Aterro x lixão x coleta seletiva

De Marcello Corral Caro editor,Gostaria de falar um pouco sobre essa história de lixão em Niterói. Sei que, às vezes, não podemos ir frontalmente contra poderes, mas cumpro o meu papel de escrever. Não aceito a hipocrisia de algumas ongs e parte da imprensa que aceita argumentos baseados em articulações políticas para descartar a idéia da coleta seletiva. Não preciso mostrar a vocês, jornalistas de um site ambiental, a viabilidade econômica, social e ambiental de sua implantação. Com toda certeza conhecem modelos, exemplos espalhados pelo Brasil e pelo mundo.É muita politicagem nos bastidores dessa novela. A empresa SA Paulista, numa articulação entre o governo do PT e o antigo prefeito de São Gonçalo, Dr. Charles, fizeram uma negociata em que um lindo lixão se estabeleceria no distrito do Rio do Ouro, entre Niterói e São Gonçalo – uma área rural e preservada por fazendas e sítios. Este "aterro sanitário" serviria a Niterói, Maricá, São Gonçalo e Itaboraí. Esta empresa que é um braço da Empreiteira Nova Dutra promete um aterro limpo e próspero. Clique aqui para ler esta carta na íntegra.

Por Redação ((o))eco
4 de julho de 2006

Machos Beta

De Maximiliano RoncolettaGerente Operacional- IFTÓtimo tema abordado pela Sra. Maria Tereza Jorge Pádua: Manejo da Caça.... É fundamental discutir isso. Em 2001 ou 2002 foram para votação no Congresso as fazendas de caça no Brasil. A derrota foi bancada, por de trás das cortinas, pelas 3 grandes ONGs no Brasil. WWF, CI e Greenpeace, que intimidaram os “leigos” deputados sobre o tema. E esses, por precaução, com medo de ficarem expostos a estas três feras, votaram contra. Os “verdes” radicais não suportam tratar disto. Mas aposto que todos têm um parente que pagaria para se embrenhar em uma mata para caçar algo, uma vez por ano.Parabéns pela coragem.

Por Redação ((o))eco
3 de julho de 2006

Reservas extrativistas no Cerrado, para quê?

De Mary Allegretti Prezado EditorO artigo de Verônica Theulen sobre as reservas extrativistas apresenta os mesmos limites de muitos outros publicados neste jornal virtual: desconhece a história, simplifica as relações entre sociedade e natureza na Amazônia, não apresenta nenhuma informação concreta sobre os casos que cita, parece não se dar conta do profundo debate ambiental, social, econômico, institucional que ocorre em torno dessa modalidade de uso e proteção dos recursos. Sua aplicabilidade ao cerrado, à caatinga, ou a qualquer outro ecossistema, depende das regras definidas para criação dessa unidade de conservação e não do gosto pessoal de cada um. O balanço atual das reservas extrativistas e das reservas de desenvolvimento sustentável na Amazônia é de 37 unidades federais e 24 estaduais, totalizando 20 milhões de hectares. Continuam sendo permanentemente demandadas, apresentam uma enorme diversidade socioambiental, constituem verdadeiros laboratórios de proteção e uso sustentável, modelo inovador e muito bem sucedido porque não importa simplesmente categorias apropriadas para outros países e outras realidades. Existem problemas, sim, como em todas as unidades de conservação na Amazônia, que precisam responder pela sustentabilidade de uma região enquanto todas as demais políticas públicas apostam no desenvolvimentismo.Clique aqui para ler esta carta na íntegra.

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3 de julho de 2006

O Manual do jardineiro indignado

De Amauri José Junqueira Prezados SenhoresGostaria de agradecer ao Sr. Marcos Sá Correa pelo artigo no jornal O Estado de São Paulo de 29 de junho intitulado "O Manual do jardineiro indignado". Além do artigo ser muito interessante, para mim que sou ornitólogo amador a dica do Guia foi muito interessante e espero encontrar o exemplar nas livrarias. Além do mais, conheci o site O Eco, onde pelo que pude apreciar rapidamente para uma melhor degustação no fim de semana, são de meu total interesse.Atenciosamente.

