Ontem, dia 28 de novembro, uma jovem de 21 anos foi sequestrada por uma dupla de policiais militares do 1º BPM, que a extorquiram, alivindo-a de R$ 1.700, e depois, levaram-na a passear pelas sinuosas estradas do Parque Nacional da Floresta da Tijuca onde, a pretexto de admirar uma bela vista, pararam a viatura e resolveram se desfazer da incômoda passageira. Despacharam a moça, baleando-a no rosto e empurrando-a do alto de um dos muitos penhascos que margeam a Estrada das Paineiras, segundo notícia de O Globo.
Nada de novo. Tudo continua como dantes no quartel de abrantes (nesse caso, mais precisamente, no quartel do Estácio, que o 1º BPM divide com o prestigioso Batalhão de Choque). Seria uma pena, se não fosse uma tragédia anunciada. Os sinais de apodrecimento da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, instituição bicentenária, não vêm de hoje, como escrevi em colunas anteriores.
Leia também
Decisão do STF sobre tributos na cadeia de reciclagem preocupa setor
ANAP afirma que incidência de PIS e Cofins pode elevar custos operacionais e pressionar atividades ligadas à coleta e comercialização de materiais recicláveis →
Desmatamento da Amazônia custa mais de US$ 1 bilhão por ano na conta de luz dos brasileiros
Perda de floresta reduziu chuvas, diminuiu a geração hidrelétrica e elevou os custos da eletricidade no país, diz estudo →
Chuvas extremas no Sudeste e a urgência de conservação da natureza
Investimentos em medidas de prevenção de desastres podem gerar economias de até 15 vezes superiores aos gastos destinados à recuperação após eventos climáticos extremos →


