Legislar não é brincadeira II

De Mauricio MercadanteDiretor de Áreas Protegidas da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio AmbientePrezado Marc,Grato por sua cordial e sincera resposta. Todavia, peço licença para discordar de algumas afirmações suas. Você diz que a Lei do SNUC é um "mostrengo que nada tem a ver com a proposta original". Na minha modesta opinião, a Lei do SNUC preserva rigorosamente a estrutura e o conteúdo básico da proposta original e, como já afirmei, as modificações introduzidas no Congresso melhoraram a Lei, não o contrário. Entendo também que seria necessário demonstrar sua afirmação de que a Lei do SNUC "favorece, no seu próprio texto, os elementos chaves da sua destruição" e, na seqüência, demonstrar que isso "resulta na situação desastrosa das unidades de conservação e da biodiversidade no país."Finalmente, discordo da afirmação de que a Lei do SNUC não funciona, o que não significa dizer, como já disse, que as leis ambientais não tem defeitos ou que não temos problemas para colocá-las em prática. Basta dizer que se não existisse lei instituindo o instrumento ou fundamentando legalmente a criação das unidades de conservação essas áreas simplesmente não existiriam no País. E a despeito de todos os problemas enfrentados para assegurar a efetiva gestão dessas áreas, nenhum de nós negaria o fato de que elas desempenham um papel fundamental na conservação da nossa biodiversidade.Cordialmente,

Por Redação ((o))eco
24 de julho de 2006

Macabro

De Cláudio T. J. Padua Caro Editor,Não tenho nenhuma dúvida de que uma sucuri (Eunectes sp.) possa engolir um homem. Na verdade acho que acontece com frequência maior do que possamos imaginar.No entanto a reportagem exarada na "Salada Verde", datada de 21/07/06 e denominada de Macabro, está mais para reportagem do Show da Xuxa do que para um furo jornalístico com a correta verificação da fonte, o que, espera-se deste sempre imparcial e louvável veículo informativo. Parece que algum "cadete" do tal acampamento de fuzileiros pregou uma peça no reporter responsável. Não sei se por brincadeira ou para denegrir a imagem de O ECO.Na verdade esta cobra trata-se de uma piton e não de uma sucuri. Portanto, provavelmente este fato ocorreu na Asia ou Africa e não aqui.Feito os esclarecimentos, despeço-me.

Por Redação ((o))eco
24 de julho de 2006

Dá para acreditar?

De Assessoria de ComunicaçãoSecretaria do Verde e do Meio AmbienteEm resposta à nota da Seção Salada Verde, 06/07/2006, sob o título "Dá para acreditar?", esclarecemos que compete à Prefeitura de São Paulo, através das Subprefeituras, atuar na fiscalização de uso e ocupação de solo.O empreendedor de natureza residencial, comercial ou outra, que consegue o Alvará, preenche os requisitos da Lei. Tecnicamente o aumento do numero de alvarás significa o aumento da fiscalização e a aplicação de parâmetros contidos nas leis que incidem sobre a área.A maioria das ocupações na Área de Proteção aos Mananciais são realizadas à margem da lei e dos padrões urbanísticos e ambientais mínimos. A gestão dessas áreas é compartilhada entre Estado e Município e tem obtido sucesso em seu trabalho de proteção aos recursos naturais e melhoria da qualidade de vida da população.A preocupação e a ação principal da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente do Município de São Paulo incidem, pois, sobre os processos ilegais. Embora a expansão urbana na área de Mananciais continue, a fiscalização vem se ampliando gradativamente impedindo ocupações e, por vezes, procedendo a desocupação de áreas. Esta pressão do poder público, decerto, também obriga proprietários a buscar a legalização e nesse sentido realizar o uso sustentável dessas áreas.

Por Redação ((o))eco
24 de julho de 2006

Um mapa do risco ambiental

Convivemos em áreas de risco e situações que podem gerar catástrofes ambientais. É preciso conhecê-las e mapeá-las para que o país se previna de mais desastres.

