O tamanho do problema

Joice SantosChefeAssessoria de Comunicação SocialMuseu Paraense Emílio GoeldiPrezado Editor,Em nome do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e do pesquisador Dario Amaral, solicito corrigir informações da reportagem “O tamanho do problema”, de autoria do jornalista Lorenzo Aldé.O botânico Dario Amaral foi convidado pela Biodiversitas para assumir a coordenação especial para a região amazônica no processo de

Por Redação ((o))eco
22 de dezembro de 2005

Só para curiosos

O engenheiro florestal Carlos Firkowski conta como um pica-pau, bicando uma taquara, pode abrir nossos olhos para os ciclos de renovação de toda a natureza.

Por Carlos Firkowski
21 de dezembro de 2005

O sapo esquecido

De Sérgio GreifBiólogoPrezado editorLi hoje a matéria "O sapo esquecido", de autoria de Manoel de Brito, sobre o estudo da bióloga Pilar Guido Castro sobre o sapo Melanophryniscus moreirae, do Itatiaia. O que me intrigou não foi tanto o fato desta espécie não ter sido objeto de estudos mais aprofundados por todos estes anos desde que foi descrita, pois a maior parte dos animais e plantas ainda não receberam tal atenção, nem o fato da bióloga ter trabalhado 20 horas seguidas duas vezes por mês, enfrentando frio e chuva, pois esta é uma atividade corriqueira para os biólogos de campo. O que mais me intrigou foi a expressão que a matéria traz, "Sorte do sapo." Ao que parece, segundo a matéria, a bióloga "capturou, marcou, pesou e mediu mais de 400 sapinhos." Me pergunto de que forma teria a bióloga marcado 400 sapinhos? Poderiamos considerar que estes animais tiveram sorte ou sorte mesmo seria que permanecessem "ilustres desconhecidos"? O método de marcação de animais varia de grupo para grupo. Por exemplo aves podem ser anilhadas, mamíferos (dependendo do porte) podem receber cortes em padrões diferentes no pêlo ou coleiras, jabutis e insetos podem ser marcados com um esmalte especial. Mas como a bióloga teria marcado sapinhos de 1,3 cm e pesando 2,5 gramas? Certamente o esmalte não poderia ser utilizado, devido à espessura e permeabilidade da pele destes animais.Quero acreditar que a bióloga não tenha utilizado a técnica, infelizmente muito em uso, que consiste em quebrar os artelhos (dedos) dos animais em cada membro, criando um código particular de numeração. Esta técnica seria não apenas extremamente cruel com os animais, como também comprometeria os resultados da pesquisa, uma vez que animais com artelhos quebrados tornam-se mais dificeis de serem recapturados do que seus pares com 4 artelhos em cada pata. Ainda, sapinhos com os artelhos quebrados tornam-se mais suceptíveis a infecções, perdem sua destreza manual e podem parar de se alimentar, o que poderia leva-los a morrer. A contagem destes animais, portanto, seria duvidosa, pois a quebra de seus artelhos interfere com suas taxas reprodutivas e eles provavelmente não contribuem com a geração seguinte. Michael A. McCarthy e Kirsten M. Parris, da Universidade de Melbourne (Austrália), demonstraram em um estudo ("Clarifying the effect of toe clipping on frogs with Bayesian statistics" Journal of Applied Ecology (2004) 41, 780 -786) que para cada artelho removido, após o primeiro, as chances de recaptura diminuem em média de 4 a 11%. A chance de recaptura de um anuro sem dois artelhos corresponde a 96% da chance de recaptura de um anuro sem um artelho. A chance de recaptura de um anuro sem oito artelhos corresponde a 28% da chance de recaptura de um anuro sem um artelho. Uma das conclusões apresentadas por eles é que a quebra de artelhos produz resultados deturpados em estudos populacionais, pois diminui de modo significativo as chances de recaptura.Não faz sentido estudar ou monitorar populações adotando uma metodologia que interfira com o comportamento e as chances de sobrevivência dos animais. Não estou com isto querendo dizer que a metodologia empregada pela bióloga tenha sido esta, mas caso tenha sido, os resultados de sua pesquisa não terão servido para absolutamente nada, pois a metodologia empregada terá sido questionável. Não terá havido nenhuma contribuição à ciência nem para a conservação desta espécie.CordialmentePrezado Sergio,Grato, antes de mais nada, pela sua leitura do meu texto, de O Eco, e pelo tempo que voce dispensou para escrever sua mensagem. É sempre bom sabermos que temos leitores, ainda mais leitores tão atentos.Ao contrário de voce, a mim, a vários biólogos com quem conversei e a grande maioria dos leigos, é supreendente que bicho tão óbvio no planalto do Itatiaia demorasse tanto tempo para ter a sua ecologia estudada.Quanto ao destaque dado às longas horas de trabalho, sei bem que isso é comum ao trabalho de qualquer cientista que está fazendo pesquisa de campo. Mas a maior parte das pessoas não têm familiaridade com a atividade, por exemplo, de voces biólogos. E O Eco, que tem entre seus leitores muita gente que não sabe patavina sobre as demandas de uma pesquisa científica, acha importante deixar claro que o que voces fazem não é apenas relevante, mas fisica e intelectualmente extenuante.Sobre a marcação, o método empregado foi justamente o que voce aponta. Como seu texto mesmo lembra, ele ainda é muito usado e as críticas que vem recebendo relativamente recentes. Vamos deixá-las registradas nas páginas de O Eco publicando sua carta.Um abraço, Manoel Francisco Brito

