Análises
16 de novembro de 2004

Baby beija-flores

De Anna Beatriz     Jornalista - RecifeOlá, Marcos!Li um artigo seu na web, sobre uma família de beija-flores que você registrou alguns momentos antes de uma parede fatal surgir. Parabéns, muito belas as suas palavras! Recorro a você porque encontrei em meu jardim ontem, no pé de acerola, há cerca de 2m do chão, um ninho dos danadinhos dos beija-flores. Eles não têm plumagem e não pude observar se a mãe os abandonou. São dois filhotinhos e enquanto eu aguava o pé de acerola, percebi que dois biquinhos sobressaíam abertos pro céu, de dentro de uma espécie de quase casulo de musgos - o ninho, que nem estava muito escondido (tão vulnerável, tadinho!). Me apaixonei de imediato e vigiei de longe o prodígio da natureza. Em meu condomínio há muitos gatos, por isso o perigo.Você sabe de algum site onde eu possa obter algumas informações sobre bebês beijinhas, cuidados, como fotografá-los, etc.??? (creio que se eu usar câmera com flash possa cegá-los).Ah, detalhe: eu sou jornalista e teclo de Recife, moro numa pequena porção da Mata Atlântica, vizinha mesmo de uma floresta onde é comum aparecer daquelas borboletas azuis-turquesa, pássaros-pintores em grupo, camaleões, sagüis, sabiás e toda a espécie de fauna e flora deliciosamente surpreendentes. Moro num condomínio com muita área verde e distante uns 30km do litoral, acho que a espécie em questão no meu terreno é daquela que você citou no artigo da parede branca, o tipo mais "vira-lata" de beijinhas, mas nem por isso, menos fascinante.Fico por aqui e aguardo um retorno, se for possível.Grata,

Por Redação ((o))eco
16 de novembro de 2004
Notícias
12 de novembro de 2004

O pacto de Bonito

Programa bom é o que está reservado este mês aos promotores públicos que atuam na bacia do Alto Paraguai, no Pantanal de Mato Grosso. No dia 22, eles vão a Bonito, assistir a uma audiência pública sobre os resultados do programa Formoso Vivo. Depois, nos dias 25 e 26, à fazenda Rio Negro, uma RPPN da ONG Conservação Internacional, no município de Miranda. Ou seja, vão ver o que é bom, para saber como evitar o que é ruim em suas comarcas. Das reuniões sairá um plano coletivo de trabalho em 2005. O Formoso Vivo, para quem ainda não ouviu falar dele, nasceu do empenho do promotor Luciano Loubet para levar a sério a legislação ambiental em Bonito. Deu tão certo, que até o viveiro de mudas de árvores nativas da cidade, usado na restauração das matas ciliares nos rios transparentes que cortam as fazendas da região, é produto de acordos de compensação estimulados pelas multas de Loubet.

Por Redação ((o))eco
12 de novembro de 2004
Notícias
12 de novembro de 2004

Cifrões ecológicos

Tente adivinhar de onde foram extraídas as seguintes frases:“A teoria econômica tem três mitos falsos, unanimemente aceitos: 1) o sistema econômico é neutro para o meio ambiente, 2) o meio ambiente é inesgotável, e 3) todas as benesses sociais dependem do crescimento econômico”.“Se as exportações e os acordos de livre comércio não garantem resultados socioambientais satisfatórios, voltando todo esse passivo para as mãos das empresas e dos governos, por que insistimos nessa mesma trilha batida, sem qualquer avaliação crítica?”“No longo prazo não estaremos todos mortos, como disse Keynes. Ele se esqueceu de que, como espécie animal, somos praticamente imortais e vamos precisar de solo fértil, atmosfera e água para viver, e não de lucros econômicos extremamente mal-mensurados”. Resposta: do Relatório Econômico e Estratégico de novembro, distribuído aos investidores pelo ABN AMRO Asset Management, onde o banco avisa que avaliar os riscos ambientais do crescimento deixou de ser conversa de ecologista.

Por Redação ((o))eco
12 de novembro de 2004
Notícias
12 de novembro de 2004

Raro registro

Um filme raro documentando os primórdios do ambientalismo brasileiro foi recuperado e será exibido em Curitiba a partir de 17 de novembro. Ele registra uma expedição pelo rio Tibagi e pela Serra do Mar, no Paraná, em 1926. Filmado pelo alemão Reinhard Maack, mostra cenários naturais paranaenses que já não existem mais. O documentário será exibido na exposição A História Ambiental do Paraná de Reinhard Maack”, resultado de três anos de pesquisas da empresa Lobo-Guará, com apoio do Instituto Goethe. Maack trabalhou durante décadas em pesquisas cartográficas e geológicas na região Sul, e o projeto em sua homenagem é parte de uma pesquisa maior de recuperação da história ambiental do Brasil, em especial do Paraná.