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3 de julho de 2006

Os peixes do Pantanal pedem água IV

De Fernando Paciello Junior Delegado de Policia - Assessor de Comunicação e Imprensa Polícia Civil de Mato Grosso do Sul Caro Marcos Sá Corrêa. Realmente, ainda jorra a fonte da prodigalidade brasileira. Ela já teve mais vida nos manguezais, na Mata Atlântica, nos cerrados, na floresta amazônica e em outros sistemas. Agora, com relação ao pantanal, verificamos o “milagre brasileiro da subtração dos peixes”. A pesca de forma irregular praticada por alguns pescadores profissionais, utilizando espinheis, anzol de galho, redes e tarrafas para capturar os peixes, é a marca dessa “economia predatória”. Essa pratica é materializada através das inúmeras apreensões de petrechos proibidos, divulgada frequentemente pela mídia de nossa região. Como se não fosse suficiente, existe o relatório estatístico da Policia Militar Ambiental, apontando o elevado número desses crimes ambientais. Procurando coibir a pratica desses criminosos profissionais, digo, pescadores profissionais que depredam os rios, a nossa Policia Militar Ambiental, durante a piracema, adotou o patrulhamento dos rios monitorando os cardumes, evitando que sejam alvo fácil de uma rede ou tarrafa. É a eficiência do trabalho preventivo. Ocorre, porém, que alguns entendidos pretendem balizar suas teorias através de controles de lacres feitos em postos de fiscalização, o que é irreal, haja vista que boa parte do pescado capturado de forma ilícita e predatória não passa pela fiscalização. As ações só terão sucesso quando o nível de conhecimento, a clareza dos objetivos e a experiência da equipe técnica, trabalhando com levantamento e estudos e monitorando os recursos pesqueiros, for aplicada. A proposta da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Mato Grosso do Sul tem essa preocupação. Parabéns pela matéria e pelo “O Eco”.

Por Redação ((o))eco
26 de junho de 2006

Residuos Sólidos

De Leticia S. de Camargo A leitora escreveu o seguinte email para o deputado Ivo José depois que leu nota na Salada Verde sobre o projeto dele que permite o Brasil importar qualquer tipo de lixo de nações estrangeiras: Bom dia Sr. Deputado, Gostaria de manifestar a minha indignação quanto ao seu apoio a aprovação de importação de residuos sólidos e dizer que é graças a pessoas como o Sr., que dizem representar o povo Brasileiro, que a politica continua sendo uma vergonha no nosso pais. Muito obrigada pela sua contribuição.

Por Redação ((o))eco
23 de junho de 2006

Os peixes do Pantanal pedem água III

De Rubinho de Almeida Prado Fico mais confiante no Brasil ao perceber que ainda temos pessoas de bom senso no comando de nossos recursos naturais e buscando uma forma mais racional de exploração do meio ambiente. Já era hora de entendermos que os projetos de extrativismo definidos para o pantanal estão comprometendo o meio ambiente. Me surpreende, nos dias de hoje, alguém defender a tese da pesca profissional e não querer que estes pescadores evoluam e melhorem sua qualidade de vida, o que pode ser conseguido sem tira-lo de seu ambiente natural através da piscicultura e do turismo da pesca esportiva. Basta investir um pouco de tempo, sair da quadra onde se mora, andar por outros paises e perceber como estamos atrasados e como não é difícil melhorar esta relação com o meio ambiente. Tenho muito respeito pelo pescador profissional, mas vejo seu fim cada vez mais perto do fim e se nada for feito, não somente ele não terá ambiente de trabalho no futuro, como todos nós pagaremos um elevado preço desta situação. Acordem: trabalhar a favor do meio ambiente não é trabalhar contra o pescador profissional, muito pelo contrario, é garantir a este individuo uma melhoria de vida no futuro próximo. Além deste cuidado com a sobrepesca, gostaria de ver ações envolvendo desmatamento, fechamento de baías para aumento de pastagem, uso de agrotóxicos, etc, pois não podemos correr mais riscos, como ocorreu no passado e ocorre no presente.

