Não tem perdão

De Wagner FischerCoordenação de Manejo de Fauna na Natureza - COFANCGFAU / DIFAP / IBAMAPrezado Editor,em resposta a nota publicada hoje em O ECO: "Não tem perdão" - Salada Verde, vale dizer que não vimos necessidade de perdão aparente da dita "apressada" sociedade paranaense, uma vez que, apesar de toda a urgência e pressão que esta fez sobre o Ibama para a publicação da referida IN sobre controle da pomba-amargosa no Estado, até o momento não houve sequer UM simples pedido de cadastramento de proprietários rurais interessados em executar as ações autorizadas pelo Ibama na norma em questão.Ou seja, fizeram uma pressão enorme (e agora a imprensa continua pressionando em cima da ausência de 1 município dentre os 65 autorizados), porém ninguém demonstrou interesse em se cadastrar no Ibama para colocar a mão na massa e praticar as ações que todos supostamente estavam tão ansiosos e apressados em executar. Não entendo essa aparente pressa (uma "pressão" exagerada) se ninguém se importa em tomar atitudes. Parece apenas vontade de CULPAR alguém por ações que NINGUÉM quer fazer, e acharam um bode espiatório para malhar, que é o Ibama, e que está fazendo muito bem o seu trabalho, em cima do rigor técnico e jurídico que a própria sociedade sempre cobrou de órgãos governamentais. Em vista destas críticas gratuitas, gostaríamos que se fizessem as devidas ressalvas sobre os 65 municípios até então autorizados que ainda não se mexeram para fazer o trabalho necessário. Para estes, a nossa parte está feita. Gostaria de saber se Londrina estaria fazendo alguma coisa se as oito letras do seu nome (L-O-N-D-R-I-N-A) estivessem sido digitadas corretamente no Diário Oficial, não fosse o erro gráfico ocorrido na publicação da IN.É fácil ficar culpando os outros para não precisar agir e encarar um problema que a própria política ambiental dos municípios foi responsável por existir.Sejam justos, caros editores de O Eco! Seguimos à disposição para esclarecimentos pertinentes, sempre!Um abraço,

Por Redação ((o))eco
4 de setembro de 2006

Negócio ruim é exportar o atraso

De UlyssesExcelente artigo do Marcos Sá Corrêa, Há necessidade de conscientizarão de que o combustível para veículos jamais virá de uma solução global via agricultura.No entanto, como não tenho os dados para cálculo, não me ficou claro se a referencia no fim do artigo, é para mistura de + - 10% de álcool na gasolina, ou 100% em relação aos 180 milhões de veículos da frota dos USA.SDS.

Por Redação ((o))eco
4 de setembro de 2006

O fracasso da Operação Kayapó

A operação Kayapó foi deflagrada em agosto por Polícia Federal, Ibama e FUNAI para combater crimes ambientais dentro de reserva indígena no Pará. Os crimes devem ficar impunes.

Por Rodolfo Salm
1 de setembro de 2006

Meio ambiente e impostos

De Leonardo Gontijo Vieira Gomes Boa tarde!! Parabéns pelo site. Teria como me passar o e-mail do Paulo de Bessa, por favor. De qualquer forma .....gostaria de enviar esta notícia para complementar o artigo dele esta semana. Abraços

Por Redação ((o))eco
31 de agosto de 2006

Admirável mundo novo

De Marcelo RasteiroSociedade Brasileira de EspeleologiaCara Andreia,Parabéns pela reportagem sobre as cavernas do PETAR. Está bem completa e deve ajudar bastante o desenvolvimento do turismo na região!Aproveito para informar sobre dois pequenos enganos na matéria que acredito ser de fácil correção:- A ortografia do Salão "Taqueopa" está escrito com L (Taquelpa), mas é com O.- O site da SBE é www.sbe.com.br, mas o hyperlink da matéria está direcionado para www.sbe.org.br que pertence a Sociedade Brasileira de Econometria.Atenciosamente,Nota da redação: a alterações já foram feitas.

Por Redação ((o))eco
29 de agosto de 2006

Quem causa os Incêndios florestais – o tempo seco ou o fósforo aceso?