Por Edgar Flexa Ribeiro
19 de julho de 2006

Legislar não é brincadeira

De Mauricio MercadanteDiretor de Áreas Protegidas da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente Marc Dourojeanni, em geral, escreve bons artigos. Chama a atenção para questões importantes, fundamenta suas críticas, contribui para o debate. São artigos consistentes, equilibrados, relevantes. Infelizmente, não se pode dizer o mesmo do artigo “Legislar não é brincadeira”. Ao ler o artigo, eu me perguntei se o Marc tem algum compromisso com O Eco de produzir artigos periodicamente. Colunistas obrigados a produzir artigos periodicamente não raro são vítimas da falta de inspiração. Eu penso que quando uma pessoa não tem algo realmente relevante para dizer, deve optar por não escrever. Assim não perde tempo e, melhor, não toma o tempo do leitor. Marc gasta metade do seu artigo tecendo longos comentários sobre duas questões irrelevantes: o registro de moto-serras e o registro de usuários de tinta spray. Quem sabe por que se irritou na hora de comprar uma moto-serra para podar árvores no sítio ou na hora de comprar uma tinta spray para pintar a geladeira.Clique aqui para ler esta carta na íntegra e a resposta do autor.

Por Redação ((o))eco
18 de julho de 2006

Chiadeira desnecessária

De Eduardo PeixotoPresidente Instituto Baleia Franca - BrasilAo Senhor Fabrício EscandiuzziPrezado jornalista - sua explanação parece réplica das palavras vazias do co-fundador-honorário e dono das baleias, chato e ciumento como é reconhecido internacionalmente graças as suas viagens, o elemento acaba de manifestar sua vontade de ser proprietário das baleias legalmente através de processo judicial contra a prefeitura de Imbituba. Este ato demonstra que o mesmo está realmente preocupado com as baleia $$$ e quem tem real interesse comercial (registra no instituto de marcas e patentes) traduz claramente o objeto de estudo com metodologia garantida de receber recursos provenientes da baleia franca com a realização de sua falida ex-festinha pública", cortada com grandes méritos pela procuradora geral Dra. Letiane Mousquers e o secretário Gilberto Barreto de Imbituba. Requerer o nome baleia franca em registro de marcas e patentes proibindo a realização da festa pública realizada pelo município tentando registrar a marca baleia franca é muito grave? Quer ser dono das baleia $$$? Qual é a verdadeira razão de tanto descontentamento e ciúmes deste elemento com a criação de uma nova ong?Clique aqui para ler esta carta na íntegra.

Por Redação ((o))eco
17 de julho de 2006

O manual do jardineiro indignado III

De Cida TaiarOlá, Marcos, bom dia.Seu excelente artigo sobre o Guia Prático de Jardinagem Ecológica e Recuperação de Áreas Degradadas, de José Truda Pallazo Júnior, me animou a sair atrás de um exemplar. Uma pena: a editora Sagra-Luzzatto informa que a edição está esgotada. Vamos torcer para que outros leitores interessados no assunto estimulem o livreiro a recolocar o título nas prateleiras.Um abraço.

Por Redação ((o))eco
12 de julho de 2006

Parabéns

De Rubens Tocci Prezados Senhores:Cumprimento-os pela centésima edição desse veículo em defesa do meio ambiente. A leitura de O Eco tornou-se para mim indispensável a fim de estar atualizado com o pensamento de ilustres articulistas.Parabéns e cordialmente

Por Redação ((o))eco
11 de julho de 2006

Liquidação de Parques em Santa Catarina

De Giovana Ruppenthal Recebi uma reportagem do Eco, via internet. O Diretório de Biologia da FEEVALE enviou a noticia sobre Liquidação de parques em Santa Catarina. Após ler a reportagem entrei em outros links do Eco e adorei.

