Fruto da terra
Morto há 8 anos, o escritor Carmo Bernardes ainda é pouco conhecido fora de Goiás. Sua obra fala de um Brasil que está sendo varrido do mapa: o do Cerrado →
Perdida
Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, às vésperas de sua partida para Buenos Aires, ainda consultava gente ligada à área ambiental tentando descobrir o que iria dizer na Conferência. →
Toques finais
A decisão final sobre o mosaico de Unidades de Conservação do Sul do Amazonas sai antes do Natal. A reunião da última segunda-feira em Manaus entre o Ibama e o Governo do Amazonas selou acordo sobre os limites das Unidades que comporão o mosaico. O Parque de Juruena cresceu. A Floresta Estadual diminuiu. Falta definir se o Parque terá controle estadual ou federal. É coisa para a próxima semana. →
Buenos Aires on-line
Não faltam fontes de informação para acompanhar à distância a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, que acontece de 6 a 17 de dezembro em Buenos Aires. Uma boa dica é o Boletim de Negociações da Terra, resumo diário dos debates produzido por uma ONG canadense, publicado em inglês, francês e espanhol. Até o terceiro dia da Conferência, o Brasil apareceu pouco no boletim. A cientista Thelma Krug, do INPE, foi citada duas vezes como co-"chair" do grupo que discute projetos de florestamento e reflorestamento de pequena escala no quadro do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). A pesquisadora Branca Americano, por sua vez, foi destacada para fazer parte de um grupo de consultas informais sobre inventários nacionais de gases do efeito estufa. De resto, há uma referência no boletim de segunda-feira ao projeto NovaGerar, o primeiro no mundo a receber registro no MDL. E no boletim de hoje, quarta-feira, o Brasil aparece tentando ganhar mais tempo para considerar a questão das boas práticas nas áreas de uso do solo, mudanças no uso do solo e florestas (sensíveis para o Brasil, pois têm a ver com o desmatamento na Amazônia). Esse começo parece confirmar as piores suspeitas sobre os preparativos do governo brasileiro para a conferência. →
O valor das outras plantas
De Bernardo GiraldoLeí con interes la nota sobre el valor de nuestras plantas y considero que es un importante avance en el conocimiento de la riqueza de nuiestra amazonia. Vivo en san jose del guaviare, guaviare, colombia, en la amazonia colombiana. Yo laboro en el instituto amazonico de investigaciones cientificas - SINCHI, adscrito al ministerio de Ambiente. Seria de gran utilidad conocer el correo de la doctora Patricia Shanley, para poder obtener una copia del documento mi correo tambien es: [email protected], [email protected] su atencion, →
Cadeia neles
A Polícia Federal prendeu em Manaus o superintendente do Incra no Pará, José Roberto Faro. Seu adjunto, Pedro Paulo Peloso, também foi preso. Ambos são acusados de pertencerem a uma quadrilha de grilagem de terras e estão na primeira leva de prisões feitas pela Operação Faroeste da PF, que investiga a ação de grileiros em território paraense. Outras 16 pessoas foram presas. Entre elas mais seis funcionários do Incra no estado. São acusados de crimes contra a ordem tributária, corrupção ativa e passiva, grilagem de terras e formação de quadrilha. →
Salina
Uma salina abandonada. Nessa foto em 180º a intenção é mostrar um momento de extremo calor. Quando a temperatura passa de 50 graus, o trabalho é... →
Certeza
A Cargill espalhou outdoors às margens da BR-163, na altura de Sinop, ainda no Mato Grosso, mostrando que não tem dúvida de que a parte paraense da estrada será asfaltada. “Chegaremos a Santarém”, alardeiam os cartazes. →
Alternativas
A produção de madeira certificada na região norte do Brasil está ameaçada. Um dos pilares do processo de certificação, as áreas com título de propriedade regularizado estão ficando cada vez mais escassas. No Pará, maior produtor nacional de madeiras, onde existem 1,2 milhões de hectares certificados, não há mais terra legalizada para efetuar o manejo, a não ser as áreas demarcadas como Florestas Estaduais ou Nacionais ou os assentamentos do Incra. A situação é a mesma por todos os estados da região Norte. A Juruá, madeireira com selo de certificação, acaba de fechar contrato para extração e manejo de madeira em dois assentamentos no Amapá. Pretende fazer mais do mesmo no estado, onde tem a meta de certificar 600 mil hectares. A Cikel, outra madeireira certificada, tem estratégia diferente. Quer fazer o corte e manejo em Florestas Nacionais. →
Novas florestas
O presidente Luis Inácio Lula da Silva assinou na quinta-feira, 2 de dezembro, o decreto de criação de duas novas Florestas Nacionais. Uma, a de Jacundá, fica em Rondônia e tem 400 mil hectares. A outra fica ao sul de Manaus, tem 800 mil hectares de área e chama-se Balata Tufari. As duas Florestas fazem parte de uma estratégia de preservação combinada ainda em 2000, na presidência de Fernando Henrique Cardoso, entre os governos federal e dos estados da Amazônia para elevar o número de Florestas Nacionais e Estaduais na região. A meta é demarcar 10% do território amazônico, até 2010, com este tipo de unidades de conservação. Atualmente, este percentual está em 3%. No ano que vem, a previsão é que ele vai dobrar. →
Falta pouco
Marcus Barros, presidente do Ibama, chega na segunda-feira, 6 de dezembro, a Manaus para examinar os ajustes finais no mapa do mosaico de unidades de conservação que o governo do Amazonas promete criar em janeiro no sul do estado. O desenho inclui reservas extrativistas e Florestas e Parques Estaduais. O mosaico será implantado numa extensão de 3,2 milhões de hectares de mata ainda praticamente intocada, que está ameaçada pela expansão da fronteira da soja que sobe pelo Mato Grosso. →


