Notícias
26 de janeiro de 2006

Enquanto isso…

Uma equipe técnica do Ministério do Meio Ambiente se mandou para a Bahia. Ela foi estudar 18 áreas de Mata Atlântica candidatas a virarem unidades de conservação. São regiões ambicionadas por criadores de camarão e o mercado imobiliário.

Por Redação ((o))eco
26 de janeiro de 2006
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26 de janeiro de 2006

Enjaulados

Denúncia anônima levou à descoberta de um zoológico ilegal a 20km de Belém, no Pará. Mais de 100 animais eram mantidos em cativeiro e suspeita-se que seriam vendidos por traficantes.

Por Redação ((o))eco
26 de janeiro de 2006
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26 de janeiro de 2006

Solta

O máximo que aconteceu com a proprietária do zoológico clandestino foi ser multada em 500 reais por animal apreendido. Caso seja confirmada a existência de espécies ameaçadas de extinção no local, a multa pode subir para 5 mil reais. E só.

Por Redação ((o))eco
26 de janeiro de 2006
Análises
26 de janeiro de 2006

Proteger o quê? VII

De Leonan BernardiniMaria Tereza,Meu nome é Leonan e espero que lembres de mim, a última vez que tivemos contato foi na reserva do SESC Pantanal em 1999, na minha última tentativa de atuar profissionalmente com conservação, experiência aquela que me levou definitivamente a optar por trabalhar com meio ambiente apenas em área industrial e ter conservação quase como um hobby. Mas li tua coluna intitulada "Proteger o quê?" e me permito tecer alguns comentários.Tecnicamente não sou, nem nunca fui, contra caça amadora, conheço muitos caçadores e sou amigo de alguns deles, mas a ética não é um comportamento predominante e homogêneo entre esse grupo, o que permite muitos argumentos contra ou a favor, a maioria, obviamente, de ordem ética, situação essa que a caça não se sustenta.Mas os argumentos técnicos que tu usaste na coluna também são questionáveis e alguns não se sustentam muito. Por exemplo:- as populações de aves sinergéticas no Rio Grande do Sul necessitam da caça para a manutenção de suas populações sob controle, a redução/destruição dos locais de alimentação e reprodução e uso maciço de agrotóxicos se encarregam de fazer isso há muito tempo.- a manutenção da caça mantém íntegros os banhados, isso pode ter sido nos anos 70 e início dos 80, quando existia o projeto pró-várzea e as áreas de várzeas, fundos de vales e outros, estavam sendo dizimados com dinheiro público. Hoje os conceitos e a legislação são outros e podem obrigar a uma "mudança" de consciência.Duvido também que o argumento de que o aluguel de campos e banhados é uma forma segura de manter campos e banhados seja verdadeiro, já que a caça dura, teoricamente, poucos meses, enquanto a mesma área alterada pode receber culturas de inverno e verão, como a dupla soja/trigo, normalmente bem rentável.Clique aqui para ler esta carta na íntegra

Por Redação ((o))eco
26 de janeiro de 2006
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25 de janeiro de 2006

Toma lá, dá cá

Em regime de urgência, a Câmara dos Deputados aprovou diminuir a área do Parque Nacional de Brasília de um lado e aumentá-lo do outro. A Unidade de Conservação perderá 382 hectares já quase sem vegetação e invadidos, pelo próprio Governo Federal – já que a área abriga até a Granja do Torto- e ganhará em troca 11 mil hectares bem preservados. Saiu no lucro.

Por Redação ((o))eco
25 de janeiro de 2006
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25 de janeiro de 2006

Interesses em jogo

Mas para o Parque Nacional de Brasília ser definitivamente ampliado para 41 mil hectares ainda é necessário o aval do Senado. As chances são grandes já que parte da área desapropriada será usada para a construção da Cidade Digital, setor na capital voltado para instalação de empresas de informática e que envolverá muito dinheiro.