Por Redação ((o))eco
6 de julho de 2006

Reservas extrativistas no Cerrado, para quê? II

De Carlos Valério Gomes Estudante de Doutorado em Geografia - Universidade da FlóridaPrezado Editor, O artigo da Verônica Theulen soa como se ainda estivéssemos debatendo sobre as possibilidades teóricas de implantar o modelo de Reservas Extrativistas. Ou seja, suas críticas são iguais às que surgiram no início do processo de discussão do modelo de implantação das primeiras reservas no início dos anos noventa. A autora trabalha com unidades de conservação e deveria estar um pouco mais familiarizada sobre as discussões e números desses quinze anos de experiência da política de Reservas Extrativistas. Se o modelo deve ser empregado no Cerrado Brasileiro, que vem sendo destruído pela expansão da soja, é uma boa e desafiadora discussão. Ao ser contra tal possibilidade com "argumentos" estritamente conservacionistas, a autora esqueceu de apontar ao menos uma possível solução contra a rápida degradação do Cerrado. Porém, a capacidade de replicação do modelo de reservas é realidade hoje - e chegou até mesmo a populações de pescadores da costa brasileira, onde a questão agrária não é o grande foco. Sua implantação e/ou adaptação aos diversos cenários ecológicos e realidades sócio-culturais na Amazônia é um fato, e não foge aos princípios originais porque são populações extrativistas locais que estão constantemente fazendo tal opção. Entre os modelos disponíveis de ocupação por populações locais da Amazônia, o modelo de reservas tem sido o mais escolhido por sua origem dentro da luta de reforma agrária, mas também por sua capacidade de conciliação entre conservação e desenvolvimento. Clique aqui para ler esta carta na íntegra.

Por Redação ((o))eco
5 de julho de 2006

Futuro Azul

De José Eduardo Borges de Souza Contra-AlmiranteSecretário da CIRMPrezada Marina,É com muito orgulho e satisfação que li o site O Eco versando sobre o tema " Futuro Azul", onde, com competência , você demonstrou o perfeito entendimento sobre as dimensões e importância desse novo e, ainda, pouco explorado patrimônio nacional, enfocando e divulgando as vertentes econômica e estratégica da Amazônia Azul e a necessidade de conservá-la e protegê-la. Tenho a clara convicção que, por meio dessa e de outras iniciativas, certamente o nome Amazônia Azul se institucionalizará no País, trazendo para o nosso povo a percepção exata da importância desse espaço geográfico brasileiro, que necessita ser desbravado de forma sustentável, de modo a agregar riquezas à nação. Ademais, ponho-me a sua inteira disposição para tirar qualquer dúvida ou fornecer subsídios para a elaboração de outras matérias.Cordiais saudações,

Por Redação ((o))eco
4 de julho de 2006

Machos beta II

De Claudio Tulio Jorge PaduaCaro Editor,Sou engenheiro florestal e msc em manejo ambiental e, embora não seja caçador, reconheço o valor do exercício da caça amadorista como instrumento de conservação e de uso sustentável de ecossistemas nativos. Como técnico e especialista na área e em dinâmica de populações não poderia ser diferente. Na realidade o movimento conservacionista atual nasceu justamente da obra de um eng. florestal/caçador, Aldo Leopold, em sua famosa obra Game Management. O manejo de vida silvestre pela caça ainda é reconhecida por diversas ONGs de renome: WWF internacional, Funatura, Conservation International, IUCN (que prevê as reservas cinegéticas como uma das categorias de áreas protegidas) entre outras. Cabe enaltecer que dentre as maiores áreas conservadas do planeta estão reservas cinegéticas: O Kruger Park e a reserva de caça de selous, na Tanzânia, com 7.5 milhões de hectares, mais 4 milhões de hectares no entorno, lar de 100 mil elefantes, criada pelo grande caçador e explorador Frederic Courtney Selous.Clique aqui para ler esta carta na íntegra.

Por Redação ((o))eco
4 de julho de 2006