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12 de novembro de 2004
Fotografia
12 de novembro de 2004

O grilo

O grilo é um Pycnosarcus atavus, um inseto inofensivo de aparência feroz, que parece feito sob medida para a coluna de Maria Tereza Pádua sobre os...

12 de novembro de 2004
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11 de novembro de 2004

S.O.S. biodiversidade

De Germano Woehl Jr.       Coordenador de Projetos      Instituto Rã-bugio para Conservação da BiodiversidadeAo contrário do que afirma a reportagem, a nova lei da mata Atlântica, se aprovada, será um grande retrocesso; será o golpe de misericórdia nos últimos fragmentos de floresta. Teremos uma extinção em massa do que sobrou da nossa biodiversidade, que ficará para a história. Quando foi aprovada na Câmara, no ano passado, alguns órgãos de imprensa, como o Jornal do Brasil, observaram os aspectos nefastos dessa nova lei. A lei atual é muito mais rigorosa, clara, objetiva e muito simples de fiscalizar. Na nova lei, a proteção dos remanescentes fica condicionada a aspectos completamente subjetivos, que tornará praticamente impossível a punição dos infratores. O cidadão comum estará impossibilitado de encaminhar uma denúncia de desmatamento (como é que ele vai saber que ali vive uma espécie de grilo ameaçado de extinção ou se ali é um “corredor ecológico”?).É uma total insanidade liberar os desmatamentos em propriedades com área menor de 50 hectares para quem a lei define como “pequenos produtores rurais”. Nem é preciso muita criatividade para qualquer proprietário usar essa brecha e desmatar extensas áreas. Abrir uma brecha desse tamanho para conceder um falso benefício a uma minoria da população brasileira não faz o menor sentido. No último senso do IBGE, a população rural do Brasil (que vive da agricultura) é menor do que 10%. No domínio da mata Atlântica, essa população (que vive exclusivamente da agricultura) é bem menor e praticamente já destruiu integralmente a mata Atlântica de suas propriedades, de modo que a nova lei vai beneficiar investidores que vivem nas áreas urbanas, que vão se transformar em NEO-PEQUENOS-AGRICULTORES e aniquilar os últimos bichos que lutam para sobreviver nos minguados fragmentos dos ecossistemas.Outro absurdo é conceder para os estados o poder de autorizar os desmatamentos de florestas em estágio médio de regeneração. Se hoje, podendo decidir sobre o estágio inicial, já fazem essa farra (classificam florestas intactas como capoeira e ignoram totalmente as áreas de preservação permanente), imaginem o que não farão com essa nova lei em vigor (será muito fácil, por exemplo, convencer um juiz de que a definição entre estágio médio e avançado é um tanto confusa e escapar de eventuais punições).Um aspecto muito curioso do texto da nova lei é o fato de entrar em detalhes sobre a comercialização de mudinhas de árvores, como se a mata Atlântica fosse constituída apenas de árvores, ignorando outras milhares de espécies de plantas – e animais. É muito esquisito a lei se ater a esse nível de detalhamento - para um aspecto totalmente irrelevante - e deixar, por exemplo, de se preocupar com as peculiaridades das espécies da fauna e flora que ocupam vários nichos ecológicos dentro dos ecossistemas.Ao permitir a destruição do sub-bosque, para implementação de projetos agro-florestais nos últimos fragmentos de mata Atlântica, a nova lei também condena à extinção mais da metade das espécies de pássaros e a maioria dos pequenos vertebrados, que dependem desse nicho ecológico (“nicho ecológico” não é “lixo ecológico”, como acham os que propuseram esse absurdo na lei).Ter a pretensão de proteger a mata Atlântica com essa nova lei, onde tudo é permitido, é o mesmo que a sociedade liberar os assaltos às residências como medida para reduzir esse tipo de crime. Aliás, no caso da mata Atlântica, a situação é muito mais grave: ela está quase extinta! A sociedade precisa ser conscientizada que as áreas remanescentes já estão muito raras e todo o esforço precisa ser empreendido para que a integridade dessas áreas seja preservada. Estas áreas remanescentes devem ser prioritariamente destinadas a servirem como fonte de vida, para que as gerações futuras tenham condições de recuperar o que destruímos, e não como fonte de renda, para beneficiar poucos e inviabilizar a vida de milhares de organismos, que inclui nossa espécie.