De Wilson CavalcantiCaro Manoel FranciscoO texto da colunista convidada Kátia Torres Ribeiro ("Quem causa os Incêndios florestais - o tempo seco ou o fósforo aceso?") na edição de "O Eco" desta semana é muito interessante, pois traz uma nova visão sobre esse problema ao qual voltamos sistematicamente - a prevenção e a extinção dos incêndios florestais.Talvez pela posição que ocupa, a Kátia Ribeiro faz um fecho ao seu artigo "em tom maior", esperançoso, falando inclusive em algumas ações de manejo de gado que trazem conseqüências positivas. Mas ela deve estar sabendo de algo que nós não sabemos, ao mencionar "esperanças visíveis no aumento no número de brigadistas, na ação progressivamente mais competente das brigadas de incêndio, contratadas e voluntárias, nas Unidades de Conservação, no investimento em equipamentos, no aprimoramento e busca de entrosamento das instituições envolvidas na prevenção e combate aos incêndios florestais".Que esperanças são estas? Pois o noticiário recente (veja a excelente matéria "É fogo.." da Andréia Fanzeres em "O Eco"), tem demonstrado que estamos muito longe de uma situação sequer satisfatória quanto a incêndios florestais em nosso país...Cordialmente,

Por Redação ((o))eco
28 de agosto de 2006

Pacto da Discórdia

De Benilson BorinelliCaros colegas,antes de mais nada parabenizo este veículo pela reportagem "Pacto da Discórdia" do jornalista Fabrício Escandiuzzi. Gostei da abordagem do tema, tão festejado acriticamente por outros meios de comunicação.Um grande abraço,

Por Redação ((o))eco
25 de agosto de 2006

Mauricio Mercadante

De Elizabeth Rocha CoutoEngenheira AmbientalMinas GeraisSenhor Editor:O Eco leva várias semanas dando bola ao auto qualificado importante Diretor Senhor Maurício Mercadante, do Ministério do Meio Ambiente, que não convence ninguém na sua um tanto desesperada, reiterada e chatíssima defesa do Governo, que paga seu salário. O único concreto é a evidência de que o tal

Por Redação ((o))eco
24 de agosto de 2006

Verde Para Sempre até quando? VI

De Mauricio Mercadante Diretor de Áreas Protegidas Secretaria de Biodiversidade e Florestas Ministério do Meio AmbienteMarcos Sá Correa insiste na tese de que o Governo Lula e a Ministra Marina privilegiam as reservas extrativistas em detrimento das unidades de conservação de proteção integral (parques nacionais, reservas biológicas etc).O Marcos insiste em desconsiderar fatos já apresentados aqui mesmo em O Eco. O Governo Lula criou 19,86 milhões de hectares de novas unidades de conservação. Destes, 8,74 milhões, ou 44%, correspondem a unidades de conservação de proteção integral; 11,12 milhões, ou 56%, correspondem a unidades de conservação de uso sustentável (reservas extrativistas, florestas nacionais, áreas de proteção ambiental). Dos 11,12 milhões de ucs de uso sustentável, 4,87 milhões correspondem a reservas extrativistas (44% das ucs de uso sustentável ou 25% do total de ucs criadas).A título de comparação: Dos 19,41 milhões de hectares de ucs criadas pelo Governo FHC, 11,95 milhões (61%) foram de uso sustentável. Dos 9,39 milhões de hectares de ucs criadas pelo Governo Sarney, 6,16 milhões (66%) foram de uso sustentável. Ou seja, os Governos FHC e Sarney criaram, proporcionalmente, mais ucs de uso sustentável ou, seguindo o critério do Marcos Sá Correa, deram menos atenção às ucs de proteção integral, do que o Governo Lula.O Marcos pode ser contra as reservas extrativistas (de preferência apoiando sua oposição em argumentos consistentes, e não em argumentos falsos como o desmatamento na resex Verde para Sempre). E, em sendo contra, pode criticar a atenção dada pelo Governo Lula e pela Ministra Marina às reservas extrativistas. Mas não pode dizer que o Governo Lula ou a Ministra Marina, ao darem atenção às reservas extrativistas, o fizeram em detrimento das unidades de proteção integral.