Por Redação ((o))eco
25 de janeiro de 2006
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25 de janeiro de 2006

Salto mortal

Alguém aí se lembra do que era o Projeto de Lei (PL) de Gestão de Florestas Públicas? Pois é. Seu texto prevê a exploração madeireira em regime de manejo em áreas florestais do estado e da União e é considerado a salvação da lavoura para a conservação da Amazônia pelo Ministério do Meio Ambiente. Tanto assim que ele foi tramitar em maio no Congresso em regime de urgência constitucional. Apesar disso, deu tantas voltas que acabou subindo no telhado. Hoje, tudo indica que ele saltou. Ou melhor, foi empurrado lá de cima pelo seu relator, Senador José Agripino, do PFL do Rio Grande do Norte.

Por Redação ((o))eco
25 de janeiro de 2006
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25 de janeiro de 2006

Moeda

Agripino meteu três emendas no texto do projeto, o que força o seu reenvio para nova votação na Câmara. Isso, obviamente, vai atrasar ainda mais sua eventual aprovação. Mas esse é até o menor dos problemas. Uma das emendas inviabiliza o projeto. Ela diz que toda concessão de exploração de floresta pública com área superior a 2 mil e 500 hectares, precisa ser aprovado no Senado. Isso significa que praticamente qualquer pedido de concessão teria que passar por suas excelências, pois é tecnicamente impossível operar em regime de manejo em áreas abaixo desse limite de extensão.

Por Redação ((o))eco
25 de janeiro de 2006
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25 de janeiro de 2006

Dúvida

Não se sabe se o senador deixou essa terceira emenda passar por burrice ou por vontade de dar aos seus colegas de trabalho mais uma moeda para eles poderem trocar no supermercado da política nacional.

Por Redação ((o))eco
25 de janeiro de 2006
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25 de janeiro de 2006

Traído

A notícia do que Agripino havia feito com o projeto chegou por volta das 13 horas no gabinete do ministro Jaques Wagner, onde ele se reunia com Ongs que tinham ido à Brasília pedir empenho do governo na passagem do Projeto de Lei de Florestas. O ministro prometeu mundos e fundos. Quando soube o que acontecera, ficou claro que ele não sabia de nada do que estava acontecendo.

Por Redação ((o))eco
25 de janeiro de 2006
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25 de janeiro de 2006

Margem brasileira

O Ibama despachou equipe para fazer nova vistoria do trecho do rio Madeira, em Rondônia, onde a Odebrecht e Furnas pretendem construir duas usinas hidrelétricas. Há dois anos, a direção do órgão enviou à região um grupo de técnicos para fazer um levantamento preliminar da situação. A margem esquerda do rio está ainda bem preservada. A direita, entretanto, é bem brasileira. Está tomada por ocupações e atividades irregulares, como a extração ilegal de madeira e ouro. A principal preocupação dos técnicos na época era com o impacto das barragens na vazão do rio.

Por Redação ((o))eco
25 de janeiro de 2006
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25 de janeiro de 2006

Plano Nacional de Áreas Protegidas

De Luiz PradoSenhor Editor,Ao final de TRÊS anos de "governo", o "governo" fala em muitos planos, talvez porque nada tenha para apresentar no campo das realizações. Entre esses "planos" está o das áreas protegidas, que continuam tão ou mais abandonadas do que sempre foram.É divertido ler Maurício Mercadante escrever que foram "ouvidos" 400 funcionários públicos e "lideranças" - de forma genérica - e, com ironia barata, tenta contrapor essa abordagem ao outro extremo, à audiência de 185 milhões de brasileiros, que certamente só pode ocorrer em eleições - que se realizarão em breve. O representante do mesmo ministério que levou uma sova contundente numa audiência pública em Ponta Grossa no momento em que se tentou torná-la em mera formalidade, o que resultou em várias liminares dadas pela justiça federal, demonstra o quanto desgosta de decisões do Judiciário quando contrárias às práticas corporativas adotadas pelo PT.Mais do que um "plano", seria bom se o MMA pudesse mostrar realizações, avanços efetivos no campo da gestão de áreas protegidas.

Por Redação ((o))eco
25 de janeiro de 2006