Por Redação ((o))eco
20 de dezembro de 2005

Favelas 3, meio ambiente zero

De Alexandre de AbreuMuito bom o artigo de Eduardo Pegurier, O que nao posso concordar eh que prevaleceu o discurso politicamente correto, em beneficio da sociedade. Ou seja dos favelados. O politicamente correto, seria prevaler o sentido de coletividade social, onde a preservacao ambiental supera qualquer iniciativa de colocar o individual (favelados) a frente do social ( todos que vivem no Rio).

Por Redação ((o))eco
19 de dezembro de 2005

Nem um pouco selvagem

De Karina MiottoMuito boa a matéria da Carolina Mourão. Que triste, mas que triiiiiiiste saber que neste país a impunidade é a maior incentivadora de crimes ambientais, isso sem falar em outros tantos tipos de crime.Carolina, parabéns pela investigação.Sugiro que O Eco fique em cima desse caso. Esse veterinário chulo, irresponsável, criminoso e cruel deve ser punido. A imprensa tem uma força danada para pressionar o poder público e a justiça. Que ela seja feita. Em nome de um país mais decente, em nome de todos os animais que são mortos, mutilados e torturados cruelmente. O lugar desse criminoso é atrás das grades. E o Ibama...onde já se viu conceder que ele ficasse legalmente com um animal selvagem????? Não me admira que a Operação Curupira tenha descoberto funcionários do Ibama envolvidos no escandaloso esquema de desmatamento da Amazônia. Pelo fim dos corruptos de todas as classes. Punição já.Sou jornalista e vou fazer a minha parte dando uma força sobre esse assunto no blog Eco-Repórter-Eco.Até breve,

Por Redação ((o))eco
13 de dezembro de 2005

Faça você mesmo

De Fernando José Pimentel Teixeira e Christiane de Souza Pimentel TeixeiraReserva Ecológica Rio das LontrasEm relação a reportagem “Faça você mesmo”, de Lorenzo Aldé, publicada em 3 de dezembro último, gostaríamos de fazer as seguintes observações para efeito de esclarecimento e complemento:É importante realçar que as poucas intervenções feitas por nós, como os pequenos açudes

Por Redação ((o))eco
8 de dezembro de 2005

Nadar no Mar

Para quem curte natação, um dos melhores programas do verão carioca é nadar nas águas de Ipanema. A cada braçada, dá para admirar a paisagem e o fundo do mar.