Por Redação ((o))eco
23 de agosto de 2006

Verde Para Sempre até quando? V

De André MuggiatiNos últimos meses as páginas virtuais de O Eco foram tomadas por intensa polêmica. Não é um novo debate. Trata-se da discussão do preservacionismo versus conservacionismo. Ou da proteção integral em comparação com o uso sustentável dos recursos naturais em unidades de conservação. Visivelmente, têm os colunistas de O Eco tomado partido da primeira opção.Não vamos discutir aqui nestas linhas se um modelo tem vantagens sobre o outro, embora em nossa visão ambos representem distintas estratégias de conservação, válidas para áreas com especificidades diferentes, conforme prevê o Snuc (Sistema Nacional de Unidades de Conservação). Mas na semana passada, em busca de defender suas convicções pró preservacionismo, o colunista e editor de O Eco, Marcos Sá Corrêa, forçou a mão. No artigo “Verde Para Sempre: Até Quando?” atribuiu os desmatamentos identificados pelo Imazon na Resex Verde Para Sempre ao fato de estar esta unidade de conservação enquadrada no segundo grupo. Estaria, segundo o colunista, entregue aos “próprios moradores, submetidos pela ausência das autoridades a um teste perigoso e ameaçando a lenda de que o uso tradicional preserva a natureza.” O site ainda editorializou o caso em seu boletim, Novidades em O Eco. O estudo demonstraria que as Reservas Extrativistas “protegem a mata menos do que deveriam”.Marcos Sá Correa atribuiu os desmatamentos aos moradores da Resex e ao “modelo predileto de conservação da ministra Marina Silva” sem se aprofundar nos dados do Imazon, citados por ele. Os desmatamentos ocorridos nos dois últimos anos estão na região sul da Verde Para Sempre, onde não há habitantes e o acesso é difícil para seus moradores. As estradas clandestinas de acesso a essa área, citadas na reportagem, partem da rodovia Transamazônica e de Vitória do Xingu. “A análise dos mapas demonstra que os moradores não podem ser responsabilizados”, diz Paulo Amaral, do Imazon. Na verdade, os habitantes da Resex sequer têm condições de saber o que se passa na área em questão.Clique aqui para ler esta carta na íntegra.

Por Redação ((o))eco
20 de agosto de 2006

Verde Para Sempre até quando? IV

De Marcos Sá Corrêa e Manoel Francisco BritoCaro José Augusto,Suas críticas publicadas na Caixa Postal de O Eco merecem resposta. Primeiro, por sermos amigos. Mas, também, porque sempre tentamos afinar nossas opiniões pela clareza de suas idéias e o rigor de suas análises. E, sobretudo, porque lhe devemos, e não é de hoje, uma noção mais ou menos razoável do que seria a tal rede múltipla de conservação, tecida ao redor dos constituintes de 1988 por ambientalistas sinceros, como você. O que se queria na época era complementar as clássicas unidades de uso indireto, como os parques nacionais, com reservas extrativistas e territórios indígenas. E não substituí-las. Mas não foram só os homens públicos e os partidos políticos que se corromperam no Brasil de lá para cá. Os projetos originais do regime civil, também. E isso, a nosso ver, fica notório sempre que a prioridade interesseira, conferida pelos políticos às reservas extravistas e aos territórios indígenas , serve para invadir ou mutilar parques nacionais, e não para ampliar a fronteira da conservação para dentro dos pastos e campos de soja, que devastam o país em geral e a Amazônia em particular. É o que ameaça ocorrer agora no Parque Nacional do Jaú. E aconteceu recentemente em vários exemplos relatados neste site pelo biólogo Fábio Olmos. Portanto, cabe uma pergunta: quando isso acontece, de quem lhe parece que partiram as hostilidades de um modelo de conservação contra o outro? Dos ambientalistas que subverteram a política ambiental, usando para dividir e encolher o que foi criado para somar e expandir? Ou dos jornalistas que noticiam esses atentados?Clique aqui para ler esta carta na íntegra.

Por Redação ((o))eco
20 de agosto de 2006