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9 de agosto de 2005

Ratos e humanos

Juiz americano decidiu que a Environmental Protection Agency (EPA), órgão regulador do meio ambiente no país, foi relapsa ao relaxar regras sobre a fabricação de veneno de rato no país ao fazer acordo com fabricantes em 2001. Até aquele ano, veneno de rato era obrigado a incluir na sua fórmula um agente de gosto amargo e serem tingidos com cores não-apetitosas. Tudo isso para impedir que crianças se sentissem atraídas para pô-lo na boca. O governo Bush, que mandou a agência mudar as regras, argumenta que tudo isso também torna o veneno pouco atraente para os ratos, diminuindo sua eficácia. Pode-se dizer que não seguí-las faz com que a substância fique mais atraente para os humanos. Desde 2001, o número de incidentes provocados pela ingestão de veneno de rato aumento nos Estados Unidos, diz o The Washington Post.

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9 de agosto de 2005
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9 de agosto de 2005

Bóia nova

Foi-se o tempo do bom e velho “banana boat”, aquele inflável comprido puxado por uma lancha, que lá pelas tantas derrubava na água todos os...

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9 de agosto de 2005
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9 de agosto de 2005

Pré-história

A erosão causada pelas chuvas revelou a um funcionário do Ibama um novo sítio arqueológico no Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná. Os cerca de 30 quilos de artefatos como fragmentos de tigelas e vasos provavelmente pertenceram a índios guaranis.

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9 de agosto de 2005
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9 de agosto de 2005

Caatinga engessada

Nos últimos 15 anos, a indústria do gesso consumiu 17% da área de Caatinga na região de Araripina, em Pernambuco. É o que revela um estudo da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente do Estado (Sectma), que analisou imagens de satélite de quinze municípios. O problema não é o gesso em si, mas a madeira que os fornos consomem para sua produção.

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9 de agosto de 2005
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9 de agosto de 2005

Mais seca

Nova estiagem das brabas está deixando os gaúchos em alerta. Mal se recuperaram da última, no verão passado, e já se vêem às voltas com outra. Períodos de seca têm sido freqüentes no Rio Grande do Sul. Nos últimos dez anos, em sete os efeitos da seca causaram prejuízos ao estado. Em muitas regiões houve racionamento de água. A maioria dos rios e arroios já está contaminada por coliformes fecais e agrotóxicos. O quadro de poluição se agrava com a seca prolongada.

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9 de agosto de 2005
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9 de agosto de 2005

Dow Jones do bem

Estratégias de comunicação ambiental e a adesão ao Índice Dow Jones de Sustentabilidade podem aumentar a competitividade de empresas brasileiras com ações na Bolsa de Valores de Nova York. O prognóstico é do diretor da PricewaterhouseCoopers no Brasil e na América Latina, Marco Antonio Fujihara. Segundo o especialista, as companhias brasileiras pecam por desconhecimento. Hoje apenas três empresas brasileiras das 34 listadas na Bolsa de Nova York fazem parte do Dow Jones Sustentável.

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9 de agosto de 2005
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9 de agosto de 2005

O perigo vem do mar

De Pascoal GomesRafael,Gostaria de lhe dar os parabéns pelos excelentes artigos, especialmente pelo "O perigo vem do mar". Também sou defensor das causas verdes apesar de não atuar muito em prol por não enxergar o que possa fazer, além de tentar agir corretamente e influenciar outras pessoas. Também sou montanhista, ou era, pois agora morando em São Paulo, estou meio parado. Um abraço,

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9 de agosto de 2005
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9 de agosto de 2005

O mistério das lagostas

Na costa dos Estados Unidos tem área que tem muita lagosta e outras, poucas milhas abaixo, não tem nenhuma. Os pescadores perguntam o motivo para os cientistas, mas eles ainda não sabem. O animal que é consumido no mundo inteiro ainda esconde mistérios simples, como a idade de reprodução e o tempo de vida. A matéria está no The New York Times (gratuito).

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9 de agosto de 2005
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9 de agosto de 2005

O sumiço dos Alpes

Os austríacos observam incrédulos o glaciar de Pasterze, uma das maiores atrações naturais do país, encolher. A ilha de gelo perde de 4 a 8 metros por ano e corridas de esqui já não são possíveis em algumas áreas por falta de neve. Segundo uma matéria publicada no The New York Times, existe até o risco do derretimento do gelo provocar ondas gigantes nos lagos.

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9 de agosto de 2005
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9 de agosto de 2005

Espanha pega fogo

A Espanha enfrenta a pior temporada de incêndios da última década. Só este ano foram 17 mil focos em todo país, sendo a maioria na região noroeste. Ao todo se foram mais de 90 mil hectares de vegetação, incluindo desde florestas a pastos. O El Mundo (gratuito) publicou matéria sobre o problema.