Por Carlos Secchin
7 de dezembro de 2005

Boa pedida

De RoneyAndreia;Sou montanhista do Centro Excursionista Universitário (São Paulo) e conheço o PARNA da Serra do Cipó desde 1985.É um dos mais belos parques brasileiros para realizar uma caminhada de longo percurso, porem estão restritas. O gado continua pastando mas fazer uma caminhada de verdade não podemos, ou somos obrigados a contratar um suposto guia.Faz alguns meses um grupo de São Paulo foi barrado por supostos defensores da Lagoa Dourada, embora contassem com uma autorização por escrito do Parque. Gente da região, que ao parece, quer arrancar algum dinheiro dos turistas sob uma justificativa ambiental...Cada dia fica mais verdadeiro a frase de um amigo: "Quer fazer uma boa caminhada? Seu passaporte está ai?

Por Redação ((o))eco
6 de dezembro de 2005

Rochas ornamentais

De RoneyCaro Paulo Bessa;Muito oportuna sua matéria sobre as minerações no Espírito Santo.Sou geógrafo, trabalhando na SMA/SP e montanhista também do Centro Excursionista Universitário de São Paulo e auxilio a FEMESP e CBME em questões ambientais, fazendo a assessoria para o Programa Adote uma Montanha.Alguns escaladores do Espírito Santo reclamam das proibições de escalar em unidades de conservação, como o Parque Estadual da Pedra Azul. A rigor o plano de manejo nada proíbe.Por um lado o órgão ambiental pouco faz para controlar a mineração por outro proíbe o uso pouco impactante.Prezado RoneyGrato pela menção à minha coluna.Os planos de manejo têm a pretensão de prever tudo e, obviamente, não conseguem fazê-lo. Só quem não conhece alpinismo e alpinista acha que o esporte prejudica o meio ambiente. Esta é uma das maiores bobagens que já ouvi na minha vida. Os clubes de montanhismo deveriam mandar uma petição ao Conselho de Meio Ambiente do Estado do Espírito Santo e solicitar a inclusão do alpinismo entre as atividades permitidas e incentivadas. Alpinismo ajuda a prevenir incêndios, corte ilegal de madeira, biopirataria, práticas religiosas inadequadas e tudo mais. Devemos desconfiar de “ecologistas” que são incapazes de andar 10 minutos no meio do mato e voltar para o ponto de partida.O Parque Nacional de Itatiaia e o Parque Nacional da Serra dos Órgãos tinham abrigos maravilhosos para montanhismo. É da essência dos Parques em áreas montanhosas a prática do alpinismo.Paulo

Por Redação ((o))eco
6 de dezembro de 2005

Esculpindo em cadáveres

De Vera LeiteSilvia,A forma como o escultor decidiu expressar sua arte nos faz pensar em muitas coisas. Ele nos coloca na parede dizendo que devemos pensar na natureza e em como ela nos serve. Por que cortar arvores vivas para nos servir se podemos utilizar suas sobras de queimadas que muitas vezes nós mesmos provocamos.Esta história da natureza é muito vasta. Se realmente formos pensar nos detalhes do dia a dia somos todos assassinos. Mas o pior são aqueles assassinos que ainda levam o troféu para casa, como alces pendurados nas paredes.Pessoas como Hugo França nos fazem pensar no que podemos colaborar. Não havia pensado desta forma, que todos os dias nos sentamos em móveis de madeira e nunca paramos para pensar no número de árvores que foram cortadas para fabricar tantas mesas e cadeiras. Porem, teu texto sobre o escultor me despertou para uma realidade cotidiana nunca questionada.Não saber e não pensar em nada do que está a nossa volta deve ser mais simples que viver com um ponto de interrogação na consciência.Um abraço,

Por Redação ((o))eco
6 de dezembro de 2005