Análises

Defesa

De Mauricio MercadanteDiretor de Áreas Protegidas Secretaria de Biodiversidade e Florestas Ministério do Meio AmbienteOs editores de O Eco acabam de dar uma demonstração cabal de absoluta falta de ética. Me "sacanearam legal", com perdão da expressão. Lamento a minha ingenuidade. Os editores de O Eco publicaram no site uma carta que eu havia encaminhado em caráter privado, como é óbvio. Não é a primeira carta que escrevo para os editores fazendo reclamação e nenhuma das anteriores foi publicada. Não satisfeitos em publicar a carta, tentam, na chamada, me mostrar como um sujeito arrogante, metido, pedante. Alguns meses atrás, os editores me disseram que a política de O Eco é publicar as respostas do governo aos artigos publicados no site com o mesmo destaque dado aos últimos. Não foi o que fizeram em relação à minha última carta, que não foi escrita em meu nome, foi escrita em nome do Ministério do Meio Ambiente. Se eu a tivesse escrito em meu nome, minha carta seria a de um leitor comum. Foi nesse sentido que usei a expressão, e não para sugerir que sou melhor do que quem quer que seja. Não exijo ser chamado de diretor. Sugeri sim que me chamar de funcionário, em lugar de diretor, foi uma forma de tentar diminuir a importância da resposta. Mas, tudo bem. Mesmo tendo sido golpeado abaixo da linha da cintura, valeu a pena. Serviu, por um lado, para darem o devido destaque ao artigo (e, nesse sentido, O Eco cumpre, ainda que tardiamente, sua palavra) e, por outro, denuncia, para quem quiser ver, o baixo nível ético dos editores do site. Qualquer semelhança com a conduta do Marcos Sá Corrêa no artigo, por exemplo, em que ele calunia a Fundação Vitória Amazônica, não é mera coincidência.

Redação ((o))eco ·
7 de agosto de 2006 · 20 anos atrás

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