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9 de agosto de 2005
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9 de agosto de 2005

Planafloro

De Fabio OlmosPrezado Manoel,Gostaria de parabenizá-lo pela instigante matéria sobre as UCs em Rondônia. Trabalhei na cooperação técnica do PNUD ao PLANAFLORO em 1998 e início de 99, e era muito claro que as UCs estaduais eram uma operação "cavalo de tróia" p/ que o governo estadual tivesse acesso a recursos p/ estradas e outros fins. Naquele ano o coordenador do PLANAFLORO "emprestou" 16 milhões ou algo assim ao então governador p sua campanha de reeleição.... Casas de tábuas serradas construídas em alguns parques custaram R$ 30 mil cada uma (a valores de 97-98) e quando eu precisava de um veículo ou embarcação da SEDAN (a surreal "secretaria de desenvolvimento ambiental") estes haviam simplesmente desaparecido, distribuídos entre políticos locais. Bem, foi um notório estelionato ambiental que nunca rendeu cadeia a ninguém.Gostaria de sua orientação sobre como obter o estudo completo do IMAZON'sobre o desmatamento nas UCS. Já procurei no site deles e telefonei em busca de info mas sem sucesso. Você teria um nome/telefone/e-mail p/ que eu pudesse ir atrás ?Estou muito interessado neste estudo p/ usá-lo em um trabalho a respeito de políticas de conservação nos últimos governos. Em anexo envio meu último trabalho, publicado na revista da Boticário, que pode ser de seu interesse. Atenciosamente,

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9 de agosto de 2005
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8 de agosto de 2005

Operação Mata Atlântica

De Everton Silva LimaAssessor de Comunicação Social do IEF/RJCom relação às matérias Quebrando a rotina, de Andréia Fanzeres, e Mais do mesmo, da estagiária de jornalismo Juliana Tinoco, publicadas, respectivamente, nos dias 28/07 e 01/08 neste site, informando sobre a Operação Mata Atlântica, deflagrada pela Fundação Instituto Estadual de Florestas – IEF/RJ entre os dias 28 e 31 de julho, gostaríamos de comentar o seguinte: A primeira reportagem foi, na verdade, um desserviço às ações de fiscalização realizadas pelo IEF. A repórter desdenha da operação e insinua que ela não serviu para nada, pois, segundo Andréia, não se pode agir quando o infrator não está no local do crime ambiental (informação que não condiz com a verdade), basta os fiscais darem às costas para os serviços em obras embargadas continuarem e, o mais revoltante, atrela o órgão que cuida das políticas florestais do estado à impunidade. Sinceramente, é de se questionar: a repórter acompanhou a fiscalização para apurar os dados ou já foi para a operação com sua matéria pronta? Queremos esclarecer à Andréia e aos leitores de O Eco que, quando o proprietário de um terreno desmatado não está, lançamos mão de outras formas para intimá-lo e notificá-lo: isso pode ser feito por carta; os fiscais do parque e as patrulhas do IEF, que fiscalizam as unidades de conservação, procuram voltar ao local nos dias consecutivos a fim de encontrar alguém para notificar etc. No caso das duas construções embargadas, os pedreiros foram encaminhados à delegacia e o material usado na obra apreendido e doado à Fundação Leão XIII, fatos que a matéria omite e que foram amplamente divulgados pela imprensa. No que se refere à impunidade, o IEF sempre irá realizar operações como essa para coibir crimes ambientais, mesmo que elas sejam ou não do agrado de alguns. O nosso interesse é a preservação das florestas fluminenses e, sempre revestidos do caráter legal, efetivamos, de pronto, a demolição de imóveis e benfeitorias irregulares. Os números mostram o crescimento desse tipo de ação: sete demolições em 2002, 26 em 2003 e 43 em 2004, um aumento de 520%.Já com relação à outra matéria, mais preocupada em detalhar o que ocorreu na operação e não fazer ilações sobre as conseqüências que podem ou não advir de atividades desse porte, a estagiária Juliana Tinoco diz que fiscalizações assim só ocorrem “esporadicamente”. Pois bem: o instituto conta com uma Divisão de Vigilância e Fiscalização (DiVF), subordinada à Diretoria de Conservação da Natureza, que realiza ações de maior envergadura, como a Operação Mata Atlântica, esporadicamente, sim! Mas isso não significa dizer que só esse tipo de operação é realizada para fiscalizar irregularidades nos parques e áreas de entorno, pois tanto a DiVF quanto a Divisão de Unidades de Conservação (DiUC) emitem autos e efetuam fiscalizações. Nossos números provam a eficiência obtida pela atual administração: 112 autos de constatação emitidos em 2002, 213 em 2003 e 252 em 2004, um crescimento de 125%; já no que se refere a intimações e notificações, foram 50 em 2002, 192 em 2003 e 476 em 2004, aumento de 850%.Não condiz com a verdade, portanto, afirmar categoricamente que as ações do IEF são esporádicas. No dia-a-dia, e conforme já afirmei, as fiscalizações são feitas pelas equipes que estão baseadas nos parques e pelas 10 Patrulhas de Fiscalização que o IEF tem em várias regiões do estado. É por isso que estarrece ler as matérias citadas, pois creio que, para os leitores de O Eco, sobrou a impressão de que as operações realmente não servem para nada e não ocorrem com a freqüência que deveriam. Aproveito para informar ao site que também contamos com um serviço em que a população do estado pode entrar em contato com o IEF para fazer denúncias contra delitos ambientais. Trata-se do Disque Florestas: (21) 2233-1857, que, só no primeiro semestre de 2005, recebeu 109 ligações, o que, de certa forma, confirma o reconhecimento da população ao trabalho do instituto. O IEF age, e continuará agindo, dentro da lei, fazendo uso dos dispositivos necessários para evitar a degradação do meio ambiente. É uma tarefa árdua, mas o IEF não fugirá daquela que é uma de suas mais nobres responsabilidades!

Por Redação ((o))eco
8 de agosto de 2005