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11 de novembro de 2004
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10 de novembro de 2004

Medo do Mato

De Lilian Zamboni - BrasíliaSenhor Editor:Já ficou demodê falar das crianças da cidade que não conhecem um pedaço de terra, uma plantação, uma criação de animal... E se assustam quando vêem aquele animal de dois pés, cheio de penas, a bicar o chão... Mas não é nem um pouco fora de moda falar do medo do mato, tanto tratando-se de adultos quanto de crianças... Preocupa-me principalmente quando isso ocorre junto a crianças e jovens, que, a permanecer a toada, vão crescer sem a chance de conhecerem o que é que o mato tem. E, quiçá, sem a consciência ecológica que deveriam adquirir desde cedo. A coluna da Maria Tereza desta semana trata, portanto, de um tema que deveria estar presente em todo planejamento escolar sério e compromissado com a educação ambiental. Bom seria se a coluna pudesse ser lida em toda escola e divulgada junto ao maior número possível de professores e agentes de educação! Parabéns à Maria Tereza por ter trazido à baila, de forma tão cativante, tema que serve ao mesmo tempo de alerta e de orientação para muitos pais e professores.

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10 de novembro de 2004
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8 de novembro de 2004

Terra e água

Entre os dias 22 e 25 de novembro , cerca de 10 mil agricultores participarão em Brasília da Conferência Nacional de Terra e Água, organizada pela CNBB. Leonardo Boff estará presente no primeiro dia falando sobre “Sonhos e lutas para a construção de uma sociedade pluri-étnica, justa e sustentável”, e a maioria das demais palestras contará com a presença de integrantes de diferentes ministérios. Entre eles o do Desenvolvimento Agrário, do Meio Ambiente, das Minas e Energia e da Casa Civil.

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8 de novembro de 2004
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8 de novembro de 2004

Prefeitura apóia desmatamento

A prefeitura de Guaramirim, município localizado a 35km de Joinville, autorizou o corte de árvores centenárias em uma área de Mata Atlântica primária. O desmatamento está acontecendo dentro de uma propriedade particular, mas por lei não poderia. Segundo o físico Germano Woehl Jr.,que comanda a Ong Rã-Bugio para Conservação da Biodiversidade a prefeitura tem direito de emitir licenças para a exploração de terras de vegetação rasteira, mas não de mata nativa. Normalmente esse direito é concedido a agricultores, mas neste caso as árvores estão sendo derrubadas para alimentarem uma madeireira local. Os moradores afirmam que uma estrada foi aberta em plena mata com uso de trator-de-esteira, causando dano à floresta. Sexta-feira, dia 5, moradores denunciaram o desmatamento à Polícia Ambiental de Joinville, mas o proprietário impediu qualquer ação ao mostrar a autorização da prefeitura para o abate. O caso foi denunciado então para o Ministério Público Federal.

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8 de novembro de 2004
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5 de novembro de 2004

Marcação cerrada

A Fundação SOS Mata Atlântica fez um levantamento inédito de projetos de leis e outros instrumentos do legislativo relacionados ao meio ambiente e levará a compilação ao Congresso Nacional na terça-feira, dia 9 de novembro. A finalidade desse material, batizado de Observatório Parlamentar Mata Atlântica, é servir como ferramenta de fiscalização para a sociedade. Um dos exemplos mais marcantes é o projeto de lei da Mata Atlântica. Apresentado em 1992, o documento possui mais de 30 propostas de modificação no Senado. A íntegra do levantamento estará disponível no site da fundação a partir de terça-feira, 9 de novembro.

Por Redação ((o))eco
5 de novembro de 2004
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5 de novembro de 2004

50 anos da Chaminé Gallotti

Os alpinistas do Rio vão se reunir no dia 10 de novembro para comemorar os 50 anos da conquista da Chaminé Galloti, a 4ª via de acesso ao cume do Pão de Açúcar. O caminho é um dos mais famosos da cidade, principalmente pela história macabra que o cerca. Durante a tentativa de se chegar ao cume, um grupo de excursionistas encontrou o corpo de um homem mumificado preso às pedras. Até hoje não se descobriu a identidade do cadáver, que ficou conhecido como a múmia da Gallotti. O aniversário da via será comemorado com palestras dos conquistadores e com a exibição do material usado na excursão. Haverá também uma sessão do filme Cinqüentona Gallotti, vencedor do I Festival de Filmes de Montanha do Rio. A festa será às 19h no Instituto de Arquitetos do Brasil – IAB, que fica na Rua do Pinheiro, número 10, Largo do Machado.

Por Redação ((o))eco
5 de novembro de 2004