionais e Estaduais.

Por isso, é inaceitável que se conceda a um evento de caráter comercial e privado, regalias e direito de uso de locais que não estavam franqueados ao público em geral. Se os Parques são a categoria de UC que têm o privilégio de receber o público que deseja comungar com o ambiente natural conservado, essa benesse tem que ser para todos os visitantes, e não somente para aqueles que acenam com falsas promessas de “compensação” para o privilégio confesso por esse torpe instrumento.

Leia também

Colunas
13 de fevereiro de 2026

Perigos explícitos e dissimulados da má política ambiental do Brasil

pressões corporativas frequentemente distorcem processos democráticos, transformando interesses privados em decisões públicas formalmente legitimadas

Notícias
13 de fevereiro de 2026

Transparência falha: 40% dos dados ambientais não estavam acessíveis em 2025

Das informações ambientais disponibilizadas, 38% estavam em formato inadequado e 62% desatualizadas, mostra estudo do Observatório do Código Florestal e ICV

Análises
13 de fevereiro de 2026

O Carnaval é termômetro para medir nossos avanços no enfrentamento da crise climática

Os impactos da crise climática já são um problema do presente. Medidas políticas eficazes de prevenção aos eventos climáticos extremos não podem ser improvisadas às vésperas das festividades

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.