Notícias
3 de agosto de 2006

Dúvidas

A Grã-Bretanha e a Califórnia passaram por cima da relutância “bushiana” para assinar um acordo de comércio de carbono. Aproveitando a deixa, o jornal britânico The Independent se dispôs a tirar dúvidas sobre o porquê de se comprar e vender algo aparentemente tão abstrato. A reportagem tenta responder perguntas do tipo: “Como o comércio de carbono afeta as mudanças climáticas?”, “Como o sistema está funcionando até agora?” e “O comércio de carbono é um bom avanço?”. As respostas trazem prós e contras.

Por Redação ((o))eco
3 de agosto de 2006
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3 de agosto de 2006

No vermelho

Ambientalistas britânicos estão furiosos com o governo por causa de um corte de 200 milhões de libras (mais de 800 milhões de reais) no orçamento do Departamento de Meio Ambiente, Alimentos e Assuntos Rurais do país (Defra). O órgão, que estava no vermelho, cuida da proteção ambiental de espécies nativas e do manejo de lixo, entre outras funções, conta o The Independent.

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3 de agosto de 2006
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3 de agosto de 2006

Gênio

O cientista-popstar Stephen Hawkins apelou para o mundo virtual na busca de respostas para uma das questões que o têm perturbado nos últimos tempos. Abriu o seguinte tópico numa comunidade na Internet: “Num mundo de caos político, social e ambiental, como a raça humana agüentará mais cem anos?” Mais de 25 mil pessoas deram opiniões das mais diversas, desde apelos religiosos à confiança no desenvolvimento de novas tecnologias. Quando chegou a vez de Hawkins expor a sua solução, o desapontamento foi geral. “Não sei a resposta. Por isso fiz a pergunta”, disse ele. Apesar disso, segundo o jornal britânico The Guardian, o físico deu pistas do que pensa sobre o assunto. Acha que só vivendo em outros planetas o homem conseguirá se livrar dos problemas em que se meteu por aqui.

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3 de agosto de 2006
Análises
3 de agosto de 2006

Sem dinheiro e sem gente

De Mauricio MercadanteDiretor de Áreas Protegidas da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente “Assinar decretos [de criação de unidades de conservação] é, às vezes, fácil.” Esta frase, para perplexidade dos que militam na área ambiental, foi dita por nada mais nada menos do que Maria Tereza Jorge Pádua. Qualquer pessoa, sem exceção, poderia, no Brasil, ter dito esta frase. Menos Maria Tereza Jorge Pádua. Dita por qualquer pessoa, seria desculpável, por ignorância. Dito por Maria Tereza Jorge Pádua, é imperdoável. Criar unidades de conservação não é e nunca foi fácil. E Maria Tereza o sabe muito bem. Maria Tereza se orgulha, com razão, de ter comandado, em tempos idos, o processo de criação de 9 milhões de hectares de parques nacionais e reservas biológicas no País. Em livros e artigos descreveu a heróica luta de uma geração de ambientalistas, dentro e fora do governo, pela criação dessas unidades. Por causa dessa luta, foi premiada e celebrada, com justiça, aqui e no exterior. Seria de se esperar que o sucesso, o reconhecimento, a experiência, tivessem conduzido Maria Tereza a um nível mais elevado de sabedoria, equilíbrio e, por que não, de generosidade. Infelizmente, o conjunto dos artigos publicados em O Eco demonstram à larga que coerência e honestidade intelectual não estão entre os traços mais marcantes da personalidade de Maria Tereza.Clique aqui para ler esta carta na íntegra.

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3 de agosto de 2006
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3 de agosto de 2006

Contas

A chegada de agosto fez crescer o movimento da bolsa de apostas sobre os números do desmatamento na Amazônia para 2005-2006. Há uma unanimidade geral: o índice vai cair novamente. As divergências são sobre o tamanho da queda em relação a 2004-2005, quando a devastação atingiu 18 mil e 900 quilômetros quadrados. A maioria das fichas está sendo colocada numa redução em torno de 20% na derrubada de árvores na região, o que dá um número entre 15 mil e 16 mil quilômetros quadrados.

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3 de agosto de 2006
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3 de agosto de 2006

Difícil celebrar

Apesar de mais essa esperada queda na taxa de desmatamento na Amazônia, levando-se em consideração que dois de seus principais agentes – o agronegócio e o corte ilegal de madeira – estão retraídos este ano, o número ainda é alto e mostra que o Brasil continua sem conseguir resolver de uma vez por todas o problema da repressão ao corte indiscriminado de árvores na região.

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3 de agosto de 2006
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3 de agosto de 2006

Aplauso localizado

Este ano, o governo resolveu concentrar parte de suas ações contra o desmatamento na região de Carajás, no Pará. Lá, o corte ilegal alimenta com carvão vegetal os fornos das siderúrgicas que brotaram à sobra das operações de extração de minério de ferro da Companhia Vale do Rio Doce. Desde que as ações de repressão começaram em fins do ano passado, o Ibama já apreendeu 200 mil metros cúbicos de carvão vegetal, quantia suficiente para encher as caçambas de dez mil caminhões.

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3 de agosto de 2006
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3 de agosto de 2006

Cara nova

Parte da estratégia do governo para resolver a questão do desmatamento e seus afins, como o trabalho escravo, na região de Carajás passa por imprimir um novo perfil econômico à região, reduzindo sua dependência na siderurgia. A idéia é implementar um distrito com fins marcadamente florestais, que será inaugurado com projetos de replantio de espécies nativas.

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3 de agosto de 2006
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3 de agosto de 2006

Campeões

Apesar da ação, as indicações preliminares são de que o desmatamento na região de Carajás ainda será alto este ano. Ele deve crescer também um pouco, muito pouco, na Terra do Meio, sul do Pará, onde no ano passado o corte de árvores foi praticamente zerado. Outra região onde é esperado um aumento no desmatamento é na Ponta do Abunã, no Amazonas, bem entre Rondônia e Acre. É área cortada pela BR-364, colocada recentemente pelo governo federal sob o regime de limitação administrativa, para tentar organizar a bagunça e impedir a continuação do corte da floresta.

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3 de agosto de 2006
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3 de agosto de 2006

Acordo

O governo federal se prepara também para liberar planos de manejos suspensos desde o ano passado no Pará. Chegou-se a um acordo sobre a transição dos métodos implantados hoje para os que serão permitidos pela Lei de Florestas, que entra em vigor em 2007. Dentro de 15 dias, madeireiros voltam para a mata no Oeste do estado para cortar.

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3 de agosto de 2006
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3 de agosto de 2006

Relação

O programa de descentralização do governo federal, que repassa aos estados uma série de funções de gestão florestal, vai muito bem, na visão de Brasília, com Acre, Mato Grosso e Amazonas. E está melhorando muito com o Pará.

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3 de agosto de 2006