Por Redação ((o))eco
21 de junho de 2006

Os peixes do Pantanal pedem água II

De Thomaz Lipparelli Superintendente de PescaSecretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos HídricosIlmo. Sr.Marcos Sá CorreiaGostaríamos de congratular a iniciativa e a imparcialidade editorial desta Agência de Notícias, em trazer à opinião pública fatos da tragédia ambiental e social silenciosa que enfrentamos no Pantanal, tão bem articulados em vosso artigo “Os Peixes do Pantanal pedem água”. Como representante do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, na qualidade de Superintendente de Pesca, solicito o direito de resposta às acusações deméritas feitas pelo ambientalista Sr. Alcides Farias – ECOA/MS, ao Governo deste Estado, publicadas no comentário da referida matéria. Quando assumimos a Superintendência de Pesca deste Estado em agosto de 2003, tínhamos a difícil tarefa de equacionar grandes questões de ordenamento pesqueiro deste Estado, sobretudo da bacia do alto Paraguai, dentro de um cenário assustador de redução gradativa dos estoques pesqueiros e um quadro social preocupante. Entre os desafios estava em apontar aos pescadores profissionais - artesanais ribeirinhos, alternativas de trabalho e renda. Surge então o projeto PESCA & QUALIDADE DE VIDA: ALTERNATIVAS DE TRABALHO E RENDA, que tenho a satisfação de encaminhá-lo em anexo e disponibilizar a todos os vossos leitores. Clique aqui para ler esta carta na íntegra.

Por Redação ((o))eco
21 de junho de 2006

Soja do bem II

De Maurício Galinkinv Prezado senhor Ronaldo,A partir da leitura atenta de sua correspondência, vejo que houve alguma dificuldade na percepção do que afirmei ao repórter de O Eco. Não sei se me expressei mal, se ele foi muito econômico ao inserir nossa conversa no texto ou se o senhor leu o texto já com alguma concepção prévia. Mas isso não importa.Perguntado pelo repórter se conhecia o projeto da CI no sudoeste goiano, disse a ele que sim, e que o considerava muito interessante mas, no meu entender, sendo uma ação que exige conversar e convencer fazendeiro por fazendeiro, tomaria um tempo enorme para ser replicada em todo Cerrado. Minha conclusão, para ele, foi que quando isso acontecesse o Cerrado já estaria acabado...A referida "visão de conjunto" era relativa a esse projeto, que no meu entender só focaliza o micro, ao trabalhar fazenda por fazenda. Em momento algum tratamos de outros projetos, e muito menos usei qualquer expressão "pejorativa", como o senhor afirma. Antes pelo contrário, ressaltei ao repórter que a CI é uma organização que merece respeito, onde tenho amigos (acho eu...). Sempre defendi a auto-determinação dos povos e, por similaridade, defendo a auto-determinação das organizações, cuja responsabilidade de condução e escolhas cabe às suas respectivas direções. Posso concordar ou discordar, mas sempre respeitei e respeito essa autonomia. Clique aqui para ler esta carta na íntegra.

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16 de junho de 2006

Soja do bem

De Ricardo B. Machado, D.ScDiretor do Programa Cerrado-PantanalConservação InternacionalPrezado Senhor Maurício,No artigo 'Soja do Bem", publicado pelo site O Eco em 10/jun passado, vi que há um comentário seu sobre a atuação da CI-Brasil em relação à conservação do Cerrado. Não é a primeira vez que vejo uma fala sua mencionando que nossa atuação é tacanha, ou seja, não é ampla o suficiente para promover a conservação do bioma. É bem verdade que não temos pernas ou a pretensão de salvar o Cerrado sozinhos, mas as iniciativas que empreendemos e vamos empreender no Cerrado estão longe de serem tímidas ou estão longe de serem consideradas como de um instituição que "não tem visão de conjunto".Eu avalio que talvez o seu comentário nesse artigo e também no episódio da discussão entre a Funáguas e a Bunge, quando o senhor também comentou especificamente que o nosso projeto com a Bunge é pretensioso e não vai conseguir salvar o Cerrado, seja fruto de um desconhecimento das atividades recentes da CI-Brasil no Cerrado. Por esse motivo, tomo a liberdade de elencar algumas das mais expressivas atividades por nós desenvolvidas e que tratam a questão de conservação do Cerrado de forma mais ampla.Clique aqui para ler esta carta na íntegra.

Por Redação ((o))eco
16 de junho de 2006